| A Tribo dos Sonhos |
| Júlio Constantino| Tiago Fiadeiro| Gustavo Januário| José Carlos Barreto | André Grilo |
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Quinta-feira, Setembro 01, 2005
Os fins das coisas Depois de quase dois anos e 30.000 visitas, com altos e baixos, com escrita alegre ou com lágrimas, sóbria ou não, com sonhos cor-de-rosa, verdes, azuis ou de outras cores, acaba hoje a minha participação neste blog. Esta decisão, depois de uma ausência notada, não será inesperada. É natural. Sem pena, mágoas ou chatices. Acabou. Puf! Sem razão nenhuma. Apenas deixou de fazer parte do meu dia-a-dia escrever aqui. Não quer isto dizer que deixei de sonhar. Sonho e sonharei sempre, é isso que me mantém vivo. Ao Tiago, Gustavo, Zé Carlos e Grilo aqui deixo o meu abraço. Júlio Constantino
Quinta-feira, Agosto 11, 2005
Promontório das curiosidades #3 No “corredor” de acesso ao FIB, um caminho mal iluminado onde os nomes de todas as drogas existentes nos são sussurrados a cada passo por pessoas cujo último banho lhes foi dado pela própria mãe, há também prostituição. TF
Segunda-feira, Julho 25, 2005
Promontório das curiosidades #2.1 O quarto que o Correia das Neves arrendou tinha 20 m2, mais coisa menos coisa... TF Promontório das curiosidades #2 Silvino Correia das Neves chegou a arrendar, no final dos anos 80, um quarto na Alta de Coimbra por 5 mil escudos (cerca de 25 euros). TF
Sexta-feira, Julho 22, 2005
Promontório das curiosidades #1 O rio Mukatiróxiribitátátátá, em Madagáscar, galgou as margens... TF
Terça-feira, Julho 19, 2005
A nota da cadeira que tinha pra fazer desde o 1º ano saiu. Tá feita! Foi a última cadeira... Agora falta só o exame final de curso, tá quase! Júlio
Sábado, Julho 16, 2005
Route 66 ![]() Para o ano, Mano Velho... Está combinado!!! TF
Quinta-feira, Julho 14, 2005
![]() TF
Quarta-feira, Julho 13, 2005
Hoje fiz mais um exame. O segundo exame em duas semanas q dura mais de quatro horas e meia! Não consigo perceber pq isto acontece e por isso no final, perguntei ao professor o porquê de os exames serem assim. O professor, respondeu: "vocês é que não estudam nada, no meu tempo era pior, este exame durava oito horas!" Só me restou olhar para ele e exprimir um "Ah,pois!" AG
Segunda-feira, Julho 11, 2005
EARLY MORNING BLOGS The wisest men follow their own direction. Euripides Bom dia! Júlio
Domingo, Julho 10, 2005
"Pedimos desculpa pela emissão, a interrupção segue dentro de momentos!" AG
Quarta-feira, Julho 06, 2005
Abjecto ![]() Este homem... este ser... como é possível???? Júlio
Quinta-feira, Junho 30, 2005
Hoje fiz o exame da minha última cadeira. E saí de lá sem conseguir saber se correu bem ou mal... Mas pelo menos um peso já saiu de cima de mim. Agora, se tiver corrido mal, só em setembro. Até lá, não me doa a cabeça. Júlio
Sábado, Junho 25, 2005
Há dias... Há dias em que não nos chegamos a deitar. Há dias em que não nos chegamos a levantar. São os melhores!!!... TF The Graduate Um tributo ao cinema e às pessoas que ainda gostam de ver filmes. A velha e perene fantasia adolescente com aquela paixão puramente física, sem amor e sem compromissos. A ausência do falso moralismo, hoje tão frequente. O não ter de se explicar tudo aliado àquele silêncio tão bonito quanto dramático. Longe ainda do grande estrelato, Dustin Hoffman. E aquela mulher tão linda e tão má. Mrs. Robinson como na música. A Anne Bancroft no seu esplendor! E espalhado pelo filme inteiro: o som do silêncio de uma manhã de Quarta-feira (em 64) da vida do Paul Simon. People writing songs that voices never share And no one dare Disturb the sound of silence. GJ The Sound of Silence Hello darkness, my old friend, I've come to talk with you again, Because a vision softly creeping, Left its seeds while I was sleeping, And the vision that was planted in my brain Still remains Within the sound of silence. In restless dreams I walked alone Narrow streets of cobblestone, 'Neath the halo of a street lamp, I turned my collar to the cold and damp When my eyes were stabbed by the flash of a neon light That split the night And touched the sound of silence. And in the naked light I saw Ten thousand people, maybe more. People talking without speaking, People hearing without listening, People writing songs that voices never share And no one dare Disturb the sound of silence. "Fools" said I, "You do not know Silence like a cancer grows. Hear my words that I might teach you, Take my arms that I might reach you. " But my words like silent raindrops fell, And echoed In the wells of silence And the people bowed and prayed To the neon god they made. And the sign flashed out its warning, In the words that it was forming. And the sign said, "The words of the prophets are written on the subway walls And tenement halls." And whisper'd in the sounds of silence. Paul Simon
Sexta-feira, Junho 24, 2005
Afinal há uma solução, caros leitores da Tribo, e não passa por deixarmos de poluir! Aqui está! AG
Quarta-feira, Junho 22, 2005
Passeai, flores!... #2 ao jantar: - Diogo, estás com o cabelo enorme, tens que o cortar. - Ai não, mãe, que eu quero ir sexy para a escola! - Ir "sexy"? Mas que raio é isso de ir" sexy"? - Quero ir muita giro para impressionar a Mariana...Bem, mas agora também não vale a pena porque ela está em casa com uma conjunvite. (breve pausa, seguida de uma garfada) - ...o que só prova que nascemos um para o outro: eu também já tive uma conjuntivite. TF Passeai, flores!... #1 - Pai, um dias vai morrer, não vais? - Vou, Joãozinho, todas as pessoas morrem, mas não te preocupes que ainda falta muito tempo. (pausa) - Pai... - Diz. - Prometes que, antes de morreres, me ensinas todas as coisas do mundo? TF
Terça-feira, Junho 21, 2005
![]() TF
Sábado, Junho 18, 2005
Ahhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhh! Tou farto. Tou farto de ligar a televisão e ver gente a queixar-se, são os professores, são os juizes, os polícias, os médicos, estudantes, agricultores, racistas, incendiários, banhistas arrastados,assaltados nos comboios, e mais, e mais e mais! Vou deixar de ver televisão. AG
Segunda-feira, Junho 13, 2005
![]() Obrigado por tudo. Júlio É urgente o amor. É urgente um barco no mar. É urgente destruir certas palavras, ódio, solidão e crueldade, alguns lamentos, muitas espadas. É urgente inventar alegria, multiplicar os beijos, as searas, é urgente descobrir rosas e rios e manhãs claras. Cai o silêncio nos ombros e a luz impura, até doer. É urgente o amor, é urgente permanecer. Eugénio de Andrade Júlio
Sábado, Junho 11, 2005
Há quem diga... Há coisas que não são para se perceberem. Esta é uma delas. Tenho uma coisa para dizer e não sei como hei-de dizê-la. Muito do que se segue pode ser, por isso, incompreensível. A culpa é minha. O que for incompreensível não é mesmo para se perceber. Não é por falta de clareza. Serei muito claro. Eu próprio percebo pouco do que tenho para dizer. Mas tenho de dizê-lo. O que quero é fazer o elogio do amor puro. Parece-me que já ninguém se apaixona de verdade. Já ninguém quer viver um amor impossível. Já ninguém aceita amar sem uma razão. Hoje as pessoas apaixonam-se por uma questão de prática. Porque dá jeito. Porque são colegas e estão ali mesmo ao lado. Porque se dão bem e não se chateiam muito. Porque faz sentido. Porque é mais barato, por causa da casa. Por causa da cama. Por causa das cuecas e das calças e das contas da lavandaria. (...) Nunca vi namorados tão embrutecidos, tão cobardes e tão comodistas como os de hoje. Incapazes de um gesto largo, de correr um risco, de um rasgo de ousadia, são uma raça de telefoneiros e capangas de cantina, malta do "tá bem, tudo bem", tomadores de bicas, alcançadores de compromissos, bananóides, borra-botas, matadores do romance, romanticidas. Já ninguém se apaixona? Já ninguém aceita a paixão pura, a saudade sem fim, a tristeza, o desequilíbrio, o medo, o custo, o amor, a doença que é como um cancro a comer-nos o coração e que nos canta no peito ao mesmo tempo? O amor é uma coisa, a vida é outra. O amor não é para ser uma ajudinha. Não é para ser o alívio, o repouso, o intervalo, a pancadinha nas costas, a pausa que refresca, o pronto-socorro da tortuosa estrada da vida, o nosso "dá lá um jeitinho sentimental". Odeio esta mania contemporânea por sopas e descanso. Odeio os novos casalinhos. Para onde quer que se olhe, já não se vê romance, gritaria, maluquice, facada, abraços, flores. O amor fechou a loja. Foi trespassada ao pessoal da pantufa e da serenidade. Amor é amor. É essa beleza. É esse perigo. O nosso amor não é para nos compreender, não é para nos ajudar, não é para nos fazer felizes. Tanto pode como não pode. Tanto faz. É uma questão de azar. O nosso amor não é para nos amar, para nos levar de repente ao céu, a tempo ainda de apanhar um bocadinho de inferno aberto. O amor é uma coisa, a vida é outra. A vida às vezes mata o amor. A "vidinha" é uma convivência assassina. O amor puro não é um meio, não é um fim, não é um princípio, não é um destino. O amor puro é uma condição. Tem tanto a ver com a vida de cada um como o clima. O amor não se percebe. Não é para perceber. O amor é um estado de quem se sente. O amor é a nossa alma. É a nossa alma a desatar. A desatar a correr atrás do que não sabe, não apanha, não larga, não compreende. O amor é uma verdade. É por isso que a ilusão é necessária. A ilusão é bonita, não faz mal. Que se invente e minta e sonhe o que quiser. O amor é uma coisa, a vida é outra. A realidade pode matar, o amor é mais bonito que a vida. A vida que se lixe. Num momento, num olhar, o coração apanha-se para sempre. Ama-se alguém. Por muito longe, por muito difícil, por muito desesperadamente. O coração guarda o que se nos escapa das mãos. E durante o dia e durante a vida, quando não esta lá quem se ama, não é ela que nos acompanha - é o nosso amor, o amor que se lhe tem. Não é para perceber. É sinal de amor puro não se perceber, amar e não se ter, querer e não guardar a esperança, doer sem ficar magoado, viver sozinho, triste, mas mais acompanhado de quem vive feliz. Não se pode ceder. Não se pode resistir. A vida é uma coisa, o amor é outra. A vida dura a vida inteira, o amor não. Só um mundo de amor pode durar a vida inteira. E valê-la também. TF
Quinta-feira, Junho 09, 2005
O tempo é muito lento para os que esperam, muito rápido para os que têm medo, muito longo para os que lamentam, muito curto para os que festejam. Mas, para os que amam, o tempo é eternidade. William Shakespeare O tempo deixa de o ser. Passa a ser outra coisa qualquer. Angústia, felicidade, sorrisos, amor, lágrimas.. mas sempre sem corpo para se atirar, sem luz para se apagar. Transforma-se no que quer. Vive disso. Numa unidade de tempo tudo muda.. numa unidade de Vida!!!... TUDO!!!, em círculos de vontades, descobertas, certezas, inseguranças, medos, alegrias... Mas fica sempre Algo. Comparsa do tempo. Também não se agarra, nem se vê. Por vezes cheira!... É eterno!!! TF Cindy Há bués da times, havia uma garina cujo cota já tinha esticado o pernil e que vivia com a chunga da madrasta e as melgas das filhas dela. A Cinderela (Cindy p'ós amigos), parecia que vivia na prisa, sem tempo para sequer enviar uns mails. Com este desatino todo, só lhe apetecia dar defrosques, porque a madrasta fazia-lhe bué da cenas. É então que a Cindy fica a saber da alta desbunda que ia acontecer: Uma rave!!! A gaja curtiu tótil a ideia, mas as outras chavalas cortaram-lhe as bases. Ela ficou completamente passadunte, mas depois de andar à toa durante um coché, apareceu-lhe uma fada do baril que lhe abichou uma farda baita bacana, ela ficou a parecer uma g'anda febra. Só que ela só se podia afiambrar da cena até ao bater das 12. Tás a ver? A tipa mordeu o esquema e foi para a borga sempre a bombar. Ao entrar na party topou um mano cheio da papel, que era bom comó milho e que também a galou logo ali. Aí a Cindy, passou-se dos carretos, desbundaram "ól naite long", até que ao ouvir as 12, ela teve de se axandrar e bazou. O mitra ficou completamente abardinado quando ela deu de frosques e foi atrás dela, mas só encontrou pelo caminho o chanato da dama. No dia seguinte, com uma alta fezada, meteu-se nos calcantes e foi à procura de um chispe que entrasse no chanato. Como era um alta cromo, teve uma vaca descomunal e encontrou a maluca, para grande desatino das outras fatelas que ficaram anhar. Fim: Tá-se bem. TF
Domingo, Junho 05, 2005
Quem diria?!? ![]() Que personagem do Seinfeld é você? TF
Quinta-feira, Junho 02, 2005
O tempo é a única prova segura de tudo. Não só é o crítico mais severo; é o crítico recto e preciso. Ninguém pode julgar do valor disto ou daquilo num momento, porque só o tempo o pode fazer. O tempo dar-lhe-á o valor que merece. Alfred Montapert, in A Suprema Filosofia do Homem - Olá! - Olá. Boa noite. - Então?!?...que voz é essa? - Há quanto tempo!!!...nada, não se passa nada. E tu, estás boa?!? - Sim... - Não!!!...não está nada...que se passa?!? - Tudo!!! - Como assim?!?... - ... - Estás aí?!? - Sim... - Então diz-me o que se passa... - Nada...e tu, estás aí?!? - Sim... - Até quando?!? - Desde sempre... - Lembrei-me... - De quê?!? - De tudo.... - Saudades?!?... - Não!!!...vontades. - Pois...a vida dá cada volta!!!...e agora?!? - Agora...agora vou dormir...já estou com sono... - Vai lá...Boa noite e dorme bem. Vai dando notícias... - Mais?!? - Sim...preciso de muito mais!!!... - Depois ligo. Beeeeiiiijo - Beijo - Espera!!!...tinhas razão... - Eu sei...vá, não penses nisso agora. Liga-me depois... - Ok. Beijo. - Beeeeeeeijo... TF
Quarta-feira, Junho 01, 2005
Eu não vou postar durante uns tempos. A minha vida está um bocado caótica (to say the least). Tenho um curso, longo, que gostaria de acabar no fim de Julho. Era bom. Até breve. Júlio
Terça-feira, Maio 31, 2005
Na Tribo dos Sonhos Andava eu sem ter onde cair vivo Fui procurar abrigo nas frases estudadas do senhor doutor Ai de mim não era nada daquilo que eu queria Ninguém se compreendia e eu vi que a coisa ia de mal a pior Na tribo dos sonhos, podes ser quem tu és, ninguém te leva a mal Na tribo dos sonhos toda a gente trata a gente toda por igual Na tribo dos sonhos não há pó nas entrelinhas, ninguém se pode enganar Abre bem os olhos, escuta bem o coração, se é que queres ir para lá morar Andava eu sózinho a tremer de frio Fui procurar calor e ternura nos braços de uma mulher Mas esqueci-me de lhe dar também um pouco de atenção E a minha solidão não me largou da mão nem um minuto sequer Na tribo dos sonhos, podes ser quem tu és, ninguém te leva a mal Na tribo dos sonhos toda a gente trata a gente toda por igual Na tribo dos sonhos não há pó nas entrelinhas, ninguém se pode enganar Abre bem os olhos, escuta bem o coração, se é que queres ir para lá morar Se queres ver o Mundo inteiro à tua altura Tens de olhar para fora, sem esqueceres que dentro é que é o teu lugar E se às duas por três vires que perdeste o balanço Não penses em descanso, está ao teu alcance, tens de o reencontrar Na tribo dos sonhos, podes ser quem tu és, ninguém te leva a mal Na tribo dos sonhos toda a gente trata a gente toda por igual Na tribo dos sonhos não há pó nas entrelinhas, ninguém se pode enganar Abre bem os olhos, escuta bem o coração, se é que queres ir para lá morar (achei piada...) TF
Sexta-feira, Maio 27, 2005
Todas as Cartas de Amor são Ridículas Todas as cartas de amor são Ridículas. Não seriam cartas de amor se não fossem Ridículas. Também escrevi em meu tempo cartas de amor, Como as outras, Ridículas. As cartas de amor, se há amor, Têm de ser Ridículas. Mas, afinal, Só as criaturas que nunca escreveram Cartas de amor É que são Ridículas. Quem me dera no tempo em que escrevia Sem dar por isso Cartas de amor Ridículas. A verdade é que hoje As minhas memórias Dessas cartas de amor É que são Ridículas. (Todas as palavras esdrúxulas, Como os sentimentos esdrúxulos, São naturalmente Ridículas.) Álvaro de Campos TF Erro... Se não houver esperanças de que o teu amor seja recebido, o que tens a fazer é não o declarar. Poderá desenvolver-se em ti, num ambiente de silêncio. Esse amor proporciona-te então uma direcção que permite aproximares-te, afastares-te, entrares, saíres, encontrares, perderes. Porque tu és aquele que tem de viver. E não há vida se nenhum deus te criou linhas de força. Se o teu amor não é recebido, se ele se transforma em súplica vã como recompensa da tua fidelidade, se não tens coração para te calares, nessa altura vai ter com um médico para ele te curar. É bom não confundir o amor com a escravatura do coração. O amor que pede é belo, mas aquele que suplica é amor de criado. Se o teu amor esbarra com o absoluto das coisas, se por exemplo tem de franquear a impenetrável parede de um mosteiro ou do exílio, agradece a Deus que ela por hipótese retribua o teu amor, embora na aparência se mostre surda e cega. Há uma lamparina acesa para ti neste mundo. Pouco me importa que tu não possas servir-te dela. Aquele que morre no deserto tem a riqueza de uma casa longínqua, embora morra. Se eu construir almas grandes e escolher a mais perfeita para a rodear de silêncio, ficarás com a impressão de que ninguém recebe nada com isso. E, no entanto, ela enobrece todo o meu império. Quem quer que passa ao longe, prosterna-se. E nascem os sinais e os milagres. Não importa que o amor que alguém nutre por ti seja um amor inútil. Desde que tu lhe correspondas, caminharás na luz. Grande é a oração à qual só responde o silêncio; basta que o deus exista. Se o teu amor é aceite e há braços que se abrem para ti, então pede a Deus que salve esse amor de apodrecer. Eu temo pelos corações cumulados. Antoine de Saint-Exupéry, in "Cidadela" TF
Terça-feira, Maio 24, 2005
Ode à Leonor Todas as mulheres do mundo deviam ter um pouco de ti. Um pouco do teu carisma, dessa tua maneira de ser. Da tua impulsividade que é capaz de deitar abaixo qualquer homem. Dessa tua força interior que é capaz de rebater qualquer argumento mesmo que válido. Exibes, com naturalidade, a faceta que a maior parte das mulheres escondem. Escondem-na porque lhes dá poder. Mas que te importa a ti o que as outras fazem e porque o fazem, se já descobriste há muito tempo, que se quisesses o farias melhor que elas... Nunca deixaste de querer e lutar por isso; E talvez tenhas nascido um pouco tarde, porque hoje, aqui e agora, talvez não haja causas tão nobres. Imagino-te uma heroína de Abril, uma Cavaleira das Cruzadas, uma Dama da Revolução Francesa, uma guerreira Amazona da Grécia antiga… E porquê esta Ode? Simplesmente porque me apeteceu! Eu tenho ideias e razões, Conheço a cor dos argumentos E nunca chego aos corações. Pessoa( lido por GJ)
Segunda-feira, Maio 23, 2005
Tiveram mais pontos que todos as outros... ...são campeões. Sei bem qual é essa sensação. Parabéns! (acho que nem em todos os campeonatos ganhos pelo FCP nos últimos anos, o Pinto da Costa teve tantas dedicatórias!) TF
Sábado, Maio 21, 2005
A "música" portuguesa no Festival da Eurovisão Quando era criança todos nos juntavamos à volta da TV para ver o festival. E Portugal ficava sempre com péssimos lugares. Hoje ninguém vê aquilo, a não ser para rir um pouco com a imutabilidade do Eládio Clímaco. Agora, nem ao festival vamos. As músicas são tão más! Já não se fazem Cids como antigamente! Júlio
Sexta-feira, Maio 20, 2005
Postelaria Então? Não postas? Não. Não sei postar. Sim, é verdade, já nao sei postar. Acontece. Aos melhores. E aos piores. E aos moderadamente... Júlio
Terça-feira, Maio 17, 2005
![]() PASTELARIA Afinal o que importa não é a literatura nem a crítica de arte nem a câmara escura Afinal o que importa não é bem o negócio nem o ter dinheiro ao lado de ter horas de ócio Afinal o que importa não é ser novo e galante - ele há tanta maneira de compor uma estante Afinal o que importa é não ter medo: fechar os olhos frente ao precipício e cair verticalmente no vício Não é verdade rapaz? E amanhã há bola antes de haver cinema madame blanche e parola Que afinal o que importa não é haver gente com fome porque assim como assim ainda há muita gente que come Que afinal o que importa é não ter medo de chamar o gerente e dizer muito alto ao pé de muita gente: Gerente! Este leite está azedo! Que afinal o que importa é pôr ao alto a gola do peludo à saída da pastelaria, e lá fora – ah, lá fora! – rir de tudo No riso admirável de quem sabe e gosta ter lavados e muitos dentes brancos à mostra Mário Cesariny in Nobilíssima Visão (1945-1946) TF
![]() Retomaremos a emissão dentro de momentos...
Domingo, Maio 15, 2005
Este blog entra agora em período de balanço. Até breve.
Sexta-feira, Maio 06, 2005
Balada de Despedida do 5º ano Jurídico de 88/89 Sentes que um tempo acabou Primavera da flor adormecida Qualquer coisa que não volta, que voou E foi um triunfar na tua Vida. E levas em ti guardado Um choro de um balada Recordações do passado O bater da velha cabra. Capa negra de Saudade No momento da partida Segredos desta cidade Levo comigo para a Vida. Tu sabes que desenho do adeus É fogo que nos queima devagar E no lento cerrar dos olhos teus Fica a esperança de um dia aqui voltar. TF
Quarta-feira, Maio 04, 2005
Nem sequer faz sentido andar por aqui a esta hora... Júlio
Domingo, Maio 01, 2005
Chuva As coisas vulgares que há na vida Não deixam saudades Só as lembranças que doem Ou fazem sorrir Há gente que fica na história da história da gente e outras de quem nem o nome lembramos ouvir São emoções que dão vida à saudade que trago Aquelas que tive contigo e acabei por perder Há dias que marcam a alma e a vida da gente e aquele em que tu me deixaste não posso esquecer A chuva molhava-me o rosto Gelado e cansado As ruas que a cidade tinha Já eu percorrera Ai... meu choro de moça perdida gritava à cidade que o fogo do amor sob chuva há instantes morrera A chuva ouviu e calou meu segredo à cidade E eis que ela bate no vidro Trazendo a saudade Jorge Fernando - cantado por Mariza TF
Sábado, Abril 30, 2005
Acorda Tiago!!!! Júlio
Sexta-feira, Abril 29, 2005
Esgotos :) The set of all points in the plane, the sum of whose distances from two fixed points, called the foci, is a constant. (“Foci” is the plural of “focus”, and is pronounced FOH-sigh.) Sometimes this definition is given in terms of “a locus of points” or even “the locus of a point” satisfying this condition – it all means the same thing. Júlio
Quinta-feira, Abril 28, 2005
![]() Há sonhos que carregamos connosco durante anos, ora adormecendo-os nas canseiras da vida, ora despertando-os na ternura com que começamos a descer as encostas do tempo, ora acedendo neles à lucidez poética que a administração dos dias nos vais negando. (...) João Maria André - Bonifrates TF
Segunda-feira, Abril 25, 2005
Lembro-me de ti, menina, com o teu top branco Moschino.Alta, magra e muy formosa. Lembro-me de termos trocado beijos sem paixão, fruto daqueles anos de adolescência e de experiências com sucesso discutível. Lembro-me de nunca termos dito aquelas coisas que os amantes dizem uns aos outros no calor do momento, pois nunca sentimos isso um pelo outro. Recordo-me daquele banco na rua larga onde nos sentámos agarrados, e trago no coração aquela frase escrita em maiúsculas atrás de nós numa parede da Faculdade centenária(?) de Medicina: 25 de Abril Sempre... GJ Bom dia, Abril! ![]() Em cada esquina um amigo Em cada rosto igualdade Júlio
Sexta-feira, Abril 22, 2005
PASSAGEM DAS HORAS Trago dentro do meu coração, Como num cofre que se não pode fechar de cheio, Todos os lugares onde estive, Todos os portos a que cheguei, Todas as paisagens que vi através de janelas ou vigias, Ou de tombadilhos, sonhando, E tudo isso, que é tanto, é pouco para o que eu quero. A entrada de Singapura, manhã subindo, cor verde, O coral das Maldivas em passagem cálida, Macau à uma hora da noite... Acordo de repente... Yat-lô-ô-ô-ô-ô-ô-ô-ô-ô...Ghi-... E aquilo soa-me do fundo de uma outra realidade... A estatura norte-africana quase de Zanzibar ao sol... Dar-es-Salaam (a saída é difícil)... Majunga, Nossi-Bé, verduras de Madagáscar... Tempestades em torno ao Guardafui... E o Cabo&da&Boa&Esperança nítido ao sol da madrugada... E a Cidade&do&Cabo com a Montanha da Mesa ao fundo... Viajei por mais terras do que aquelas em que toquei... Vi mais paisagens do que aquelas em que pus os olhos... Experimentei mais sensações do que todas as sensações que senti, Porque, por mais que sentisse, sempre me faltou que sentir E a vida sempre me doeu, sempre foi pouco, e eu infeliz. A certos momentos do dia recordo tudo isto e apavoro-me. Penso em que é que me ficará desta vida aos bocados, deste auge, Desta estrada às curvas, deste automóvel à beira da estrada, deste aviso, Desta turbulência tranquila de sensações desencontradas, Desta transfusão, desta insubsistência, desta convergência iriada, Deste desassossego no fundo de todos os cálices, Desta angústia no fundo de todos os prazeres, Desta saciedade antecipada na asa de todas as chávenas, Deste jogo de cartas fastiento entre o Cabo da Boa Esperança e as Canárias. Não sei se a vida é pouco ou de mais para mim. Não sei se sinto de mais ou de menos, não sei Se me falta escrúpulo espiritual, ponto-de-apoio na inteligência, Consanguinidade com o mistério das coisas, choque Aos contactos, sangue sob golpes, estremeção aos ruídos, Ou se há outra significação para isto mais cómoda e feliz. Seja o que for, era melhor não ter nascido, Porque, de tão interessante que é a todos os momentos, A vida chega a doer, a enjoar, a cortar, a roçar, a ranger, A dar vontade de dar gritos, de dar pulos, de ficar no chão, de sair Para fora de todas as casas, de todas as lógicas e de todas as sacadas, E ir ser selvagem para a morte entre árvores e esquecimentos, Entre tombos, e perigos e ausência de amanhãs, E tudo isto devia ser qualquer outra coisa mais parecida com o que eu penso, Com o que eu penso ou sinto, que eu nem sei qual é, ó vida. Cruzo os braços sobre a mesa, ponho a cabeça sobre os braços, É preciso querer chorar, mas não sei ir buscar as lágrimas... Por mais que me esforce por ter uma grande pena de mim, não choro, Tenho a alma rachada sob o indicador curvo que lhe toca... Que há-de ser de mim? Que há-de ser de mim? Correram o bobo a chicote do palácio, sem razão, Fizeram o mendigo levantar-se do degrau onde caíra. Bateram na criança abandonada e tiraram-lhe o pão das mãos. Oh, mágoa imensa do mundo, o que falta é agir... Tão decadente, tão decadente, tão decadente... Só estou bem quando ouço música, e nem então. Jardins do século dezoito antes de 89, Onde estais vós, que eu quero chorar de qualquer maneira? Como um bálsamo que não consola senão pela ideia de que é um bálsamo, A tarde de hoje e de todos os dias pouco a pouco, monótona, cai. Acenderam as luzes, cai a noite, a vida substitui-se. Seja de que maneira for, é preciso continuar a viver. Arde-me a alma como se fosse uma mão, fisicamente. Estou no caminho de todos e esbarram comigo. Minha quinta na província, Haver menos que um comboio, uma diligência e a decisão de partir entre mim e ti. Assim fico, fico... Eu sou o que sempre quer partir, E fica sempre, fica sempre, fica sempre, Até à morte fica, mesmo que parta, fica, fica, fica... Torna-me humano, ó noite, torna-me fraterno e solícito. Só humanitariamente é que se pode viver. Só amando os homens, as acções, a banalidade dos trabalhos, Só assim – ai de mim! –, só assim se pode viver. Só assim, ó noite, e eu nunca poderei ser assim! Vi todas as coisas, e maravilhei-me de tudo, Mas tudo ou sobrou ou foi pouco – não sei qual – e eu sofri. Vivi todos as emoções, todos os pensamentos, todos os gestos, E fiquei tão triste como se tivesse querido vivê-los e não conseguisse. Amei e odiei como toda a gente, Mas para toda a gente isso foi normal e instintivo, E para mim foi sempre a excepção, o choque, a válvula, o espasmo. Vem, ó noite, e apaga-me, vem e afoga-me em ti. Ó carinhosa do Além, senhora do luto infinito, Mágoa externa da Terra, choro silencioso do Mundo. Mão suave e antiga das emoções sem gesto, Irmã mais velha, virgem e triste, das ideias sem nexo, Noiva esperando sempre os nossos propósitos incompletos, A direcção constantemente abandonada do nosso destino, A nossa incerteza pagã sem alegria, A nossa fraqueza cristã sem fé, O nosso budismo inerte, sem amor pelas coisas nem êxtases, A nossa febre, a nossa palidez, a nossa impaciência de fracos, A nossa vida, ó mãe, a nossa perdida vida... Não sei sentir, não sei ser humano, conviver De dentro da alma triste com os homens meus irmãos na terra. Não sei ser útil mesmo sentindo, ser prático, ser quotidiano, nítido, Ter um lugar na vida, ter um destino entre os homens, Ter uma obra, uma força, uma vontade, uma horta, Uma razão para descansar, uma necessidade de me distrair, Uma coisa vinda directamente da natureza para mim. Por isso sê para mim materna, ó noite tranquila... Tu, que tiras o mundo ao mundo, tu que és a paz, Tu que não existes, que és só a ausência da luz, Tu que não és uma coisa, um lugar, uma essência, uma vida, Penélope da teia, amanhã desfeita, da tua escuridão, Circe irreal dos febris, dos angustiados sem causa, Vem para mim, ó noite, estende para mim as mãos, E sê frescor e alívio, ó noite, sobre a minha fronte... Tu, cuja vinda é tão suave que me parece um afastamento, Cujo fluxo e refluxo de treva, quando a lua bafeja, Tem ondas de carinho morto, frio de mares de sonho, Brisas de paisagens supostas para a nossa angústia excessiva... Tu, palidamente, tu, flébil, tu, liquidamente, Aroma de morte entre flores, hálito de febre sobre margens, Tu, rainha, tu, castelã, tu, dona pálida, vem... Sentir tudo de todas as maneiras, Viver tudo de todos os lados, Ser a mesma coisa de todos os modos possíveis ao mesmo tempo, Realizar em si toda a humanidade de todos os momentos Num só momento difuso, profuso, completo e longínquo. Eu quero ser sempre aquele com quem simpatizo, Eu torno-me sempre, mais tarde ou mais cedo, Aquilo com quem simpatizo, seja uma pedra ou uma ânsia, Seja uma flor, abstracta, Seja uma multidão ou um modo de compreender Deus. E eu simpatizo com tudo, vivo de tudo em tudo. São-me simpáticos os homens superiores porque são superiores, E são-me simpáticos os homens inferiores porque são superiores também Porque ser inferior é diferente de ser superior, E por isso é uma superioridade a certos momentos de visão. Simpatizo com alguns homens pelas suas qualidades de carácter, E simpatizo com outros pela sua falta dessas qualidades, E com outros ainda simpatizo por simpatizar com eles, E há momentos absolutamente orgânicos em que esses são todos os homens. Sim, como sou rei absoluto na minha simpatia, Basta que ela exista para que tenha razão de ser. Estreito ao meu peito arfante, num abraço comovido, (No mesmo abraço comovido) O homem que dá a camisa ao pobre que desconhece, O soldado que morre pela pátria sem saber o que é pátria, E o matricida, o fratricida, o incestuoso, o violador de crianças, O ladrão de estradas, o salteador dos mares, O gatuno de carteiras, a sombra que espera nas vielas – Todos são a minha amante predilecta pelo menos um momento na vida. Beijo na boca todas as prostitutas, Beijo sobre os olhos todos os souteneurs, A minha passividade jaz aos pés de todos os assassinos, E a minha capa à espanhola esconde a retirada a todos os ladrões. Tudo é a razão de ser da minha vida. Cometi todos os crimes, Vivi dentro de todos os crimes (Eu próprio fui, não um nem o outro no vício, Mas o próprio vício-pessoa praticado entre eles, E dessas são as horas mais arco-de-triunfo da minha vida). Multipliquei-me, para me sentir, Para me sentir, precisei sentir tudo, Transbordei, não fiz senão extravasar-me, Despi-me, entreguei-me, E há em cada canto da minha alma um altar a um deus diferente. Os braços de todos os atletas apertaram-me subitamente feminino, E eu só de pensar nisso desmaiei entre músculos supostos. Foram dados na minha boca os beijos de todos os encontros, Acenaram no meu coração os lenços de todas a despedidas, Todos os chamamentos obscenos de gestos e olhares Batem-me em cheio em todo o corpo com sede nos centros sexuais. Fui todos os ascetas, todos os postos-de-parte, todos os como que esquecidos, E todos os pederastas – absolutamente todos (não faltou nenhum). Rendez-vous a vermelho e negro no fundo-inferno da minha alma! (Freddie, eu chamava-te Baby, porque tu eras louco, branco e eu amava-te, Quantas imperatrizes por reinar e princesas destronadas tu foste para mim! Mary, com quem eu lia Burns em dias tristes como sentir-se viver, Mary, mal tu sabes quantos casais honestos, quantas famílias felizes, Viveram em ti os meus olhos e o meu braço cingindo e a minha consciência incerta, A sua vida pacata, as suas casas suburbanas com jardim, os seus half-holidays inesperados... Mary, eu sou infeliz... Freddie, eu sou infeliz... Oh, vós todos, todos vós, casuais, demorados, Quantas vezes tereis pensado em pensar em mim sem que o fizésseis, Ah, quão pouco eu fui no que sois, quão pouco, quão pouco – Sim, e o que tenho eu sido, ó meu subjectivo universo, Ó meu sol, meu luar, minhas estrelas, meu momento, Ó parte externa de mim perdida em labirintos de Deus! Passa tudo, todas os coisas num desfile por mim dentro, E todas as cidades do mundo, rumorejam-se dentro de mim... Meu coração tribunal, meu coração mercado, meu coração sala da Bolsa, meu coração balcão de Banco, Meu coração rendez-vous de toda a humanidade. Meu coração banco de jardim público, hospedaria, estalagem, calabouço número qualquer coisa («Aqui estuvo el Manolo en vísperas de ir al patibulo»). Me coração clube, sala, plateia, capacho, guichet, portaló, Ponte, cancela, excursão, marcha, viagem, leilão, feira, arraial, Meu coração postigo, Meu coração encomenda, Meu coração carta, bagagem, satisfação, entrega, Meu coração a margem, o limite, a súmula, o índice, Eh-lá, eh-lá, eh-lá, bazar o meu coração. Todos os amantes beijaram-se na minh'alma, Todos os vadios dormiram um momento em cima de mim, Todos os desprezados encostaram-se um momento ao meu ombro, Atravessaram a rua, ao meu braço, todos os velhos e os doentes, E houve um segredo que me disseram todos os assassinos. (Aquela cujo sorriso sugere a paz que eu não tenho, Em cujo baixar-de-olhos há uma paisagem da Holanda, Com as cabeças femininas coifées&de&lin E todo o esforço quotidiano de um povo pacífico e limpo... Aquela que é o anel deixado em cima da cómoda, E a fita entalada com o fechar da gaveta, Fita cor-de-rosa, não gosto da cor mas da fita entalada, Assim como não gosto da vida, mas gosto de senti-la... Dormir como um cão corrido no caminho, ao sol, Definitivamente para todo o resta do Universo, E que os carros me passem por cima.) Fui para a cama com todos os sentimentos, Fui souteneur de todas os emoções, Pagaram-me bebidas todos os acasos das sensações, Troquei olhares com todos os motivos de agir, Estive mão em mão com todos os impulsos para partir, Febre imensa das horas! Angústia da forja das emoções! Raiva, espuma, a imensidão que não cabe no meu lenço, A cadela a uivar de noite, O tanque da quinta a passear à roda da minha insónia, O bosque como foi à tarde, quando lá passeámos, a rosa, A madeixa indiferente, o musgo, os pinheiros, Toda a raiva de não conter isto tudo, de não deter isto tudo, Ó fome abstracta das coisas, cio impotente dos momentos, Orgia intelectual de sentir a vida! Obter tudo por suficiência divina – As vésperas, os consentimentos, os avisos, As coisas belas da vida – O talento, a virtude, a impunidade. A tendência para acompanhar os outros a casa, A situação de passageiro, A conveniência em embarcar já para ter lugar, E falta sempre uma coisa, um copo, uma brisa, uma frase, E a vida dói quanto mais se faz e quanto mais se inventa. Poder rir, rir, rir despejadamente, Rir como um copo entornado, Absolutamente doido só por sentir, Absolutamente roto por me roçar contra as coisas, Ferido na boca por morder coisas, Com as unhas em sangue por me agarrar a coisas, E depois dêem-me a cela que quiserem que eu me lembrarei da vida, Sentir tudo de todas as maneiras, Ter todas as opiniões, Ser sincero contradizendo-se a cada minuto, Desagradar a si-próprio pela plena liberdade de espírito, E amar as coisas como Deus. Eu, que sou mais irmão de uma árvore que de um operário, Eu, que sinto mais a dor suposta do mar ao bater na praia Que a dor real das crianças em quem batem (Ah, como isto deve ser falso, pobres crianças em quem batem – E por que é que as minhas sensações se revezam tão depressa? – Eu, enfim, que sou um diálogo contínuo, Um falar-alto incompreensível, alta-noite na torre, Quando os sinos oscilam vagamente sem que mão lhes toque E faz pena saber que há vida que viver amanhã. Eu, enfim, literalmente eu, E eu metaforicamente também, Eu, o poeta sensacionista, enviado do Acaso Às leis irrepreensíveis da Vida, Eu, o fumador de cigarros por profissão adequada, O indivíduo que fuma ópio, que toma absinto, mas que, enfim, Prefere pensar em fumar ópio a fumá-lo E acha mais seu olhar para o absinto a beber que bebê-lo... Eu, este degenerado superior sem arquivos na alma, Sem personalidade com valor declarado, Eu, o investigador solene das coisas fúteis, Que era capaz de ir viver na Sibéria só por embirrar com isso, E que acho que não faz mal não ligar importância à pátria Porque não tenho raiz, como uma árvore, e portanto não tenho raiz... Eu, que tantas vezes me sinto tão real como uma metáfora, Como uma frase escrita por um doente no livro da rapariga que encontrou no terraço, Ou uma partida de xadrez no convés dum transatlântico, Eu, a ama que empurra os perambulators em todos os jardins públicos, Eu, o polícia que a olha, parado para trás na álea, Eu, a criança no carro, que acena à sua inconsciência lúcida com um coral com guizos. Eu, a paisagem por detrás disto tudo, a paz citadina Coada através das árvores do jardim público, Eu, o que os espera a todos em casa, Eu, o que eles encontram na rua, Eu, o que eles não sabem de si próprios, Eu, aquela coisa em que estás pensando e te marca esse sorriso, Eu, o contraditório, o fictício, a aranzel, a espuma, O cartaz posto agora, as ancas da francesa, o olhar do padre, O largo onde se encontram as suas ruas e os chauffeurs dormem contra os carros, A cicatriz do sargento mal encarado, O sebo na gola do explicador doente que volta para casa, A chávena que era por onde o pequenito que morreu bebia sempre, E tem uma falha na asa (e tudo isto cabe num coração de mãe e enche-o)... Eu, o ditado de francês da pequenita que mexe nas ligas, Eu, os pés que se tocam por baixo do bridge sob o lustre, Eu, a carta escondida, o calor do lenço, a sacada com a janela entreaberta, O portão de serviço onde a criada fala com os desejos do primo. O sacana do José que prometeu vir e não veio E a gente tinha uma partida para lhe fazer... Eu, tudo isto, e além disto o resto do mundo... Tanta coisa, as portas que se abrem, e a razão por que elas se abrem, E as coisas que já fizeram as mãos que abrem as portas... Eu, a infelicidade – nata de todas as expressões, A impossibilidade de exprimir todos os sentimentos, Sem que haja uma lápide no cemitério para o irmão de tudo isto, E o que parece não querer dizer nada sempre quer dizer qualquer coisa... Sim, eu, o engenheiro naval que sou supersticioso como uma camponesa madrinha, E uso monóculo para não parecer igual à ideia real que faço de mim, Que levo às vezes três horas a vestir-me e nem por isso acho isso natural, Mas acho-o metafísico e se me batem à porta zango-me, Não tanto por me interromperem a gravata como por ficar sabendo que há a vida... Sim, enfim, eu o destinatário das cartas lacradas, O baú das iniciais gastas, A entonação das vozes que nunca ouviremos mais – Deus guarda isso tudo no Mistério, e às vezes sentimo-lo E a vida pesa de repente e faz muito frio mais perto que o corpo. A Brígida prima da minha tia, O general em que elas falavam – general quando elas eram pequenas, E a vida era guerra civil a todas as esquinas... Vive le mélodrame où Margot a pleuré! Caem as folhas secas no chão irregularmente, Mas o facto é que sempre é Outono no Outono, E o Inverno vem depois fatalmente, E há só um caminho para a vida, que é a vida... Álvaro de Campos Talvez lho leve. Para que saiba como sou... TF
Quinta-feira, Abril 21, 2005
O TEU RISO Tira-me o pão, se quiseres, tira-me o ar, mas não me tires o teu riso. Não me tires a rosa, a lança que desfolhas, a água que de súbito brota da tua alegria, a repentina onda de prata que em ti nasce. A minha luta é dura e regresso com os olhos cansados às vezes por ver que a terra não muda, mas ao entrar teu riso sobe ao céu a procurar-me e abre-me todas as portas da vida. Meu amor, nos momentos mais escuros solta o teu riso e se de súbito vires que o meu sangue mancha as pedras da rua, ri, porque o teu riso será para as minhas mãos como uma espada fresca. À beira mar, no outono, teu riso deve erguer sua cascata de espuma, e na primavera, amor, quero teu riso como a flor que esperava, a flor azul, a rosa da minha pátria sonora. Ri-te da noite, do dia, da lua, ri-te das ruas tortas da ilha, ri-te deste grosseiro rapaz que te ama, mas quando abro os olhos e os fecho, quando meus passos vão, nega-me o pão, o ar, a luz, a primavera, mas nunca o teu riso, porque então morreria. Pablo Neruda TF Fumo agora tabaco barato, que me arranha; daquele que até parece que mata… TF Não se pode procurar se não se quer procurar!!! Se está em causa a luta pela felicidade, pelo “homem perfeito”, pela “mulher perfeita” a vontade de procurar só pode estar associada ao respeito e à verdade, caso contrário apenas se tenta camuflar a ausência dela, num círculo vicioso… Quando a inteireza habita e se diz Sentir, a dedicação é factor de luta e a vontade é arma do sonho. "Para ser grande, sê inteiro: nada Teu exagera ou exclui. Sê todo em cada coisa. Põe quanto és No mínimo que fazes. Assim em cada lago a lua toda Brilha, porque alta vive." Ricardo Reis TF
Segunda-feira, Abril 18, 2005
Hoje, uma amiga de longa data, confidenciou-me um segredo: "As mulheres procuram sempre o homem perfeito....que seja tudo!, mas por favor deixem-nas procurar, elas não querem encontrar!!!!! A luta e a busca é o que mantem uma mulher apaixonada..." TF Notes on flatus "O que seria altamente embaraçoso num qualquer salão social é música celestial para os ouvidos de um Cirurgião." - A.F. Júlio
Quarta-feira, Abril 13, 2005
brilhante!!! JC
Domingo, Abril 10, 2005
Agora parece que se tornou hábito... Só posto do clepsidra!!! eheheheh Enfim... vidas... Gostava que ficasse escrito que: É URGENTE... ...arranjar um vida... ...fazer a Pova Final... ...não amar quem quero amar... Ah!!!...e beber o mais possível!!!! TF Agora parece que se tornou hábito... Só posto do clepsidra!!! eheheheh Enfim... vidas... Gostava que ficasse escrito que: É URGENTE... ...respeitarmo-nos a nós próprios. ...respeitar os outros. ...mandar embora a nuvem negra sobre as nossas cabeças. ...respirar fundo, correr, ler, pensar e ir atrás do que mexe connosco. ...dizer aos meu avós que os adoro. JC
Sábado, Abril 09, 2005
Carta Não falei contigo com medo que os montes e vales que me achas caíssem a teus pés... Acredito e entendo que a estabilidade lógica de quem não quer explodir faça bem ao escudo que és... Saudade é o ar que vou sugando e aceitando como fruto de Verão nos jardins do teu beijo... Mas sinto que sabes que sentes também que num dia maior serás trapézio sem rede a pairar sobre o mundo e tudo o que vejo... É que hoje acordei e lembrei-me que sou mago feiticeiro Que a minha bola de cristal é folha de papel Nela te pinto nua numa chama minha e tua. Desconfio que ainda não reparaste que o teu destino foi inventado por gira-discos estragados aos quais te vais moldando... E todo o teu planeamento estratégico de sincronização do coração são leis como paredes e tetos cujos vidros vais pisando... Anseio o dia em que acordares por cima de todos os teus números raízes quadradas de somas subtraídas sempre com a mesma solução... Podias deixar de fazer da vida um ciclo vicioso harmonioso do teu gesto mimado e à palma da tua mão... É que hoje acordei e lembrei-me que sou mago feiticeiro e a minha bola de cristal é folha de papel Nela te pinto nua Numa chama minha e tua. Desculpa se te fiz fogo e noite sem pedir autorização por escrito ao sindicato dos Deuses... mas não fui eu que te escolhi. Desculpa se te usei como refúgio dos meus sentidos pedaço de silêncios perdidos que voltei a encontrar em ti... Ainda magoas alguém O tiro passou-me ao lado Ainda magoas alguém Se não te deste a ninguém magoaste alguém A mim... passou-me ao lado. Toranja Como TUDO faz tanto sentido...Apetecia-me a música toda a BOLD , em letras garrafais!!!...mas não o vou fazer, tu conheces a letra bem demais... TF A Gente Vai Continuar Tira a mão do queixo, não penses mais nisso O que lá vai já deu o que tinha a dar Quem ganhou, ganhou e usou-se disso Quem perdeu há-de ter mais cartas para dar E enquanto alguns fazem figura Outros sucumbem à batota Chega aonde tu quiseres Mas goza bem a tua rota Enquanto houver estrada para andar A gente vai continuar Enquanto houver estrada para andar Enquanto houver ventos e mar A gente não vai parar Enquanto houver ventos e mar Todos nós pagamos por tudo o que usamos O sistema é antigo e não poupa ninguém, não Somos todos escravos do que precisamos Reduz as necessidades se queres passar bem Que a dependência é uma besta Que dá cabo do desejo E a liberdade é uma maluca Que sabe quanto vale um beijo Enquanto houver estrada para andar A gente vai continuar Enquanto houver estrada para andar Enquanto houver ventos e mar A gente não vai parar Enquanto houver ventos e mar Enquanto houver estrada para andar A gente vai continuar Enquanto houver estrada para andar Enquanto houver ventos e mar A gente não vai parar Enquanto houver ventos e mar Jorge Palma TF
Domingo, Abril 03, 2005
E quando termina um sonho?! ...acordamos?!...só se tivermos que fazer, só se tivermos que dormir, só se tivermos que acordar... ...desistir sempre foi mais fácil que lutar... ...desistir sempre foi o lugar dos fracos... ...desistir sempre foi o fim cruel de quem quer acordar dos sonhos... ...o acto de desistir sempre me fez esquecer o que não sentia esquecer... ...e nunca me senti tão impotente!...afinal descobri que a loucura da crença, o sacrifício do acreditar não vale o esforço...porque há sempre 2 partes.... A camisa é a mesma e o coração não me a deixa tirar. Quero e gosto de sofrer com o que não sou e quero ser, vivo com o desgosto eterno do nunca que sonhei ser o sempre... TF Agridoce Tudo é agridoce... E muita cerveja corta o agridoce, não é?!.. Dizem que sim... Nunca me dei bem com a vida agridoce...Luto pelo "Agri", a todo o custo... O "doce", já entendi que não vale a pena... Estou cansado!!!!............................. TF A minha profecia cumpriu-se e Woytila segundo morreu a 2 de Abril de 2005. Tenho eu 25 anos e tanto ouvi falar dele. Dizem que foi um marco do século XX. Terá sido, na maneira em que influenciou tantas pessoas. Foi no meu ponto de vista um dos responsáveis máximos pela morte de milhares de infectados com o vírus da Sida. Tal como foi Leonor Beleza, noutra escala. A responsabilidade moral não deixa de ser responsabilidade. Não sou católico. A sua morte não me choca. Ou talvez me choque mais do que aos católicos para os quais as portas de cristo se abriram para ele e a encaram com tanta naturalidade. A morte choca-me. Todas as mortes me chocam e ao mesmo tempo me são tão naturais. A máquina humana falha tanto. Acredito que quando morremos tudo acaba. TUDO. Ele saberá neste momento melhor do que eu. Ou então não sabe nada. NADA. Porque morreu. Acabou. Há tanta gente cuja morte me marca pelo sentimento de perda. Não foi este o caso. Júlio
Segunda-feira, Março 28, 2005
Mais uma vez, a Tribo tem enviados por esse mundo! Deixo um abraço de Londres..essa grande cidade que temm Tugas a perder de vista! AG (London-UK)
Domingo, Março 27, 2005
Just a quick hello para dizer que este país é muito, mas mesmo muito bom. Estou a pensar se vou voltar para Portugal ou não... Júlio
Segunda-feira, Março 21, 2005
Livro Daqui a 36 horas estarei a embarcar para o Brasil. A minha primeira viagem transatlantica. Durante 12 dias vou curtir e descansar, as duas coisas que mais preciso de fazer. Para a parte do curtir não peço conselhos, mas para o descanso alguém me diz que livro deverei ler? Aceitam-se sugestões nos comentários. Júlio
Domingo, Março 20, 2005
GSF Quando ele lhe diz que precisam de falar. E que têm de ir tomar um café. Naquele café de sempre, quase secreto, num primeiro andar escondido. Então ele sabe. Vem aí mudança. O coração, bomba ejectora da vida, ejectara-o... E entre um café e três finos são expurgadas e dissecadas as razões. E espiados todos os pecados. O segredo é partilhado. O ritmo de escrita altera-se. Júlio
Segunda-feira, Março 14, 2005
R.S. Costumava sonhar, acordado, que conseguia levantar-se da cama e pôr-se de pé, embora aqueles membros atrofiados e esqueléticos já não lhe pertencessem nem aguentassem o seu peso. Costumava sonhar, acordado que voava pela janela e percorria, levitando, os campos da galiza e chegando à praia, mar adentro. A mesma praia cuja areia lhe tirou a liberdade e onde uma mão,não revelada, impediu o sossego desejado. Conheceu e amou a vida como poucos. E quando esta o abandonou quis morrer. Ramón Sampedro morreu sozinho numa casa alugada. GJ
Domingo, Março 13, 2005
'Eu boicoto as coimbrinhas, boicota tu também!' (TR) Nunca esta frase fez tanto sentido como na noite passada! AG
Sexta-feira, Março 11, 2005
Figueira Revisited Deveríamos ter sempre em nós a eterna juventude dos 16 anos. De ouvir e cantar os Pulp e o disco 2000, os Manic Street Preachers e a música Design for life, estar na Figueira nos tempos em que ainda havia sol e mulheres bonitas que tinham a nossa idade. Esses eram os tempos em que a inocência fazia parte da nossa vida, cada passo era uma aventura de descoberta. Tudo era novo e o instinto guiava as nossas opções. A razão perdia-se nas noites ébrias de felicidade. Hoje tudo se sucede racionalmente. Alguém espera sempre alguma coisa de nós. As descobertas são raras e nem sempre apetecíveis, o mundo ficou mais escuro e mais negro e os dias passam mais rapidamente. Continuamos enganados pois pensamos ainda ter lugar num mundo que já não é o nosso, pois o nosso tempo passou e daquele mundo antigo restam apenas as lembranças pessoais que nunca coincidem com as dos outros. Resquícios de um mundo antigo em que ainda havia patinhos em albufeira, desembarques da Normandia na ilha do pessegueiro, charros enrolados sobre o livro os filhos da droga, gold strike que deveria durar uma semana mas que afinal só durou uma noite. Esses eram os tempos dos namoros apaixonados que hoje já não existem, em que não havia telémoveis, as raparigas não usavam mini-saia, a tanga aparentemente estava proscrita (obrigado meu Deus por a inventares) e um grupo de rapazes deambulava entre a Figueira e Coimbra num comboio antigo, dia após dia, na procura de um lugar melhor. GJ
Sábado, Março 05, 2005
A Day in the Life Costumavas descer as escadas quando me vias a chegar. Hoje subo para te ajudar e já não me esperas à janela. O teu cabelo ficou grisalho por tua opção. As tuas mãos, como doce papiro, ainda fazem a delícia da minha face quando lhe tocas. Os teus olhos que acompanharam as mudanças do século passado vêem hoje melhor do que viram muitas vezes. O mundo mudou tanto desde a primeira vez que o viste que já não é o mesmo. A tua história é a da vida e da mudança inerente. Suprema vontade de viver e de te adaptares que herdaste da força das mulheres tuas antepassadas, mais fortes e guerreiras que muitos conquistadores. Trabalhaste a vida toda com tanta vontade que quando chegou a hora de te ires embora tiveram de te obrigar a sair. Mas saíste sempre de cabeça levantada e é ainda assim que sais da tua casa quando te vou buscar, pois nunca olhas para os degraus que se sucedem e me deixas sempre angustiado. GJ
Quinta-feira, Março 03, 2005
Com a verdade me enganas…e me fizeste feliz… Existem pessoas que por serem como são não cabem na nossa cabeça. Então, depositam-se no coração onde dispõem de um lugar próprio e permanecem inesquecíveis... Consciente que jamais voltaria a transpor aquela fortificação tão perfeita fui obrigado a tornar-me invisível sem querer acreditar. As Cidades Ideais dos tratados renascentistas eram exemplares e o rigor da geometria protegia o ataque das balas de canhão. A grande maioria nunca foi construída mas ainda assim sorri. De forma ingénua pensei que a partir desse instante jamais estaria ausente, permanecendo de forma eterna no lugar que sempre sonhei… TF
Quarta-feira, Março 02, 2005
Convívio + Economia Pavilhão dos Olivais 5ª feira, 3.Março.05 Júlio
Terça-feira, Março 01, 2005
William, não consegues exprimir as tuas emoções? Júlio
Domingo, Fevereiro 27, 2005
Ontem fui ao cinema ver o Constantine. Até gosto da vedeta principal deste filme e a película não é má de todo, pôe ao barulho o Céu e o Inferno..agora, também consegue ter momentos que destroem o filme, principalmente quando Keanu Reaves à ida para o Céu faz literalmente o gesto do dedo ao Lúcifer enquanto este o vê a ir para o Céu! Só faltava o Diabo morrer enrolado a uma bandeira dos E.U.A, ou assim! AG
Sexta-feira, Fevereiro 25, 2005
O Homem que não sabia bem o que queria Sempre se remeteu ao silêncio dos desejos e à vontade muda de querer mudar, talvez por não gostar do sabor salgado das lágrimas que nunca desejou imaginava apenas, muitas vezes sem sequer se aperceber, como é que todos os momentos poderiam passar-se se fosse outra a voz que lhe sussurrava ao ouvido…mas acordava no momento em que se tinha que se lembrar do seu nome. Unicamente guardou na memória os instantes em que podia ter mudado de rumo pois não mais teve hipótese de o fazer. Permaneceu solitário na batalha que travava, já sem haver guerra… TF A Noiva em Fuga Fizeram uma promessa um ao outro de nunca se despedirem. Dia após dia e noite após noite, quando cada um seguia para o seu sítio nunca diziam palavras como adeus ou até já, e apenas se contemplavam silenciosamente. Tornou-se tão automático que era cumprido escrupulosamente. Um dia como outro qualquer, após o café rotineiro, ela não olhou para ele e disse-lhe adeus. Não foi propositado. Saiu-lhe da boca aquela palavra sem ela ter pensado conscientemente nem a ter programado. Ele percebeu. Mas já era tarde. Os homens percebem sempre tarde demais que as coisas acabaram. Deixam-se ir e pactuam. Fingem não acreditar. Ela já se tinha ido embora muito antes do adeus. GJ
Quinta-feira, Fevereiro 24, 2005
Sugiram: um livro, um filme, uma música. Nos comentários. Minha sugestão para esta semana: Che Guevara: A Revolutionary Life - Jon Lee Anderson, Os diários de Che Guevara - Walter Salles, Buena Vista Social Club - Hasta Siempre Comandante Che Guevara. Júlio
Quarta-feira, Fevereiro 23, 2005
Tenho fome. ![]() Passeio entre papeis com riscos e ambições de formas como se estivesse a procurar-me… Anseio o momento de me tornar, ao menos que seja!, feliz por terminar esta etapa. TF Falar... falar... conversar... Tão bom! Júlio
Terça-feira, Fevereiro 22, 2005
É que tudo é medido e pesado, composto ou desinfectado, articulado em mil e uma formas para que nada escape… ![]() …mas acaba sempre por falhar um bocado de mim como se sobrasse uma peça. Ao contrário da máquina, forte e robusta mas criteriosa à unidade, continuo a funcionar e acabo por acumular peças na ânsia de construir um novo engenho… TF Lamento a asneira que fiz. ![]() Júlio
Domingo, Fevereiro 20, 2005
Já votei. Sabe tão bem! Júlio Disseram-me hoje numa discoteca: "tenho lido o teu blog! é um blog de esquerda!" Que fique claro. O blog não é de esquerda nem de direita, muito menos de centro! :) Eu sou de esquerda. O TF, GJ, JB e AG serão do que quiserem ou puderem ser. O blog não tem agenda política. Júlio
Sábado, Fevereiro 19, 2005
Recordo o sabor da tua pele. Júlio
Sexta-feira, Fevereiro 18, 2005
E como estamos prestes a entrar em período reflexivo aqui deixo o meu desejo: uma estrondosa derrota da direita. Júlio E depois de tanta merda... o Pacheco Pereira diz que vai votar no Santana. Ou melhor... Ele desculpa-se dizendo que vai votar no PSD, para depois poder ter o poder moral para se candidatar ou para ser achado para opinar dentro do partido para a sua próxima direcção... É preciso ser hipócrita..... muito hipócrita... Tanto tempo a bater no Santana e agora vai votar nele... Parece que o segundo (e às vezes primeiro) partido português vai continuar na mesma... Uma vergonha. Uma vergonha. Júlio
Quarta-feira, Fevereiro 16, 2005
Lúcia - Lotação esgotada A discrição e o “seu papel de mulher simples” foram recordadas como virtudes da religiosa, no entanto a sua despedida contrastou com a humildade da “pastorinha”. Quem lhe encenou a vida lhe encenará a morte, assim como vejo, como só eles sabem fazer. Salve-se a sua vontade de querer ser sepultada, pelo menos um ano, no Carmelo de Santa Teresa. Não pela falta de fé mas porque o espaço era pequeno para tantas almas, milhares de pessoas ficaram debaixo do firmamento, no Largo da Sé Nova, rezando para que Lúcia encontrasse no céu os seus primos. Já a lotação tinha esgotado há muito quando mais um carro se aproximou e qual não é o espanto dos “excluídos” quando os cidadãos José Castelo Branco e a sua mulher Betty, reconhecidos praticantes da fé e da simplicidade de vida, entram sem qualquer tipo de entraves. Com certeza teriam pedido a Nobre Guedes que lhes guardasse dois lugares. De entre os peregrinos indignados sobressaia a voz de uma mulher “O meu falecido marido era primo em 2º grau…e eu sou da família e não me deixaram entrar!!”. Provavelmente foi uma das que, mês e meio antes, deu a vitória ao Conde de White Castle… TF
Terça-feira, Fevereiro 15, 2005
Pausa (no estudo) estratégica Entre a Fibrose Pulmonar Idiopática (IPF) e a Linfangioleiomiomatose (LAM) liguei a televisão a tempo de ver Santana Lopes, visivelmente abatido, a cancelar as festividades do seu partido e a declarar um intervalo na sua campanha. Concedia liberdade para que os outros partidos continuassem, mas por ele já não conseguia festejar... E assim vai a vida neste pequeno Portugal Queirosiano, no momento em que morre a última das videntes de Fátima, a única dos três que viu,ouviu e comunicou com a Virgem Maria. GJ A minha vizinha Lúcia A quase totalidade da minha vida passei-a em frente ao convento das Carmelitas onde um dia me disseram ser a casa da irmã Lúcia, aquela que tinha visto a Senhora. Como vivia num prédio grande, espreitava por vezes para os espaços abertos daquele sítio na esperança de a ver a passear ao ar livre ou a ler um livro ou talvez, quem sabe, a conversar com as outras irmãs da sua ordem. Como seria viver perto daquela mulher? O que teria ela para dizer aos outros? Será que nos enchiam de fé as palavras mágicas que saíam de sua boca? Mas, hoje sei que o único livro que podia ler era a Bíblia Sagrada, que nunca passeava pelos quintais livremente e que quase nunca falava (talvez só com autorização superior). O que disse e o que escreveu aparentemente torna mais difícil a sua canonização. Por isso talvez Lúcia, agora menina outra vez, tomada pela mão da Virgem,como lhe foi prometido, prefira não ver, e sentir só para si... GJ Ambos os partidos querem ser governo, para isso prometem medidas populares, mas quando realmente forem governo, para endireitar o país terão de tomar medidas extremamente impopulares! Contradição interessante esta. AG Prenda para o Bruno ![]() É a t-shirt da moda! :) Júlio Homenagem a Carlos Paredes 16 de Fevereiro, 21h30, auditório do ISEC entrada gratuita Júlio Ainda sobre as aparições... ![]() Júlio
Segunda-feira, Fevereiro 14, 2005
Lúcia Mais uma vez, neste país, a morte parece que tudo apaga. Lúcia, a Irmã Lúcia, representa para mim, mais um dos abjectos episódios da ICAR. Activa e passivamente. Activamente porque participou no delírio colectivo que constituía uma aparição da virgem maria no cimo de uma azinheira... E foi uma das principais peças desse episódio. Passivamente porque depois disso, foi usada pela ICAR para fins políticos (manutenção da influência da ICAR no estado português, adjuvante no estado novo, etc.). Claro que pagou caro (o Bruno tem um exemplo) o preço do papel que representou e do qual, a certa altura já não a deixaram afastar-se. Júlio
![]() Damo-nos Valor por o que Pensamos, em vez de que por o que Fazemos Não é no individualismo que reside o nosso mal, mas na qualidade desse individualismo. E essa qualidade é ele ser estático em vez de dinâmico. Damo-nos valor por o que pensamos, em vez de que por o que fazemos. Esquecemos que o não fizemos, não o fomos; que a primeira função da vida é a acção, como o primeiro aspecto das coisas é o movimento. Dando ao que pensamos a importância de o termos pensado, tomando-nos, cada um de nós a si mesmo, não, como dizia o grego, por medida de todas as coisas, senão por norma ou bitola delas, criamos em nós não uma interpretação do universo mas uma crítica do universo - que, como o não conhecemos, não podemos criticar - e os mais débeis e mais desvairados de nós elevam essa crítica a uma interpretação - mas uma interpretação imposta como uma alucinação; não deduzida, mas uma indução simples. É a alucinação propriamente dita, pois a alucinação é a ilusão prendendo num facto mal visto. Fernando Pessoa (Barão de Teive), in "A Educação do Estóico" TF O consumismo desenfreado conseguiu preverter mais esta data, não deixa de ser um dia igual aos outros mas se estivesses perto de mim não deixarias de receber uma destas AG Listening to Klazz brothers and cuba percussion - air Júlio
Domingo, Fevereiro 13, 2005
Apetece-me dizer nesta cor, que gosto de ti. Júlio
Sábado, Fevereiro 12, 2005
Expõe-te à Arte! ![]() Júlio Recomendado pelo Mal BLOW UP Tenho fotografias que provam que nunca exististe. Pedro Mexia - "Vida Oculta" Júlio "o anão está a comer o bócio ao senhor" Psych Acabei hoje mais um estágio. Psiquiatria. Ou como eles gostam, saúde mental. Aquilo de saúde terá pouco... Mas foi muito interessante por várias razões. Nunca assim vi um tão bom ambiente num serviço, tive mesmo pena de ter vindo embora. E acabei por criar laços com algumas doentes. Não sei até que ponto isso será bom. Serviu para me aperceber que todos, repito, todos, um dia lá podemos ir parar. Júlio
Sexta-feira, Fevereiro 11, 2005
O computador chegou de novo ao aconchego do lar. Que bom... Júlio
Quarta-feira, Fevereiro 09, 2005
Não fossem outros sorrisos e ele teria de passar a ir de escadas…
Já foi há algum tempo mas ao voltar a perguntar-lhe disse-me "Há aqui alguém no prédio que tem o seu perfume. Sinto-o cada vez que entro no elevador."...respondi prontamente "Não é justo!, tu não pediste para chorar..." TF
Sábado, Fevereiro 05, 2005
Tou de mimos...
TF
Sexta-feira, Fevereiro 04, 2005
"Quando te sentires perdida, fecha os olhos e sorri Não tenhas medo da vida que ela vive por si!" Com uma côr ja gasta, pelo passar do tempo, continua naquela parede onde sempre esteve, a cumprir a função que sempre teve. Boa sorte Dra, começa hoje uma nova viagem. AG
Quinta-feira, Fevereiro 03, 2005
Isto é tudo um jogo, não é!?
Mas...então para quê tantos dados!?? TF Confere-lhe um sorriso…
Na imensidão dos factos, repetitivos e geométricos até à exaustão, a magia parece espreitar a partir da excepção. Tudo parece tão calmo que até mete medo… TF
Segunda-feira, Janeiro 31, 2005
C l o s e r
"- You women don't understand the territory... because you ARE the territory." - LARRY (Clive Owen) "Have you ever seen a human heart? It is like a closed fist wrapped in blood." - LARRY (Clive Owen) "I know who you are. I love you. I love everything about you that hurts." - LARRY (Clive Owen) "Where is this "love"? I can't see it, I can't touch it. I can't feel it. I can hear it. I can hear some words, but I can't do anything with your easy words." - ALICE (Natalie Portman) "What's so great about the truth? Try lying for a change - it's the currency of the world." - DAN (Jude Law) The Blower's Daughter - Damien Rice And so it is Just like you said it would be Life goes easy on me Most of the time And so it is The shorter story No love, no glory No hero in her sky I can't take my eyes off of you I can't take my eyes off you I can't take my eyes off of you I can't take my eyes off you I can't take my eyes off you I can't take my eyes... And so it is Just like you said it should be We'll both forget the breeze Most of the time And so it is The colder water The blower's daughter The pupil in denial I can't take my eyes off of you I can't take my eyes off you I can't take my eyes off of you I can't take my eyes off you I can't take my eyes off you I can't take my eyes... Did I say that I loathe you? Did I say that I want to Leave it all behind? I can't take my mind off of you I can't take my mind off you I can't take my mind off of you I can't take my mind off you I can't take my mind off you I can't take my mind... My mind...my mind... 'T il I find somebody new TF Prova Final
TF
TF
Domingo, Janeiro 30, 2005
Post anti-vegetariano
Júlio Vamos ser amigos? Júlio
Sábado, Janeiro 29, 2005
Closer IV
Todas as perguntas que Larry faz quando descobre que foi traído são todas as perguntas em que qualquer homem pensa quando atormentado pelo espectro da possibilidade de traição. Mas que não tem coragem de fazer. Júlio Closer III É um filme brilhante, mexeu comigo. Confrontei-me naquela sala de cinema com algo que não esperava. Os locais obscuros do ser humano são postos a nú, e revelam-se-nos tão familiares... É assustador, mas a vida é mesmo assim. Amadurecimento... Será? Ou então é apenas o que a tagline do filme diz: "aquele que se apaixona à primeira vista nunca deixa de olhar". Júlio Closer II "That's the spirit. Thank you. Thank you for honesty. Now fuck off and die. You fucked up slag." Júlio Closer I The red light was on and she kept walking. Júlio
Sexta-feira, Janeiro 28, 2005
O vaso de Barro Lembro-me das tardes infindáveis, sentado num banco e de ver as crianças passarem, muito doentes, por mim. De entrar de dia e de sair já noite. Lembro-me daqueles "são só cinco minutos" que afinal eram horas. Daquele ar que se respira e que não se consegue descrever. Lembro-me da enfermeira que me fazia os pensos quando fui mordido por um peixe aranha e lembro-me do natal dos hospitais. Lembro-me do Professor Torrado e da Balbina e dos meus adenoides de Waldeyer. Lembro-me do Professor Mota me ensinar a pensar Pediatria e nunca me esqueço de ler todos os dias o seu blog. GJ
À Noite...
Acordo de noite suado após um pesadelo que se vem tornando repetitivo. Aquela voz que não se cala e que está sempre a cantar: Oh, sinner man, where you gonna run to? GJ
Quinta-feira, Janeiro 27, 2005
Tá na altura de as pessoas que conheço saberem que escrevo num blog. Há um ano e picos... Let's go public! Júlio " Se soubesse que as coisas iam deixar de existir, teria tentado lembrar-me melhor." Lido por GJ
Quarta-feira, Janeiro 26, 2005
Quem serão elas? Júlio Se tiveres um minuto... Deparei-me com uma árvore caída Senti os seus ramos a olhar para mim É este o lugar que nós amávamos? É este o lugar com que eu tenho sonhado? E se tiveres um minuto porque não vamos Falar sobre isso para um sítio que só nós saibamos? Isto pode ser o fim de todas as coisas Então porque não vamos para um sítio que só nós saibamos KEANE "Somewhere Only We Know" Tradução livre por GJ
Alma do negócio Pela porta de trás, em segredo... Schhhhiu... Ninguém nos vê... A luz acende, a luz apaga. Na escada. No terraço. Em ti. Júlio Eu queria que houvesse uma esquerda em Portugal que sonhasse que poderia mudar o mundo. Era nessa que eu votava. Júlio
Terça-feira, Janeiro 25, 2005
Universidade de Coimbra e Direcção Geral ou Como ter sucesso em 5 pontos 1) Bebe sempre mais do que podes, farás muito mais amigos 2) Nunca vás às aulas 3) Nunca pagues um bilhete geral, pede sempre a um amigo que te arranje 4) Aparece sempre na magna para toda a gente te ver (nunca antes das 4 da manhã porque senão não votas e é tempo perdido) 5) Se não tiveres ideias para melhorar nada, fores um absoluto zero, uma nulidade intelectual e quiseres ser aplaudido numa dessas magnas,diz mal do Reitor. Distribuído pela DG-AAC e lido como Juramento na tomada de posse dos novos orgãos dirigentes GJ Fuga Vamos fugir para um local distante sem nada dizermos a ninguém. Tu pegas na mala e eu escolho alguma roupa. Não haverá tempo para despedidas. Jamais voltaremos a este sítio e tudo o que vivemos será recordado apenas em sonhos esquisitos. Quando chegarmos ao destino escolhido vou ficar a olhar fixamente para ti. E quando me cansar venho-me embora e não me despeço de ti. GJ A mentira. Olá, guardador de rebanhos, Aí à beira da estrada, Que te diz o vento que passa? Que é, vento, e que passa, E que já passou antes, E que passará depois. E a ti o que te diz ? Muita cousa mais do que isso. Fala-me de muitas outras cousas. De memórias e de saudades E de cousas que nunca foram. Nunca ouviste passar o vento. O vento só fala do vento. O que lhe ouviste foi mentira, E a mentira está em ti. Alberto Caeiro "O Guardador de rebanhos" Tarde demais Quando era criança e subia aquele outeiro no caminho para casa via-te a passeares pelos campos. De vez em quando olhavas para mim, ao de leve, como uma mulher olha para uma criança curiosa. Nunca falámos ou trocámos comprimentos e e durante muito tempo deixei de te ver. Algum tempo depois vi-te com um homem. Seria o teu namorado? Ele sussurrava-te palavras aos ouvidos e tu rias-te daquela maneira só tua e instantes depois toda a tua cara exibia aquele sorriso esplendoroso pelo qual um homem se apaixona e jura amor eterno. Era nesses momentos que eu mais queria que tu fosses minha. Queria ser eu a dizer-te aquelas palavras, queria ser eu a arrancar-te aqueles sorrisos, queria que fossem os meus braços que estivessem à tua volta, queria sentir a tua pele contra à minha e os teus lábios junto aos meus. TU nem sabias quem eu era. Todas as memória nossas eram apenas minhas, todos os momentos que partilhámos apenas meus. Mas um dia demos beijos e trocámos juras de amor. Tudo passou a ser realidade e verdade e eu falava-te do destino e do Futuro enquanto tu citavas Pessoa e Florbela, mas tínhamos envelhecido e o tempo tinha-nos mudado. Eu já não olhava tanto para ti e tu já não sorrias daquela maneira e ambos sabíamos disso. Foi então que percebi que há momentos para tudo na vida. Alturas certas que quando passam já não voltam, oportunidades que perdemos e já não voltam a apresentar-se.Era tarde demais para nós. Para mim serás sempre aquela rapariga no outeiro e aquela mulher nos braços do outro! GJ
Segunda-feira, Janeiro 24, 2005
Nuvem de fumo. Este serviço é assim. Júlio
Domingo, Janeiro 23, 2005
Adeus Já gastámos as palavras pela rua, meu amor, e o que nos ficou não chega para afastar o frio de quatro paredes. Gastámos tudo menos o silêncio. Gastámos os olhos com o sal das lágrimas, gastámos as mãos à força de as apertarmos, gastámos o relógio e as pedras das esquinas em esperas inúteis. Meto as mãos nas algibeiras e não encontro nada. Antigamente tínhamos tanto para dar um ao outro; era como se todas as coisas fossem minhas: quanto mais te dava mais tinha para te dar. Às vezes tu dizias: os teus olhos são peixes verdes. E eu acreditava. Acreditava, porque ao teu lado todas as coisas eram possíveis. Mas isso era no tempo dos segredos, era no tempo em que o teu corpo era um aquário, era no tempo em que os meus olhos eram realmente peixes verdes. Hoje são apenas os meus olhos. É pouco mas é verdade, uns olhos como todos os outros. Já gastámos as palavras. Quando agora digo: meu amor, já não se passa absolutamente nada. E no entanto, antes das palavras gastas, tenho a certeza de que todas as coisas estremeciam só de murmurar o teu nome no silêncio do meu coração. Não temos já nada para dar. Dentro de ti não há nada que me peça água. O passado é inútil como um trapo. E já te disse: as palavras estão gastas. Adeus. Eugénio de Andrade Daqui. Júlio
Sexta-feira, Janeiro 21, 2005
Não há pior dor do que a do fracasso pessoal. Júlio Cabrão. Eu sou um cabrão. Júlio O Bruno neste post, é contra a honestidade que leva numa relação a dizer tudo, a toda a hora. Eu costumava não pensar assim. Nunca obviamente fui estupidamente sincero ao dizer: "a tua amiga é boa como o milho" mas penso ter por vezes passado os limites. Lá está: não tinha a sensibilidade de pensar na outra pessoa e pesar a importância da necessidade de honestidade no caso em questão. Não adquiri essa sensibilidade. Sim, eu faço feridas por tuta e meia. Júlio (agora trato-me por tu: só Júlio)
Quinta-feira, Janeiro 20, 2005
Porque será que só quando estamos mais em baixo temos vontade de postar? Quando a vida corre bem, tudo às mil maravilhas, nem tempo se tem para vir aqui... Depois, tudo muda, e este ponto de indefinição e em que não se sabe o que se quer da vida e em que não se sabe se se está triste ou se se está feliz é aquele ponto em que só aqui tudo faz sentido. Enfim... Nada que muitos outros bloggers não sintam, right? JC Estou de volta. Há um ano e alguns meses comecei, agora está na altura de continuar. JC
Quarta-feira, Janeiro 19, 2005
B-A-BA… Fechada e sem rótulo descobri-te num dia de festa Conheci-te entre recordações e palavras que há muito não distinguia Fui ganhando, fui tentando entender-te… Conquistaste-me e nunca soubeste que talvez por eu nunca te ter conseguido ler Terias que recordar-me de como era no início… TF
Terça-feira, Janeiro 18, 2005
[...] Não sei o que hei-de fazer das minhas sensações, Não sei o que hei-de ser comigo. Quero que ela me diga qualquer coisa para eu acordar de novo. Quem ama é diferente de quem é. É a mesma pessoa sem ninguém. Alberto Caeiro, O PASTOR AMOROSO No MoMa em Nova york Estive em Nova York quando era jovem e ainda tinha fé nas coisas.Queria conhecer a cidade de uma ponta à outra, ir aos Museus, desvendar os segredos encriptados nas obras,ler biografias,falar com as pessoas.Li os 3 poemas do Brecht sobre a América, como era da praxe, e fiz as malas. Acordei cedo no primeiro dia e fui à Barnes and Noble na Union Square onde folheei uns livros e comprei um pequeno caderninho onde anotei todos os pormenores da viagem (atitude que aprendi com o meu velho). Daí dirigi-me para a 5ª avenina tomando a Broadway. Percorri-a a pé desde a rua 18 até à 53. Quando cheguei ao Museu de Arte Moderna (MoMA) eram 10 horas locais. À entrada estavam inúmeros posters italianos de filmes: Casablanca de Michael Curtiz, Rear Window com James Stewart e Grace Kelly e em grande plano o La Dolce Vita do mestre Fellini com o Mastroianni e Anita Ekberg. Daí fui para a pintura e entre o Confetti de Toulouse-Lautrec e o Zapata de Diego Rivera vi o quadro de Miró: The beautiful bird revealing the unknown to a pair of lovers. Fiquei naquele museu durante sete horas e senti que não tinha visto um décimo do que me oferecia. Mas quando saí de lá um quadro não me saía da cabeça. Era um quadro de Gauguin, aparentemente fazia parte de um projecto que nunca foi concretizado e foi inspirado em viagens do artista ao Tahiti. O seu nome era Te Faruru (Here we make love). Quando estamos diante de quadros tão grandiosos sente-se um leve arrepio na espinha (seja lá o que isso é) , é daqueles momentos que queremos sempre partilhar com alguém. No MoMA o que salta em primeiro lugar à vista nem são os quadros, as esculturas, a magnífica arquitectura e a perfeita delineação do espaço, mas sim a quantidade de homens e mulheres sorridentes e apaixonados que percorrem aqueles corredores de mão dada e irradiam felicidade sem se aperceberem. O que poderá haver de mais belo no mundo que estar com a mulher que se ama num covil de amor que é o MOMa. E foi então que me fui embora, sozinho como tinha entrado, mas já sem fé nas coisas. Gustavo
Sexta-feira, Janeiro 14, 2005
Seinfeld e amizade No público, jornal que às vezes leio, existe uma crónica nas últimas páginas sobre televisão (não é a do Eduardo CT!). Uma delas era sobre uma das minhas séries preferidas, Seinfeld. Dizia o autor que estava na moda afirmar-se que se tratava de uma série sobre nada, apenas o quotidiano, sem assunto. Na própria série esta ideia é caricaturada em diversos episódios em que Jerry e George chegam a entrevistar pessoas para fazerem uma série dentro da série sobre as personagens que durante quase 10 anos interpretaram. A verdade é que a série, como no público se dizia, é sobre a amizade. Mas não qualquer amizade. Trata-se de uma amizade especial e diferente, de uma escolha objectiva de viver uma vida rodeada dos amigos. Sem afastamento devido a namoradas, trabalho, divertimento. Esta opção, tomada de forma livre, é reflexo de um mundo em mudança, em que o casamento já não é o uníco trilho possível e em que o medo da solidão não existe pois é abafado por uma amizade mais forte. Quando vejo esta série identifico-me rapidamente. Não com uma personagem mas com um contexto. Poucas vezes me orgulho do que faço mas frequentemente me sinto fascinado pelos poucos amigos que fiz. Grandes amigos, gente boa. Os meus amigos são tão meus amigos que alguns deles até leêm, às vezes, este blog. Gustavo Wargames O jogo do amor é daqueles sem vencedores antecipados, daqueles que vale sempre a pena jogar. Estuda-se o parceiro com um extremismo intímo, convive-se ao ponto de se saber quase tudo sobre o outro: horários, gostos, roupa interior, família, expressões e finalmente conhece-se até os silêncios e os pensamentos. Nunca se ganha sozinho no jogo do amor, é preciso pelo menos 2.Existem trabalhos publicados de jogos de amor com mais de duas pessoas, mas a evidência acumulada é de que raramente têm bom fim.No jogo do amor quase sempre um joga melhor que o outro mas na maior parte das vezes esse é quem perde. Nunca fui muito bom nesse jogo. Gustavo
Terça-feira, Dezembro 28, 2004
Num dia de chuva de fim de Dezembro Irritas-me a pele quando apareces por trás do mundo e finges que o rodas com toda a tua força. Sem querer fizeste uma festa de cor, com uns trapos velhos encontrados num areal molhado de luz... “Ela é uma estrela” diz a canção que se ouve por aí, como que ao repetir-se se fizesse nascer no céu mais uma. A mais cintilante!, sem saber sequer o seu nome ou o perfil da sua alma. Vulgares e corriqueiros são os dias em que ouço a música sem a entender e complexas são as horas em que estranho a sua ausência! A incoerência do teu olhar confunde-se com a sinceridade das palavras que saem dos teus lábios. Oh! o que eu não daria para te ler a alma!! Queria eu sair deste Mundo, a preto e branco, libertar-me desta teia que me prende os braços, as pernas e o coração. Ou trazer-te a ti para ele. Para o florires com os teus trapos, o encheres de música com o teu cheiro, o teu sorriso e a tua voz. Fosse Deus caridoso para este mutante que mais não faz que errar por um caminho sem saída, cujo destino é a infelicidade. Quantas vezes abrimos os olhos para uma realidade que não queríamos que fosse a nossa. Passamos pela vida sem deixar a nossa marca. Eu era a solidão antes da luz, as trevas antes da bonança. Foste Tu que pintaste o mundo com mil cores e abriste, por um segundo apenas, estes olhos cegos. Mostraste-me o amor e roubaste-o para sempre pois sumiste no mundo sem me avisares. Levaste contigo os meus sonhos e a noite sem estrelas tomou de novo conta do céu.Caminho sozinho pelo mundo escuro e não tenho sonhos no meu sono. TF,GJ e Afonso
Sexta-feira, Dezembro 24, 2004
Às vezes apetece-me dizer coisas que já foram ditas Sim é verdade...Tenho de admitir, plagiei-te! Mas foi por uma boa causa. "Se tudo é passado e o presente quase não existe talvez te possa beijar sem que dês conta. " ACREDITAR Quando não telefonas fico mais forte... Quando não me ligas acredito mais em mim. Quando sei que já não pensas mais em mim sei que tenho razão. É que sabes, eu amo-te sem tu me amares, eu desejo-te mesmo sabendo que já não olhas para mim. Tu és aquela e eu apenas mais um. Neste Natal que se quer Santo eu quero pecar, neste mundo injusto quero eu amar. GJ
Terça-feira, Dezembro 21, 2004
O moscardo Conta-se que pela antiga Grécia, vagueava um homem que fazia perguntas, para as quais não sabia as respostas. Era tão conhecido que muitos evitavam-no. Era inoportuno, pois obrigava as pessoas a pensar e a reflectir. A sua alcunha era moscardo. Sinto-me um moscardo para ti. Sempre que te vejo não te largo e tento mostrar-te como é o mundo visto pelos meus olhos. Tu visitas-me sobretudo à noite enquanto descanso. Povoas os meus sonhos, sussurras-me palavras mágicas que nunca dirias se estivesse acordado. É sobretudo quando acordo que sinto que tudo está já perdido. O tempo é, de entre todas as coisas, aquilo que nunca volta para trás. Se há algo na vida que nunca recuperamos é o tempo. A filosofia do Carpe Diem fugiu-me por entre os dedos. Aqueles dias mágicos da nossa juventude, em que tudo era mágico e tudo era novo, estão já distantes. Aquele amor apaixonado nunca passou do platónico e aquele beijo nunca aconteceu. Mas durante aqueles milissegundos que é a troca de um olhar, os nossos olhos cruzam-se, e naquele desvario do tempo, és minha e acontece o beijo prometido. GJ Pensar em ti O nosso corpo é quase perfeito. Nele conservamos tudo o que fomos e o que somos actualmente. Nele está o potencial para nos tornarmos o que vamos ser um dia. A perspectiva corporal da vida tenta explicar tudo o que se passa à nossa volta baseando-se na linguagem estabelecida entre corpo e mente. É simples, todos os acontecimentos e tudo o que nos rodeia, todos os estímulos, são descodificados numa conversa entre aquilo que nos torna próprios e únicos (“a mente”) e o nosso corpo, este invólucro de pele e membranas, de músculos e de hormonas. Será que é por isto tudo que sempre que penso em ti a minha barriga dói-me? GJ
Sexta-feira, Dezembro 10, 2004
Dizem as más línguas... que a Tribo se encontra, juntamente com Badaró e Ruth Rita (sim!, aquela que mudava as letras no concurso a Roda da Sorte), num campeonato de burro em pé, algures em África... TF
Domingo, Dezembro 05, 2004
Este blog está numa incubadora..tentem não fazer barulho e principalmente, tentem não dar pontapés! AG
Quinta-feira, Novembro 18, 2004
Diz que hoje fazemos um ano. JC
Terça-feira, Novembro 16, 2004
A Tasca acabou. Assim, sem mais nem menos. Tenho muita pena. Mas espero que os rapazes voltem, em breve e em força. Fortes abraços para eles. JC
Sexta-feira, Novembro 12, 2004
Fico triste com a morte de Arafat. Para mim foi um homem que lutou pelos seus objectivos. E a luta, para mim, tem significado em algumas ocasiões. A da causa palestiniana é uma delas. Não sou anti-semita, mas se olharmos para um mapa da palestina de há 40 anos e um actual vemos que os judeus cresceram como um cancro que invade a palestina confinando um povo a uma área cada vez menor. E a área é palestiniana, israel é um invasor. JC
Sábado, Novembro 06, 2004
Na montanha russa de sentimentos que compõe o meu dia-a-dia hoje encontro-me no topo de uma subida. É tudo tão bonito visto cá de cima. É amplo, luminoso, perdura. Só tenho medo é da queda... JC Ai os verdes anos, os verdes anos... JC
Quinta-feira, Novembro 04, 2004
Depois dos acontecimentos do 11/9 seria de esperar que a população de Nova York, seguindo o bom espírito guerreiro Americano, sentisse uma raiva particular pelo terrorismo e assim votasse a favor de invasões e perseguições sem limites. O curioso é que na votação presidencial Americana, o estado de N.Y. foi ganho por números bem expressivos por J. Kerry. AG
Quarta-feira, Novembro 03, 2004
Vergonha II Que país é este? Que lei é esta? A jovem acusada de aborto foi libertada em menos de uma hora, tendo o próprio ministério público, que fazia a acusação, pedido a absolvição. Entretanto andou com a condenação à cabeça quatro anos... Está na hora de despenalizar a interrupção voluntária da gravidez. JC Vergonha I Bush manda mais 4 anos. O que passa na cabeça desta gente? JC
Segunda-feira, Novembro 01, 2004
Este sábado fui a lisboa. Não ver a ivete sangalo como toda a gente, mas ver a peça de teatro urgências, que adorei. Mas a noite tomou rumos que não imaginei e acabei por ir jantar ao galeto às duas da manhã e acabei no Lux, um espaço ímpar no nosso país. O caldo verde forrou o estômago e adormeci a pensar que até se pode ter uma boa vida aqui... JC
Domingo, Outubro 31, 2004
Estão aí as eleições nos E.U América, já há relatos de problemas na Florida iguais ou piores que os das últimas eleições! Se o George W. não ganhar nas urnas, ganha depois..até parece que já vi este filme! AG
Quinta-feira, Outubro 28, 2004
Are you sure you want to delete this post? TF
Quarta-feira, Outubro 27, 2004
É lixo deste que anda nas altas esferas da europa:
Um filho da puta que diz que a sida é castigo de deus. JC
Quinta-feira, Outubro 21, 2004
Não foi ao 7º dia, mas sim à sétima (!!!) latada. Foi a primeira vez que não saí na primeira noite. JC
Terça-feira, Outubro 19, 2004
Confundia um pouco todos os quartos de hotel onde tinha estado ao longo da vida e das diversas viagens ![]() Confundia um pouco todos os quartos de hotel onde tinha estado ao longo da vida e das diversas viagens. Eram células onde passava a noite, muito semelhantes, lugares onde consultava os mapas das cidades que na manhã seguinte haveria de conhecer. Televisores, em frente à cama, davam-lhe o cheiro local: do país, do sítio, da chuva, da neve ou do calor que faria depois e que o quarto climatizado lhe escondia; noticiários ou concursos falavam na língua que teria que usar nas ruas, nos mercados. Quando rodava a chave de um quarto de hotel sentia sempre um ligeiro sobressalto: como seria aquele? Fechava a porta atrás de si e observava a quase sempre canhestra planta com indicações de emergência; fazia-o para perceber o novo edifício que visitava. Analisava depois a casa de banho, invariavelmente junto à entrada, com a porta em frente a um corredor com roupeiro. Nem sempre os hotéis mais luxuosos forneciam melhores ou maiores quantidades de gadgets: lâminas de barba, shampoo, mini-pasta de dentes, gel de banho, toucas plásticas, esponja de sapatos, lenços de papel, sabonetes individuais, cremes, kit de costura, pequenas doses de detergente, escovas de roupa; por vezes um secador de cabelo preso à parede, indicações sobre voltagens em tomadas para máquinas de barbear; e toalhas, toalhas, toalhas, brancas, grandes, pequenas, médias, quase sempre já gastas, usadas. (Nunca comprava toalhas; vivia com toalhas que trazia dos hotéis. Não porque contabilizasse o valor desses pequenos roubos fetiche, mas porque nunca encontraria à venda toalhas sem goma, sem o desagradável cheiro do tecido turco virgem, sem aquele pêlo espetado, demasiado rijo, das toalhas novas). Depois de passar o olhar pela casa de banho, pousava o saco no porta bagagens; caminhava a seguir pelo quarto enquanto despia casacos e botas em direcção aos cortinados que barravam as janelas; abria-os. Deparava com saguões que os labirintos de corredores que percorrera antes não fariam adivinhar ou que o esquemático da planta de incêndios ignorava ou, então, via uma rua, avenida larga ou uma praça com o movimento do fim da tarde ou o escuro da noite furado pelos faróis dos automóveis; abria os vidros duplos para ouvir um pouco desses ruídos ou só para deixar entrar ar diferente do ar do quarto do hotel. Uma mesa redonda de tampo de vidro, com um cinzeiro limpo e uma pequena caixa de fósforos davam-lhe, invariavelmente, vontade de fumar. Fumava, então, experimentando o conforto da cama, das almofadas, enquanto decifrava a maneira de ligar dali, daquele hotel, para a casa que deixara longe. Perdia-se ainda, depois, pelo visionamento dos panfletos turísticos, envelopes, postais e vários desdobráveis que se escondiam nas papeleiras. Cumprido o ritual - que passava também por uma inspecção ao minibar e pelo largar dos papéis urgentes por sobre a mesa mais próxima - , o homem que gostava de cidades estava, então, pronto para sair, para um primeiro encontro desprendido com a cidade onde estava. Mesmo que fosse noite ou muito tarde deveria descer, passar na recepção com um aceno familiar e sair; dar uma volta ao quarteirão, pelo menos - cinco minutos - , que lhe fizesse adivinhar o tipo de cidade, a massa dos edifícios que veria algumas horas depois à luz do sol. Ter chegado a um qualquer lado do mundo e saber-se dono de um quarto de hotel, dava-lhe um prazer especial e confiança. À cautela, no bolso, a pequena caixa de fósforos com a morada. Seguia ao acaso, por ruas diferentes. Crónica de Manuel Graça Dias lida a 14 de Fevereiro de 1997 na TSF. Este e outros pequenos textos são editados em Maio de 2001, pela Relógio D'Água, num livro intitulado O Homem Que Gostava de Cidades. TF
Segunda-feira, Outubro 18, 2004
No meio de uma conversa de café, uma amiga sai-se com: "Porque nós mulheres somos mais inteligentes que vocês", ao que responde um amigo do outro lado da mesa: "também não é dificil ser mais inteligente que um Ser que cada vez que tira a roupa interior a levanta ao ar com um pé e tenta apanha-la com a mão!" Há realidades a que não se pode fugir! AG
Quinta-feira, Outubro 14, 2004
O que eu me divirto com os debates para a presidência dos States. O segundo debate foi bom, o actual presidente nem esteve mal, o que era de estranhar, mas ao fim de uns dias soube-se o porquê de tanta segurança de George W. Bush, tinha um transmissor escondido no casaco e assim os seus acessores podiam-lhe dizer ao ouvido as respostas mais correctas e ideais. Uma ideia digna do presidente de uma grande potência. AG
Quinta-feira, Outubro 07, 2004
Mas será possível que um comentador político crie um alvoroço tão grande? Soube hoje que corre um abaixo assinado na TVI para que ele regresse! Vamos todos fazer um esforço para que ele volte, afinal o desporto escolar precisa de publicidade e eu assim fico sem saber o que ler durante a semana! AG
Domingo, Outubro 03, 2004
Patinho! De repente, passamos pela porta do vinil e no meio da av. afonso henriques, a atravessar a rua, estava um pato! Daqueles dos filmes! Verdadeiro! Parei o carro, liguei os 4 piscas. Um jipe a alta velocidade passou por cima dele... Fechei os olhos. Nem um arranhão! Um carro parou do outro lado da via. Era um interno que conhecia de vista. Fica-me na memória como um homem bom. Apanhamos o pato. Eu, o Gonçalo e o Namora vamos ao lago da rotunda da Quinta da Maia. Atiramo-lo à água. Ele vai ter com outros que lá estão. Vimos embora com a sensação de dever cumprido e uma alegria enorme! Assim vale a pena sair à noite! JC
Sexta-feira, Outubro 01, 2004
Quote "Está tudo em ordem." Ministra da Educação JC
Quarta-feira, Setembro 29, 2004
ciclos a finalização de uns é o início de outros JC Qual é a posição relativa entre nós? JC
Segunda-feira, Setembro 27, 2004
Como é que se pode ter ciúmes de um blog!? TF
Sábado, Setembro 25, 2004
Vuelvo al Sur - Astor Piazzolla (1926) Vuelvo al Sur, como se vuelve siempre al amor, vuelvo a vos, con mi deseo, con mi temor. Llevo el Sur, como un destino del corazon, soy del Sur, como los aires del bandoneon. Sueño el Sur, inmensa luna, cielo al reves, busco el Sur, el tiempo abierto, y su despues. Quiero al Sur, su buena gente, su dignidad, siento el Sur, como tu cuerpo en la intimidad. Te quiero Sur, Sur, te quiero. Vuelvo al Sur, como se vuelve siempre al amor, vuelvo a vos, con mi deseo, con mi temor. Quiero al Sur, su buena gente, su dignidad, siento el Sur, como tu cuerpo en la intimidad. Vuelvo al Sur, llevo el Sur, te quiero Sur, te quiero Sur... JC
Quarta-feira, Setembro 22, 2004
Primeiro beijo.
JC
![]() Tu, que me pediste para ver o sol de frente... Quando a luz se transformou em brilho... ...vi finalmente os teus olhos... ...e fiquei cego... TF É tão bom escrever outra vez! Estarei apaixonado? JC Estradas. "Ohhh. We've got a war to fight." Roads - Portishead JC Há um capachinho no DD! JC
Terça-feira, Setembro 21, 2004
Férias! Entrei hoje de férias! Até dia 27! Não chega a uma semana, mas vai-me fazer muito bem! Um dos meus grandes objectivos já está a ser cumprido, passar algum tempo com o meu Avô. Tou no bom caminho. JC Miau!!! Só dá gatas! Gatooonas!!! JC
Segunda-feira, Setembro 20, 2004
Nao perdi nada, apenas a ilusao de que tudo podia ser meu para sempre. "... E de novo acredito que nada do que é importante se perde verdadeiramente. Apenas nos iludimos, julgando ser donos das coisas, dos instantes e dos outros. Comigo caminham todos os mortos que amei, todos os amigos que se afastaram, todos os dias felizes que se apagaram. Não perdi nada, apenas a ilusão de que tudo podia ser meu para sempre." Miguel Sousa Tavares TF Faz exactamente hoje, dia 20 de Setembro: 6 anos que estava deitado numa daquelas mesas de pedra do Penedo da Saudade ao fim de tarde, quando o telemovel toca e minha Mãe me diz: "parabéns, entraste". 8 anos que rumei ao Restelo com o meu primo Nuno e meus amigos Rui e David para pela primeira vez na vida ver os meus então ídolos musicais Metallica, que tive a oportunidade de conhecer pessoalmente no backstage. Costumo dizer que se não fosse ser médico iria ser músico. Acho que vou ser sempre um pouco as duas coisas. JC Tilt Tilt Tilt Tilt
Tilt Tilt Tilt
Tilt Tilt JC Para quando uma pausa? Só um break, um bocadinho... Nem é para não fazer nada, é mais para pensar numas coisas, dar mais atenção a mim e aos muito próximos (que na realidade estão tão longe às vezes...) Quero encontrar-me e não tenho tempo. O que é que eu quero fazer? Como é que eu quero viver? Os dias correm demasiado depressa. O tempo não chega para tudo, o tempo não chega para nada. STOP! Deixem-me sair. JC
Terça-feira, Setembro 14, 2004
L' IKEA VIRGIN Era por exemplo o IKEA de alfragide antes de abrir ao público. ... Desculpem a piada seca, ando em alto rendimento de estudo. Devia era ter ido ver a Madonna... JC
Segunda-feira, Setembro 13, 2004
![]() Tenho saudades... Esquissos E sentir fazer espaço e ter o poder de defini-lo, limita-lo... E conseguir que algo fique, que perdure... E acreditar que há pessoas que vão vive-lo e senti-lo... Partilhando experiências, saberes, vontades...num só risco... Pois de um só sonho nasce uma casa, uma cidade... De um só risco nascem paredes, nasce um abrigo... De uma só casa nascem vivências, nascem memórias... De um só sonho nasce uma vida... E o poder de riscar, sonhando crescer merece ser sentido... E o poder de sonhar entranha-se em cada risco que faço... TF Na guerra de sempre nunca chegou a vencer... "Tal como a justiça só existe perante a verdade, só a verdade é justa!" Ardem-me os olhos ao ver os outros utilizarem a vontade de alcançar a gloria apenas como meio de camuflar a vergonha, mas agora já não lhe posso confessar tal empatia. Desapareceu com a convicção de que a vitória acabaria por chegar... TF
Domingo, Setembro 12, 2004
![]() As situações repetem-se, ano após ano. Por mais tempo que estejamos afastados, lá virá o dia em que ambos sabemos o que sentimos, ambos conseguimos prever o que o outro vai fazer. É estranho, lá isso é! Há quem diga que não e que é tudo perfeitamente explicado por uma coisa que se chama paixão. AG
Sábado, Setembro 11, 2004
Ai os imortais, os imortais! AG
Sexta-feira, Setembro 10, 2004
Quê passa Tiago!? ![]() Era escuro e ao chegar ao último degrau apercebi-me que tinha ficado para trás, que o espelho e o cobertor eram um só...e as escadas tinham-se transformado em rampa... O corrimão que me salvou revestiu-se de palavras e abraçado a TI olhei para cima e vi que ainda me faltavam muitas escadas para subir... TF
Quinta-feira, Setembro 09, 2004
Foi num dia e veio no outro. Não percebi o porquê de tão rápida viagem, até porque o destino merecia mais. Já a visitou muitas vezes, talvez por isso não lhe dê valor e a veja como mais uma. Dizem maravilhas desta cidade, principalmente no inverno e principalmente se se estiver enamorado e disponível para lhe sentir o cheiro. AG Não era bom que alguém tirasse partido dos olímpicos para, por exemplo, mudar o nome de correio azul para correio Obikuelo? in Inimigo Público, um dia destes AG
Segunda-feira, Setembro 06, 2004
Para o ano há mais!... ![]() Acendam-se as lareiras, vistam-se os casacos, abram-se os guarda-chuvas, ponham-se cobertores, liguem-se as luzes. Porque os dias, esses, estão a ficar mais pequenos... TF 10.000 Uau. Nunca pensei... Vou até talvez voltar a escrever. : ) JC Clarificação do inexplicável… Bóias reluzentes brilham num mar promíscuo... O farol, ao longe, encadeia os peixes e ouvem-se gritos pesqueiros...É só o início... Uma avó, sem fala, prende-se à parede e sacudindo-se violentamente descobre o segredo da juventude. Nada feito. Não falo. Um grupo de jovens vagueiam nas dunas e procuram um búzio que lhes diga o caminho a seguir... Só areia. Só sementes. Num baú podre e de cor berrante o velho descobre a sombra da verdade, enquanto que o pássaro acurralado na despensa procura a saída mais fácil... só depois e só Daquele banco de madeira enorme e amarelo é que se avista o Mundo e o Céu parece vizinho... Não há segredos...Chegou o fim... TF Sacrifícios… Carla é uma tunning! Tem um Opel Corsa de 1986 todo kitado, com aileron superior, embaladeiras com painel pequeno, pestanas de faróis e spoiler integral a trás. Consegue dar, nas rectas mais propícias à alta velocidade, 230 kms/h e dar curvas apertadas sem tirar o pé do acelerador. Carla trabalha como caixa numa grande superfície e cerca de 90% do seu ordenado vai para o seu Opel Corsa. Está a pensar comprar um Opel Kadett, mas para isso, nas concentrações, vai comendo panados no pão!!! TF Uma janela sobre Tudo... ![]() Não basta um farol para nos iluminar e não só a água nos faz sair molhados. As ruas deixam de existir mas percorrem-se caminhos cheios de vivências e o horizonte, aparentemente mais delineado, transforma-se num imediato vasto. Cada caminho é um caminho, cada duna esconde uma nova realidade... Bem-vindo ao Alentejo!!! TF
![]() Onde a água se transforma em luz e as ondas refletem as duas faces da vida... TF
Quarta-feira, Agosto 25, 2004
"Vá para fora cá dentro!"...hoje mais que nunca!!! Já lá vai o tempo em que era comum pedir-se a alguém para, durante a ausência prolongada em tempo de férias, ir regar as tão queridas plantas que estavam a atulhar a varanda ou para ir ver se ninguém tinha entrado "por engano" em casa. Hoje, acima de tudo já não se confia a chave ao vizinho da frente, ninguém tem paciência para ter plantas e existe o novo serviço da PSP, no qual lhes é pedido que ciclicamente passem defronte do referido apartamento/casa, permitindo uma certa segurança. Agora as preocupações são outras...de outro calibre. Como agora já não se passa férias em Portugal (a não ser aqueles que ainda acreditam que o Algarve ainda tem muito para descobrir sem sair da mesma praia ou aqueles que vagueiam românticamente pelo Parque do Gerês ou pelos lugares maravilhosos que não vêm nas brochuras das agências) telefona-se ao namorad@/espos@/vizinh@/familiar/amante para que, durante a sua ausência, lhe grave os episódios da rocambolesca telenovela. "Por favor! Grava-me a telenovela que aqui não apanho canais portugueses!!...Vá lá!!!". Curioso (para não dizer irritante!) é apercebermo-nos, semanas mais tarde, que essas gravações nunca foram vistas pel@ namorad@/espos@/vizinh@/familiar/amante, e mais curioso ainda (para não dizer estupidamente irritante!) é quando nos é pedida a gravação de apenas um episódio. "A Laura vai matar o Lineu e o Renato vai disparar contra o Marcos e a Laura!...eu tenho que ver isso!!". Escusado será dizer que esse capítulo, gravado graças ao duro sacrifício de deixar uma conversa e respectiva cerveja a meio, nunca será visto. A vida continua assim como o raio da novela e a investigação das ligações de Lineu por parte de Lourival fazem esquecer todos os episódios anteriores... TF
Quarta-feira, Agosto 18, 2004
De volta, vim com os luso-franceses no sud-express! AG
Segunda-feira, Agosto 16, 2004
Silhueta preconcebida de um anjo arcaico ainda em construção... Os dias alongados pela máquina do tempo terminam sempre da mesma maneira...A troca clássica do dia pela a noite insiste em fazer-se em tons de laranja, onde a linha do horizonte assume maior significado. O olhar reveste-se de sons frescos e embaladores. A repetição natural engana a mente e remete-nos para o reconhecimento de algumas silhuetas...tudo é tão falsamente real...tudo é tão efémero...tudo vale por isso mesmo... TF Path...
Vais até Vilar Formoso Depois até Salamanca Em Salamanca Direcção Ávila Antes de chegar a Ávila há uma placa que diz Madrid A6 Cortas à esquerda nessa placa E vais na direcção de Sanxidrian Andas uma meia horita E apanhas a A6 Depois é sempre a direito Até chegares Quase a Madrid E cortas à direita Onde diz Ciudad Universitária a verde É que antes “fala” de algumas Faculdades (a roxo) Vais sair ao lado do Palácio da Moncloa Vocês vão seguir a direito E na primeira curva dá para parar Paras aí Paras ao lado da primeira curva ou por aí Depois dá-me um “tok” que eu vou buscar-vos… TF por JB
Domingo, Agosto 15, 2004
Dinamarca #230928308429 Depois de tudo o que já se disse e se postou e se comentou sobre o meu regresso antecipado da Dinamarca apenas tenho a dizer o seguinte: quem me conhece verdadeiramente percebe e aceita. Os outros não. José Carlos, do que tu escreveste, além de retribuir dizendo que és um grande amigo meu, concordo sobretudo com uma ideia que apontas. A da "experiência fantástica" consensual dos jovens portugueses. Não há cão e gato que vá para erasmus ou qualquer outra coisa do género que não diga só maravilhas daquilo. Ora eu não gosto de consensos e acho isso bastante duvidoso, penso até que quanto mais se disser isso mais se auto-convencem que foi fantástico. Eu não tenho nenhum problema em dizer que a minha experiência foi merdosa! E que se tivesse acabado as duas semanas que faltavam a ideia não iria mudar. Só isso. JC Esses tempos... ![]() Urrssssiiinho não queres voltar para o DARQ??? TF
Sexta-feira, Agosto 13, 2004
TAKE ME OUT So if you're lonely You know I'm here waiting for you I'm just a crosshair I'm just a shot away from you And if you leave here You leave me broken shattered I lie I'm just a crosshair I'm just a shot..then we can die I know I wont be leaving here with you I say don't you know You say I don't know I say... take me out I say you don't show Don't move time is slow I say... take me out I say you don't know You say you don't know I say... take me out I know i wont be leaving here I know i wont be leaving here I know i wont be leaving here I know i wont be leaving here with you I say don't you know You say you don't know I say... take me out If I wink, this can die If I wane, this can die I want you to take me out If i move, this could die If eyes move, this can die Come on...take me out I know i wont be leaving here I know i wont be leaving here I know i wont be leaving here I know i wont be leaving here with you Franz Ferdinand - Take me out TF
FIB.Heineken 2004 - Benicàssim A ideia era bem clara e fácil de se realizar. Partir desde Caminha até ao Algarve num carro com mais um amigo e durante 20 dias percorrer toda a costa pernoitando em casa de pessoas conhecidas, gastando o menos possível. Outro era o objectivo: assistir ao Sudoeste, Festival capital desta nossa pátria. JB, pessoa conhecedora, fez-nos a abordagem necessária para que a mudança de estratégia se consumasse, terminando com um tom sério e seguro: Iam para Benicàssim e passavam uns dias em Madrid!!! Apartir desse momento (5 dias antes da partida!!!) tudo tinha mudado e uma cidade com praia, muito sol, a 80 kms de Valência e com o maior Festival da Europa tornara-se o verdadeiro e único objectivo... Rápido nos dirigimos aos nossos pc's para tentar recolher o máximo de informação sobre o que iriam ser as nossas férias...o cartaz era óptimo, a permanência por Madrid perfeita, a possibilidade de fazer praia permanecia...a parte mais difícil eram os custos da viagem...Como resolver!? Procurámos em todos os sites dos patrocinadores algum concurso em que oferecessem entradas, visto que estas custariam para todo o festival cerca de 160 euros, e encontrámos a possibilidade de ganha-las no site do patrocinador oficial, a Heineken. Apenas teríamos que escrever um mail dizendo a forma mais louca para chegar a Benicàssim...não tínhamos nada a perder!!! ... Ganhámos, com uma só frase, duas entradas VIP!!!...e já nos víamos a ver Tindersticks, Morrissey, Air, Chemical Brothers e muitos outros... Partimos dia 29... ...Chegámos dia 11 Só vos posso dizer que foram provavelmente as melhores férias da minha vida... Não sei quantos de vós tiveram o privilégio de, tal como eu, viver a experiência de assistir em Benicàssim ao maior festival de Verão de toda a Europa, mas se esse for o caso deixo desde já um forte abraço do mais recente Fiber. (Guardo para outro(s) post(s) a descrição de algumas vivências experiênciadas nesta viagem...) TF
Quarta-feira, Agosto 11, 2004
Bom, devo dizer que só depois de escrever este último post li o resto da Tribo. Concordo plenamente com aquilo que o JB escreve, nem tudo são rosas claramente e ainda por cima a minha experiência pelas cidades europeias e muito rápida e com outro espirito, está toda a gente para o mesmo, é só conhecimentos digamos efémeros. Não sei como era a tua vida lá mas se estás bem contigo é o que interessa. Bem vindo JC, dentro de uns dias estaremos também por ai. AG Olá tribo sonhadora! A minha viagem esta a passar por Roma..cidade bonita, segue para Florença e depois ainda não sabemos! Abraços e mais abraços AG
Segunda-feira, Agosto 09, 2004
Bem vindo JC A proposito da experiencia do JC deixo aqui algumas consideracoes:
Um grande abraco... Es um grande amigo e um grande sonhador ;) JB
Domingo, Agosto 08, 2004
Estou em casa. JC
Quinta-feira, Agosto 05, 2004
Dia 4 em Odense. Hoje estive no bloco operatório das 9 e qualquer coisa da manhã até às 3 da tarde. Seis horas. De pé. Quieto. Só para uma operacão. É disso que eu gosto. É isso que eu quero fazer. E como tal, tenho que e quero aprendê-lo. Mas não hoje. Não quando tenho 24 anos e daqui a 2 é que vai ter mesmo que ser. Não quando daqui a duas semanas tenho que recomecar a estudar. Quando me falaram em intercambios disseram-me que era só borga e copos e passear a conhecer o país todo. Foi assim com uma amiga na Grécia. Foi assim com outra amiga na Itália. E ainda com outra em Espanha. Eu sei que enumerei os países iguais ao meu, mas são as experiências de que tenho conhecimento. A minha experiência, curiosamente ou talvez não, num país nórdico, nada teve a ver com aquelas. A minha experiência de passeio foi a carreira 31 ou 32 de casa para o hospital às 6:45, e a volta pra casa ao fim do dia... JC Post rápido enquanto preparam a doente para ser operada: Gosto muito dos meus amigos e amigas que mandam mensagens sms. JC
Quarta-feira, Agosto 04, 2004
Dia 3 E ao terceiro dia decidi voltar. Já transmiti a quem de intersse. Razão não tenho que a dar. Mas vou dar. Acordo às 5:45 da manhã. Chega? Apanho o autocarro às 6:45, ao frio. Chega? Tou no hospital às 7 para o pequeno almoco. Chega? Tou vestido às 7:30. Tou na reunião às 7:45. Chega? Tou de banco ou no bloco operatório desde as 8:15 até às 16 (já estive até às 19:30). Chega? Tenho que estar a dormir às 9 da noite!!! Eu sei que a minha vida irá um dia ser muito parecida com isto. Mas isto são as minhas férias! E como tal não fico mais aqui. Férias para mim é descanso, não trabalho! Até ao meu regresso. JC
Segunda-feira, Agosto 02, 2004
Dia 2 Afinal parece que vai ser mais fácil postar daqui!!! Há computadores em todo o lado neste hospital. Não estou aqui de férias, tou mesmo a estagiar. Hoje tive que acordar às 6h30 da manhã porque aqui comeca-se às 7h30! Mas é outro nível, é outra maneira de estar. Comeca-se a manhã com uma reunião de servico em que se discute quem faz o quê nesse dia. E eu entro no plano como outro qualquer elemento do servico. E trata-se toda a gente pelo nome não há cá doutores. Tão diferente de Portugal. Ninguém escreve nada pois todos têm um gravador no bolso e há microcassetes em todo o lado. Ditam para o gravador o que querem dizer e juntam a cassete ao processo, depois as secretárias passam no computador. Que maravilha, assim até fazem mais do que ler a Caras! Hoje tou a acompanhar o Babak, um médico iraniano que saiu do país em 1989 (penso que por não concordar com o regime) e veio para a Dinamarca com o certificado do 12¤ ano, sem saber a língua nem mais nada! Tá a tirar a especialidade de cirurgia digestiva, mas tá nos 9 meses de urologia. Hoje está de banco e já vimos 4 doentes de urgência. Tratam-me bem, portanto não me queixo. Aqui não há cedilhas mas há isto: å, ø, æ... Aliás, Copenhaga escreve-se København. Enfim... JC
Domingo, Agosto 01, 2004
Já cá estou!!!!!! Em Odense, na Dinamarca! Nunca vi tanta mulher bonita junta!!!!! JC Olá a partir de Madrid! Uma tribo de sonhadores reunido em torno de umas cañas... TF, JB e os novos sonhadores AP, JA, FL desejam a todos um verão cheio de coisas boas Halllo Salut..... Ciao JB
Sábado, Julho 31, 2004
Tribo abroad O JB vive em Madrid. O TF está em Benicassím onde irá ter o GJ. O AG está por aí pela Europa, não sabemos aonde. Eu vou para a terra dos Vikings. Penso que por isso a escrita vai começar a escassear. Vamos tentar que não... JC E pronto! Vou-me. Para uma terra onde chove. Quando aqui está tanto sol. Ter com gente que não conheço. Nem sei nada do que me espera. Porquê? Nem eu sei... JC Surpresa Hoje liguei o computador e vi que a tribo era um dos "destaques da semana" do Avatares de um desejo! Sinto-me lisonjeado, o Bruno é um dos meus gurus da blogoesfera. Aposto que os amigos TF e AG que estão algures nesta europa, desencontrados e sem acesso à net, se soubessem disto exultariam! JC
Sexta-feira, Julho 30, 2004
Summertime Hoje, no fim da tarde vinha com um amigo no carro, de uma tarde passada em piscina. Vinhamos com aquela sensação de cansaço, do corpo moído da água e do sol. Entrava uma brisa pela janela e no rádio começou a tocar U2. O tempo corria breve, sabia a verão, sabia a férias. JC
Quinta-feira, Julho 29, 2004
Baci... Bisogno andare con te per vedere la luna, per cantare, per ridere, per fare il amore...Perché senza te la mia vita non mai fa sentito! Ti voglio tanto. TF
Terça-feira, Julho 27, 2004
Der himmel über Berlin
que é como quem diz "o céu sobre berlim". É o título original de um filme que em português se chama "nas asas do desejo". É o filme que deu origem ao "cidade dos anjos" com a meg ryan e o nick cage (para quem não sabe é um remake). Esta foto foi tirada por mim, no cimo do Siegessäule (Anjo da Victória), com o bilhete que lhe deu acesso. No videoclip da música "stay [faraway, so close]" dos U2, o Bono está sentado neste anjo. Os U2 cantam "if god will send his angels" no city of angels. Isto tá tudo ligado... spooky... Mas para além disso está no canto superior esquerdo a TvTower e ao centro estão as costas do BradenburgerTor. Um dia ainda escrevo sobre esta viagem. JC Será que, durante as férias alguém lê blogues? JC Pêlos faciais a 6 tempos (ou post fútil, um exemplo) Barba total. Barba intelectual. Bigode, pêra e longas patilhas. Bigode, mosca e longas patilhas. Bigode e longas patilhas. Longas patilhas. Falta o encurtar das patilhas e o corte de cabelo que possivelmente me restituirão alguma réstia de aspecto que me permita entrar noutros países europeus. Pode ser que daqui a uns anos a barba volte para ficar. JC SMS Quando me roubaram o telemóvel, há quase dois meses fiquei muito triste. Mas foi sobretudo pelas mensagens que tinha. Hoje uso um telemóvel com capacidade para 14 mensagens enquanto o roubado dava para 200. Isto obrigou-me a um exercício diário de selecção da mensagem menos importante das 14 para apagar, de modo a poder receber outra. Recebo mensagens divertidas, recados, poemas. Convocatórias para manifestações, publicidade, carregamentos. Notícias de mortes, notícias de festas. Mensagens de amizade, de desejo, já recebi de amor... Aliás, a minha história "relacional" dos últimos anos, confunde-se com a história das mensagens que recebi no telemóvel. Acho que vou comprar um telefone com mais memória... JC
Segunda-feira, Julho 26, 2004
Um post que já está escrito há umas boas três semanas...
Finalmente hoje mudei tudo o que tinha no antigo quarto, da antiga casa para a nova garagem, da nova casa... Após resistir, ao contrário da restante tribo lá de casa, à mudança de maison, chegou a minha vez de encaixotar todos os pertences que transformaram aquele espaço no meu quarto. Calma e lentamente a cortina do passado foi levantada, e em cada bocado de papel religiosamente guardado nem sei bem porquê, em cada objecto esquecido que é tudo o que dela guardo, vi que nunca estive só e deixei-me viajar pelo tempo...os dentes eram de leite, os beijos sem língua, os períodos três, as férias alimentadas pela lua e o presente assumia-se como prólogo da responsabilidade. Sorri. Lembrei-me de nomes de quem já não sou capaz de reconhecer e pergunto agora o nome de "caras" que reconheço. Fotografias, postais, bilhetes, cartas...pessoas, lugares, paixão, palavras...Tudo fui eu...Tudo sou eu. Tralha sentimental em caixotes...aos magotes... O que faço eu com eles? TF (Este post é de 16 de Julho de 2004 mas hoje dei-lhe uma cara, um rosto...porquê!?...não sei!!!...mas o que é certo é que me recordo de como fui feliz alí, bem perto dos meus cubos...)
Benicàssim!!!! TF
I'll be watching you!!!! TF Fim de semana abertura de férias/velhos guerreiros/jantar/amigos/amigas/visitas/mitras/ litradas/dox/picadeiro/dormir/praia/sol/mergulho no mar/ bigode/esplanadas/sol/hamburgers/bergantim/divertimento/ amizade/divertimento/amizade JC
Domingo, Julho 25, 2004
Roterdao..e tripante! Estamos a ter tempo de escrever so agora..aqui na bela Holanda! Ja alugamos umas binas e estamos a rasgar a urbe, E LINDOOOO! Desculpa JB, quando estavamos em Vilar Formoso, por voltas das 00h00, decidimos nao ir a madrid, esta prometido parar la a vinda! Abracos e desculpem mas..nao ha acentos neste teclado! AG
Sexta-feira, Julho 23, 2004
Movimento Perpétuo A ingenuidade de Paredes sempre me deslumbrou... Orgulho-me de, por boas influências, o ter admirado desde pequeno... Muito mais se deveria ter escrito sobre ele, muito mais se deveria ter escutado dele... Não sei se é tarde ou não mas há que começar por algum lado: Nascido em Coimbra em 1925, Paredes dedicou quase toda a sua vida à guitarra portuguesa. Sendo filho e neto de Artur e Gonçalo Paredes, Carlos começou a estudar e a tocar guitarra aos 4 anos. Com apenas 9 anos muda-se para Lisboa (1934) e em 1957 grava o seu primeiro disco intitulado “Carlos Paredes”. A partir daí a sua música é utilizada como banda sonora de filmes como no “Rendas de Metais Preciosos” de Cândido da Costa Pinto. Em 1967 edita o seu primeiro álbum com Fernando Alvim à viola intitulado “Guitarra Portuguesa” e um ano mais tarde lança “Romance Nº2”, “Fantasia”, “Porto Santo” e “Guitarra Portuguesa”. Em 1971 grava o disco “Movimento Perpétuo”. Em 1975 edita “É preciso um país”, poemas lido por Manuel Alegre e acompanhados à guitarra por Carlos Paredes. Em 1993 é diagnosticado uma mielopatia, doença que o impediu de tocar guitarra, ficando desde então internado na Fundação-Lar da Nossa Senhora da Saúde. JB Carlos Paredes (1925-2004 )
Hoje acordei com lágrimas. [o único post que escrevi a chorar] Morreu um dos mais extraordinários músicos da história. Um homem simples que trabalhava no Hospital de S. José a arquivar radiografias. E que com a sua guitarra provocava sentimentos únicos. Que descobri quando entrei na universidade e marcou os meus verdes anos [os meus melhores anos] para sempre. A alma portuguesa está de luto. Estou de luto. JC sem título #1 Queria dançar contigo sob as estrelas. Como naquela noite em que fugimos do meio do povo, de mão dada, corremos em sentido contrário. Descemos a encosta e dançamos. Flutuamos. E uma asa voa A cada beijo teu, Esta noite Sou dono do céu, E eu não sei quem te perdeu. JC
Quinta-feira, Julho 22, 2004
É pois é!?... Estrada fora tu vais bem sozinha, descobrir como é feito o Mundo...com os teus sapatinhos Chicco, em boa companhia corres pelo campo a brincar ao sol...e se ao fim do dia te sentires cansada...procura um amigo que a casa te acompanhará....................................................................... TF Neste blog, hoje ouve-se Rosana - A fuego lento Ivete Sangalo - Poeira Counting Crows - Accidentally in love Adriana Calcanhotto - Fico assim sem você O que poderia ser mais variado do que isto? Há uma coisa em comum a todas: "cheiram" a Verão!!! JC Faltam 36 horas... JC
Quarta-feira, Julho 21, 2004
É tão bom uma amizade assim... Perdida no meio da serra há uma casa acolhedora que nos aquece o coração, ano após ano, numa qualquer noite gelada antes do Natal. Nessa localidade foi na segunda-feira possivel partilhar a alegria despreocupada de quem tem umas febras e sardinhas para assar, uns finos para beber, uns pregos para martelar e uns amigos para abraçar. JC Vou de férias, é verdade! Vou tentar escrever na Tribo, dando-lhe uma dimensão Europeia, que tanto merece! AG
Segunda-feira, Julho 19, 2004
Lost & found Encontrou-se uma chave de casa. De uma porta de entrada. Daquelas que esticam e encolhem. No banco de trás do meu carro. Não sei de quem é. [dito assim pareço um promíscuo] Acusem-se. JC
Domingo, Julho 18, 2004
Parabéns Tiago Fiadeiro e Rui Grandão! JC
Sábado, Julho 17, 2004
Esconfio... TF Cópia descarada #1 You could be my unintended Choice to live my life extended You could be the one I'll always love You could be the one who listens to my deepest inquisitions You could be the one I'll always love I'll be there as soon as I can But I'm busy mending broken pieces of the life I had before First there was the one who challenged All my dreams and all my balance She could never be as good as you You could be my unintended Choice to live my life extended You should be the one I'll always love I'll be there as soon as I can But I'm busy mending broken pieces of the life I had before I'll be there as soon as I can But I'm busy mending broken pieces of the life I had before Before you Unintended - Muse JC Estava no café, num raro momento de relax(?) e umas amigas perguntavam-me dicas sobre o litoral alentejano. Não sou nenhum expert, mas passei lá muito bons momentos de leveza, descanso, amizade, etc. As minhas praias preferidas estão lá. E depois lembrei-me. O que me apetecia mesmo era pegar nela, metermo-nos no carro e descer por aí abaixo até lá. E acampar, fazer praia, dançar, passear, comer caracóis e beber cerveja na esplanada de uma tasca de uma rua qualquer, jantar um peixinho grelhado, e depois comer um gelado na praça central de Porto Côvo. Deixaria de ir para a Dinamarca se isso assim fosse. Aliás, no próximo ano, se tiver os 15 dias de férias que espero ter, é para lá que vou. Com ou sem ela. JC Nunca mais é dia 23... Estou a estudar há dois meses, já chega. Preciso de férias. Estou saturado. Peço desculpa às pessoas que gostam de ler o que escrevo (será isto demasiado presunçoso?) mas tenho postado pouco porque não tenho tempo. Enquanto uns trabalham, outros (a enorme maioria) estão de férias, estão em piscinas, praias, apanham sol, bebem uns copos, conversam, enfim, vivem... Mas chega de lamentos, sexta feira, dia 23 tudo muda e nessa noite extravaso! O dia dos velhos guerreiros está a chegar. JC
Sexta-feira, Julho 16, 2004
Um post que já está escrito há umas boas três semanas...
Finalmente hoje mudei tudo o que tinha no antigo quarto, da antiga casa para a nova garagem, da nova casa... Após resistir, ao contrário da restante tribo lá de casa, à mudança de maison, chegou a minha vez de encaixotar todos os pertences que transformaram aquele espaço no meu quarto. Calma e lentamente a cortina do passado foi levantada, e em cada bocado de papel religiosamente guardado nem sei bem porquê, em cada objecto esquecido que é tudo o que dela guardo, vi que nunca estive só e deixei-me viajar pelo tempo...os dentes eram de leite, os beijos sem língua, os períodos três, as férias alimentadas pela lua e o presente assumia-se como prólogo da responsabilidade. Sorri. Lembrei-me de nomes de quem já não sou capaz de reconhecer e pergunto agora o nome de "caras" que reconheço. Fotografias, postais, bilhetes, cartas...pessoas, lugares, paixão, palavras...Tudo fui eu...Tudo sou eu. Tralha sentimental em caixotes...aos magotes... O que faço eu com eles? TF Yuuuupi!!!! Blogger novo!!! Mais opções! Deve ser para recompensarem o outro serviço merdoso... JC
Quinta-feira, Julho 15, 2004
Olhem o que recebi!
Urso Verde Por falar em gato...
Este é dos melhores gatos que vi recentemente no cinema! Apresento: Puss in boots! [do shrek 2] JC Amigo Grilo, já diz o povo, gato escaldado de água fria tem medo. Eu percebo o que queres dizes, mais ou menos. Ainda assim, não te esqueças que por vezes jogar à defesa é que dá para marcar golos de surpresa e ganhar. Olha a selecção da grécia... JC Olá. Não, oh não, te esqueças de mim... Assim, triste só e abandonado. Gelado, Gelado. Play along: Sol, Ré, Lám, Mim, Dó/Sol, Lám/Sol, Dó/Sol [de um dos mais engraçados spots publicitários da tv] JC Não sei o que pensar, a linha que separa o ínicio do fim é tão fina. Podias pelo menos dar umas dicas..estou farto deste jogo, não lhe percebo as regras..só sei jogar à defesa! AG
Quarta-feira, Julho 14, 2004
Dawn Hoje, quando o dia nascia vi duas pessoas lá longe num banco ao pé do pavilhão. Conversavam. Conheciam-se. Urso Verde
Terça-feira, Julho 13, 2004
Saturday Night Fever Noites destas fazem-me sentir um previligiado... Fazem-me pensar que muito provavelmente tenho os melhores amigos do Mundo... Faltou o Tó Violante no Crynil... JB Saturday Night
Esta noite, este pedaço de noite no Quebra foi muito bom. Peço desculpa a quem não queira ser identificado, tentei esconder(como nos filmes)!!! JC Lennon/McCartney erraram! Tudo o que é preciso não é Amor. É Tranquilidade. JC Update. Para quem se interessa precisei de uma pausa. Ao jamiroo, admito, apaguei um post. Demasiado pessoal, demasiado revelador. Para os demais, o problema de que falava no post abaixo referia-se a várias coisas, o principal sendo a minha inconsciência com um certo abuso de álcool enxertado (pelo menos nas alturas erradas). Problema admitido, meio problema resolvido. Estudo com força para um exame de 4 cadeiras na segunda que vem, na certeza que serei recompensado com uma tarde de piscina na casa da Avó da minha amiga Inês. Essa minha amiga, que muito admiro por várias razões que não vêm ao caso, acha que está no curso errado quando tem que estudar especialidades cirúrgicas, eu acho que estou no curso errado quando tenho que estudar especialidades médicas. E, é então por isso (entre muitas outras razões científicas astrofísicas) que o mundo não tomba. Agora estou com sono. JC
Domingo, Julho 11, 2004
Passo #1 Olá. O meu nome é Júlio. Eu tenho um problema. JC
Segunda-feira, Julho 05, 2004
Triste. E cada vez mais confuso. [Há monstros adormecidos dentro de nós que por vezes acordam para nos transtornar] Com muito que estudar. Vou-me. JC
Sábado, Julho 03, 2004
By the sea Estou na Figueira, com o meu irmão, a apanhar sol e a ler umas coisas. Daí a minha ausência. Ainda assim, o vício foi mais forte (ou terá sido o seu telefonema?) e tive que vir a um cybercafé, onde se paga um balúrdio para estar online. Tinha que postar sobre a Sophia, sobre o Brando, sobre mais pessoas e acontecimentos que se passam assim em 48 horas... Mas não, depois, na próxima semana, com uma Taça da Europa no papo e já em terras da lusa atenas porei tudo em dia. Bom fim de semana! JC
Sexta-feira, Julho 02, 2004
Com fusos
Gosto muito do nome desta rua... não sei bem porquê. Talvez pela sua invulgaridade junta com a sua situação... Ou então porque há um fuso horário entre nós... Entre o meu e o teu palácio. Ou então nem sei de que é que estou a falar. É tarde. JC Quote: "I want you to come. Walk this world with me." Walk this world - Heather Nova Eu quero isso de facto... mas com quem? JC Dúvidas. JC Cinema
o último álbum do Rodrigo Leão. Comprei hoje. Fui para a figueira a ouvi-lo e vim da figueira a ouvi-lo! É viciante. E tem músicas lindas! E vozes! E letras! E pianos! JC
Quinta-feira, Julho 01, 2004
Personality cocktail From Go-Quiz.com You are now entering the Twilight Zone!!! Pois é... eu tenho muito azar com os bichos... Depois de ter sido maltratado numa oral de microbiologia há uns anos, hoje a oral foi surreal. Respondi, nunca me calei, saí de lá bem satisfeito. Nota: 11 valores! E não chumbei porque tinha 16 da prática, disse o professor... Mais valia ter-me embebedado ontem... JC
Quarta-feira, Junho 30, 2004
Procuro quarto. Em casa de meninas estudantes. Para partilhar. Com essa menina. foto:JC
JC
Terça-feira, Junho 29, 2004
Não podia não transcrever... "THE SILVER LINING: Se Durão Barroso aproveitar o facto de ocupar a presidência da Comissão Europeia para fazer pela Europa o mesmo que fez pelo país, há uma forte hipótese de, dentro de pouco tempo, a Europa estar na cauda de Portugal. RAP" Obviamente aqui! JC
Segunda-feira, Junho 28, 2004
![]() Sempre acreditei em ti, Kinas! AG Tenho de pedir a alguém que estude este tipo de coisas, para se debruçar sobre a relação entre a construção do novo parque verde do Mondego e a taxa de natalidade em Coimbra. Parece que ninguém namorava antes. AG I did it foto do TF
JC Más pessoas! Estava a chegar a casa, e para meter o carro na garagem tive que pedir licença a um grupo de pessoas que festejavam na sala do condomínio ali ao lado. Estas pessoas são um grupo de brasileiros e brasileiras que passaram este ano a viver no meu prédio, estando a fazer erasmus em coimbra. O motivo da festa era a despedida dos amigos que por cá fizeram. Ali estive um pouco à conversa, quando, de repente chega a polícia por causa de queixas relativas ao ruído. As pessoas desiludem-me cada vez mais. Se ouviam muito ruído, o primeiro passo era ir lá abaixo avisar, nunca chamar a polícia. Mas neste mundinho pequeno, não sei se chamaram a polícia porque havia barulho ou se na realidade é porque não podem ver os outros a divertir-se, a beijar-se e a viver a vida... JC Parabéns! André Grilo, pelos teus 24 anos! JC
Domingo, Junho 27, 2004
Verdade absoluta #3 "Mas é sempre a mesma história Depois do primeiro assombro Logo o corpo fica farto..." "...E o coração que o conte Quantas vezes já bateu Pra nada." Balada da Rita - Sérgio Godinho JC
Sábado, Junho 26, 2004
Mau gosto! ![]() JC Comenta!!!!! TF
JC SMS: «TODOS A BELÉM, NO DOMINGO (ÀS 19 HORAS), CONTRA SANTANA LOPES PRIMEIRO-MINISTRO! ABAIXO UM GOVERNO DA TRETA! ENVIA ESTE SMS A TODA A GENTE, JÁ!» JC
![]() Assim, não brinco mais! Aproveitarem-se do Euro para pôr o Pedrinho no Governo..realmente as palavras de Durão Barroso no fim do jogo da Inglaterra encaixam que nem uma luva: "o céu é o limite" AG Parabéns Avô, pelos teus incríveis 81 anos! JC Inacreditável!!! Saí de casa para comprar tabaco. Dirigi-me a um posto da Galp (aberto 24 horas) contíguo ao hipermercado Continente, mesmo aqui à frente de casa. A cerca de 23 passos da máquina começo a ouvir um berros vindos da área da superfície comercial. Achei estranho!...a esta hora era suposto haver silêncio!...mas o que estava para acontecer enquanto colocava as moedas na ranhura valia um acordar mal disposto por parte do mais sério vizinho... O parque de estacionamento estava vazio e apenas se viam dois rapazes visivelmente irados. Um deles, quase como que possuído pela besta 666, gritava "Porque a mim ninguém me ameaça!!!...ouviste bem!?" e repetiu esta frase um punhado de vezes sempre olhando em direcção ao céu!!!...Tudo muito estranho..."Que teria dito deus para que aquele rapaz proferisse aquelas palavras naquele tom ameaçador!?" pensei eu. Mas logo de seguida, que nem revelação!, pude ouvir deus através das colunas sonoras pretencentes ao Belmiro: "Está mas é caladinho!!!...baixa a bolinha!!!". Incrédulo, ao ponto de me enganar na marca de tabaco que queria, deixe-me estar e assistir ao milagre. Não foi preciso esperar muito para que se gerasse uma discussão entre deus e o rapaz irado!...ali, em pleno parque de estacionamento, o rapaz irado olhava em volta e exigia que deus viesse cá "abaixo" para que ele pudesse tirar de esforço uma suposta ameaça!!!..."Estou aqui!...mesmo aqui a olhar para ti, meu camelo!!!" disse deus, e o rapaz, impotente por ser um comum mortal, respondia-lhe como podia num chorrilho de nomes que nem à mãe do menino Jesus lembraria..."Estou aqui...não me vês!?...vai-te embora se não chamo a policia!!!" retorquiram todas as colunas de uma só vez...e foi aí que vi o inexplicável, o rapaz irado "virou-se" ao poste que suporta as colunas e com a alma a transbordar de raiva começou aos chutos e aos pontapés!!!..."Anda aqui se és homem!!!"...e só parou quando o amigo o agarrou num esforço titânico para o levar para fora daquele imenso mas completamente vazio parque de estacionamento!!!... Com a nonotonia inerente a um emprego deste género é natural e mais que compreensível que o guarda noturno se aproveite da benção de ter as cameras e o sistema de som para se fazer passar por deus... TF
Sexta-feira, Junho 25, 2004
![]() Resposta sem pergunta... TF
![]() Esta socialaite veio ver o marido a jogar..pena ter de se ir embora já! AG ¡Queremos ser portugueses! Partidazo en Lisboa. Un duelo emocional como pocos que necesitó de prórroga para deshacer la igualada 1-1 de los 90 minutos reglamentarios. Portugal se adelantó con un golazo soberbio de Rui Costa y Lampard empató en la última ofensiva inglesa. Fueron a los penaltis y ganaron 6-5 nuestros hermanos lusos. Ya que los nuestros han sido unos "petardos", en esta Eurocopa queremos ser portugueses. in El Mundo JB luzes, câmara, post! Tou a curtir esta onda das fotos! JC eh eh eh Depois do melhor jogo a que assisti na vida, hoje posso dizer que fiz bem em ter ido ao S.João! :D JC
![]() TF
Quinta-feira, Junho 24, 2004
![]() ... TF ...dá cá um balão para eu brincar... Ontem fui ao S. João na Figueira da Foz. Diverti-me muito, encontrei muita gente, conhecida e desconhecida, dancei com velhinhas de 70 anos e com miúdas de 20, embebedei-me e quando dei por mim eram 6 e tal da manhã e estava na praia. Pode-se dizer que foi uma perfeita inconsciência uma vez que tenho oral amanhã às 9 da manhã... Mas sei que daqui a um ano ou dois sempre que me desafiarem para isto e para aquilo vou dizer "não posso, amanhã trabalho cedo..." e por isso é preciso saber dizer "que se foda" enquanto se pode. JC
Quarta-feira, Junho 23, 2004
Não tenho culpa!!!Juro!!! Apenas tenho saudades... ...estarei a exagerar!? TF
![]() Sábado, 6 de Dezembro de 2003, 5:34:31 Lembras-te Tiago? Fomos ao Quebra beber um copo. Antes eu andei pela Alta a sorver imagens. JC Sinceramente, por vezes, rogo o dia em que te conheci..e ainda mais o dia em que me apercebi que para ir para casa tenho de passar à frente da tua e ver-te em cenas ! SAI de vez. AG
Terça-feira, Junho 22, 2004
socialite A Tuxa acordou às 10h, a empregada foi-lhe levar um croissant e sumo de laranja à cama, acompanhados da revista cor-de-rosa do dia. Às 12h tomou banho. Saiu e tomou mais um sumo natural de manga na pastelaria Marte, a da moda. Almoçou às 13:30 com uma amiga, pois o marido acordou cedo e trabalha durante a hora de almoço. Tuxa falou de cabelos, depilação, tampões, viagens a locais merdosos da moda, contracepção, ginásios, vernissages, lubrificantes, galas e das vantagens para a pele do engolir. Depois do café, a tarde foi passada nas compras. Fim da tarde no ginásio. A Tuxa sofre de diarreia crónica. Pudera, também com tanto sumo! JC Nunca fui à Suiça, efectivamente, mas acho que deve ser tal e qual como aqui em Coimbra..deve haver muitos Suiços! Ou será que não são Suiços mas sim enfermeiros! Quem não souber que este país tem o mesmo símbolo da Cruz Vermelha, pode pensar que em Coimbra se está a realizar um mega congresso de profissionais de saúde! AG
Segunda-feira, Junho 21, 2004
BOM DIA BLOGOSFERA!!! Sinto-me bem no início desta semana! Penso que irá ser excelente! E apeteceu-me vir aqui deixar beijinhos e abraços a todas as pessoas que fazem os blogs que estão nos nossos links! E mais especiais ainda, abraços aos companheiros desaparecidos em combate (sejam esses combates o estudo, o trabalho, ou o amor), Tiago, Gustavo, Zé e Grilo. JC
Domingo, Junho 20, 2004
Selecção. Chego a casa. Satisfeito. JC Selecção. Saio de casa. Ansioso. A ver... JC Sem querer... ...tropeçamos na felicidade... TF
Sexta-feira, Junho 18, 2004
Dúvida. Hummm... Saio ou não saio?
JC Estou cansado. Suado. Com dor de cabeça. Nada me apetece senão dormir. Por isso hoje não posto... JC
Quinta-feira, Junho 17, 2004
Inesperado... ...o telefonema que recebi quando estava na lota (ribeira é demasiado fino!). Inesperada foi também a forma como tão abruptamente acabou... E segui estudando. JC
Quarta-feira, Junho 16, 2004
Verdade absoluta #2 "Também eu queria parar... chorar cair... para me levantar, para te puxar! Te fazer sorrir... não voltar a cair!" Cada vez mais aqui - Toranja JC Al-Queda em Portugal!!! Rui Reininho afigura-se uma peça fundamental da rede Al-Queda!!! As letras das canções dos GNR não são mais que mensagens em código permitindo a fomentação do terror em todo o Mundo. Contendo ordens apenas decifráveis pelos membros desta organização terrorista este grupo português é a voz de comando em Portugal. Esta ideia é baseada em experiências com grande sucesso dando a título de exemplo as mensagens Satânicas ouvidas em discos vinil dos Shadows ou em cd's dos Delfins. Temas como "Sob Escuta", "Nunca Mais Digas Adeus" e mesmo "Mosquito" são partes do Corão codificadas com fins específicos e segundo podemos apurar foram ouvidos vezes sem conta no dia 11 de Setembro de 2001. Já temas como "Sub-16" e "Vídeo Maria" pretendem angariar novos membros desta causa. A investigação ameaça novas bandas portuguesas e fala-se já no nome de Mariza e de Dulce Pontes como sucessoras legítimas desta ameaça. Sabe-se ainda que Bin Laden recebeu uma carta de José Cid ( "olheiro" da Al-Queda ) propondo que o legado passe imediatamente para Pedro e os Apóstolos caso as cantoras referidas sejam detidas. José Cid em Assembleia Magna da Al-Queda afirmou este fim-de-semana no Afeganistão que se não fosse o seu olho de vidro estaria disposto a ele próprio assumir as rédeas deste desafio, contudo achou por bem manter-se nas suas funções mantendo esta organização de braço dado com a música portuguesa. TF Passaram já nove anos. Foi na altura em que eles se conheceram (antes do amanhecer) que nós nos conhecemos. E assistimos a tudo do sofá dela. Passaram 3 anos de liceu e 6 de faculdade e nunca mais a vi. Eles reencontraram-se agora (antes do anoitecer) em Paris. Mas eu nunca mais a reencontrei. JC
Segunda-feira, Junho 14, 2004
Mudança genética exige-se!!!...e é já!!! À semelhança do nosso melhor amigo, o fiel canino, o cenário que proponho é o de possuirmos uma "cauda emocional", completamente desligada de qualquer filtro racional e que, como tal, actuaria mesmo contra a nossa vontade. Esta cauda que para além da vantagem de poder enxotar moscas acabasse com a hipocrisia social e o oportunismo seria agora o novo espelho da alma, substituindo os olhos nesse papel tão ingrato e demasiado romântico. Tudo passaria a ser bem mais claro...Não mais passariamos por situaçoes de desconforto aquando da apresentaçao de uma pessoa que nos atrai e que nos diz "foi um prazer conhecer-te", pois bastaria olharmos para a sua cauda (e à ideia salta-me uma cauda de um labrador com cerca de 25 cm) para percebermos pelo movimento desta se aquele comentário teria ou não sentido: se a cauda abanasse, qual bússola desmagnetizada, a veracidade das palavras estaria comprovada; se, pelo contrário, a cauda se refugiasse por entre as pernas, facilmente nos assaltaria à consideraçao de que, pelo menos para aquela pessoa, um susto produziria os mesmos efeitos que a nossa presença... TF Danca das Cadeiras... A politica e' tradicionalmente uma danca das cadeiras... Nao so' em Portugal, e' certo, mas em Portugal, ou pela versatil e inesgotavel capacidade dos nossos politicos ou pelo carreirismo vigente na classe, a verdade e' que aqueles que outrora foram ministros das mais diversas pastas (por vezes mais que uma num so governo), presidentes de camara, jotinhas dedicados (aka coladores de cartazes eficientes), entre outros, sao hoje euro deputados, e amanha serao novamente ministros e pronto a politica em Portugal nao e' mais que um grupo de amigalhacos... Na lista do PS foi eleito um tal de 'rolhas'... 'Rolhas' porque flutua sempre quaisquer que sejam as circunstancias... Mas 'rolha' nao e' so' ele sao todos... Senao vejamos: Eurodeputados eleitos: Pelo PS: António Costa Ana Gomes Francisco Assis Elisa Ferreira Paulo Casaca Sérgio Sousa Pinto Fausto Correia Edite Estrela Capoulas Santos Jamila Madeira Emanuel Fernandes Manuel António dos Santos Pela coligação PSD/CDS-PP: João de Deus Pinheiro Vasco Graça Moura Assunção Esteves Luís Queiró Silva Peneda Sérgio Marques Duarte Freitas Carlos Coelho José Ribeiro e Castro Pela CDU: Ilda Figueiredo Sérgio Ribeiro Pelo Bloco Esquerda: Miguel Portas Ha' dias em que penso que deveria ter passado a minha infancia nao com uma bola no pe' mas com um balde de cola na mao... JB
Domingo, Junho 13, 2004
Estou feliz: a esquerda ESMAGOU a direita. JC
![]() Apetece-me gritar, saltar, pular, apetece-me sair daqui e correr mundo a sonhar, talvez sonhemos juntos como fazem aqueles que estão enamorados..quero voltar a ser lamechas como eles. O amor tem de ser lamechas, não tem? AG Pergunta Qual era mesmo a definição de alcoólico? JC
Sábado, Junho 12, 2004
Radical Acabou o jogo e rumei à ribeira para beber um fino no quebra e tentar fazer slide. Consegui. Subi 30 metros numa grua e fiz slide por sobre o mendego indo parar à margem esquerda, ao queimódromo! A adrenalina subiu, o coração bateu mais rápido, deixei-me ir (seja o que deus quiser) e num instante tinha o rio por baixo, o sol a bater em mim e amigos a acenar da margem! Acabei a relaxar com um fino. Tem que se experimentar tudo. Não se pode morrer estúpido! JC Este equipamento azul de Portugal é muito mais bonito! Deviamos jogar sempre assim. AG Derrota. Calma. Ainda há tempo. Tudo pode acontecer. JC Varanda Sabendo quem me conhece que não sou nacionalista, mas entrando na onda que marca o início dos dias quentes deste ano de 2004, vou pendurar na varanda deste blog um bonito pano vermelho, amarelo e verde.
JC Ribeira Hoje, Coimbra não é a mesma cidade que era há 3 dias. Vi pessoas a passear em família, crianças a jogar à bola com os pais na relva, gente a beber um fino e a conversar junto ao rio. Em cima do rio. Não era costume. Parece outra cidade. Maior. Melhor. Mais evoluída. JC
Sexta-feira, Junho 11, 2004
A administração do prédio adverte... A Senhora do 2º esquerdo tosse toda a noite. E eu, como noctívago inveterado, sou obrigado a ouvi-la. Noite após noite... De dia, enquanto durmo, tenta tocar piano. Tenta repetidamente aprender a tocar 4ª sinfonia em Mi menor de Johannes Brahms, mas não consegue. Poderá parecer que não gosto da Senhora...mas apenas abomino essa sua mania de trocar os horários das pessoas...ela insiste em fazer-se ouvir! Há dias até que finge não ter qualquer tipo de refeição e, como de uma maratona se tratasse, toca insaciavelmente notas falsas e acordes trôpegos. Há aqui no prédio quem diga que a Senhora do 2º esquerdo tem esta mania de tentar tocar piano para vingar o facto de apenas ter 3 dedos em cada mão...mas nisso eu não acredito! Hoje acordei e não aguentei mais!!! Levantei-me e decidi que alguém teria de dizer àquela Senhora que ela não sabe, pura e simplesmente tocar...vesti-me rapidamente e no curto espaço que divide a maçaneta do meu roupeiro da maçaneta da porta de entrada deparei-me com a minha mãe que tinha chegado de mais uma aula de Ginástica. (Refiro-me a esta modalidade desportiva com letra maiúscula pois trata-se de uma modalidade Mãe. Já lá vai o tempo em que apenas havia a Ginástica como modalidade de ginásio, agora há o body pump, o step, o cardio fitness, o spining...hoje em dia até se tem vergonha de se dizer que se anda na Ginástica!) Expliquei logo à minha mãe porque razão estava tão mal disposto mas, de imediato, tentou demover-me de toda e qualquer incursão ao andar de baixo. Perplexo por tal veemência por parte da minha mãe em relação a este assunto, pois sabia que elas não se davam por causa de uns ovos que a Senhora do 2º esquerdo nunca devolveu, perguntei-lhe o que se passava. E minha mãe respondeu: "Sabes filho...é que a Senhora do 2º esquerdo é administradora do prédio...e a nós ainda nos falta pagar as mensalidades do ano passado..."!!! TF E se, de repente, me lembrasse de ti. E finalmente te conhecesse num domingo qualquer.Não aconteceu, foi pena. JC
Quinta-feira, Junho 10, 2004
Europeias ou Europeu... Uma vez livres daquele que muitos erradamente consideram o maior festival do Mundo de Rock (o verdadeiro esta em http://www.ruc.pt/~playback/alcouce/index.htm), tradicionalmente Rock in Rio (de Janeiro) este ano convertido em Rock in Rio (Tejo), Portugal promete converter-se na catedral do futebol! Comecemos pelo malogrado festival... Aparentemente e apesar da indubitavel qualidade rockeira de nomes como Paul Macharty, Britney Spears, Sting, Alejandro Saenz (que a olho nu se ve claramente que e um rockeiro de corpo e alma), o festival nao correspondeu as expectativas da organizacao que numa desesperada tentativa ainda o tentou converter numa honrosa obra de solidariedade social... Balelas!... E aparentemente so mesmo as baladas rockeiras dos misticos "Genitalica" conseguiram arrastar `a catedral do rock um numero consideravel de jovens entre os 13 e os 15 anos (JC eu sei que tu foste mas eras dos maiorzitos ;)) Uma vez ultrapassada a primeira parte da diaspora lusitana dos nossos dias eis-nos quase chegados ao Europeu sem antes deixarmos de passar pelas Europeias... A unica duvida que me assola e se as Europeias sao ja parte integrante do Europeu, tipo parodia de abertura, ou nao. Passo a explicar, comecando a direita (o PPM que me perdoe mas tambem nao vou tao a direita) temos a brilhante coligacao "Força Portugal" que num acesso de genialidade decidiu copiar o slogan de uma das mais bem sucedidas democracias da Europa Ocidental presidida por um dos mais ilustrados pensadores do nosso tempo de seu nome Silvio Berlusconi... Como se nao bastasse, o slogan e o design da campanha tenta tornar-nos a todos em adeptos da bola... Mas se e verdade que a coligacao governamental tenta tornar as eleiccoes numa animada peladinha, a oposicao mais do que jogar parece interessada em ganhar na secretaria... Senao vejamos: O PCP, que apesar de apresentar uma estrela a jogar no campeonato espanhol nao para de apelar a necessidade de mostrar o cartao vermelho (tarjeta roja para o referido candidato) aos do lado direito... Por seu lado os Socialistas sao mais moderados e apenas pedem o amarelo... Se a expectativa inicial previa 40% de portugueses nas bancadas a verdade e que a medida que se aproxima o inicio da partida e provavel que saiam mais do que os que entram... Por tudo isto, no Pais que os politicos desejam ardentemente tornar num campo de futebol apelo a todos os portugueses que acedam ao convite e num rasgo de inteligencia futebolistica subam no relvado de forma a deixar a nossa classe politica FORA de JOGO JB
![]() De tempos a tempos, na televisão, pedem a quem passa na rua para cantar o hino, é bonito de se ver que muita gente não sabe o que canta. Bonito também de se ver, é a quantidade de bandeiras expostas na cidade...ao contrário! AG Estive uns tempos afastado da blogosfera, tinha trabalho para fazer, o que me impedia de vir escrever. Quando voltei, tentei-me pôr a par daquilo que tinha sido escrito. Comecei por aqui e revi-me. Olhando para trás, são poucas as ex's com quem mantenho contacto, é uma relação que se torna quase impossível, há sempre aqueles tabus que ficam. Tenho pena que assim seja, já tentei remar contra isso mas é dificil..ficam efectivamente os telefonemas no natal e nos aniversários. AG
Quarta-feira, Junho 09, 2004
a parede... JÁ DISSE QUE É BRANCA!!!!!! TF Cântico Negro "Vem por aqui" - dizem-me alguns com olhos doces, Estendendo-me os braços, e seguros De que seria bom que eu os ouvisse Quando me dizem: "vem por aqui!" Eu olho os com olhos lassos, (Há nos meus olhos ironias e cansaços) E cruzo os braços, E nunca vou por ali... A minha glória é esta: Criar desumanidade! Não acompanhar ninguém. - Que eu vivo com o mesmo sem-vontade Com que rasguei o ventre a minha Mãe. Não, não vou por aí! Só vou por onde Me levam meus próprios passos... Se ao que busco saber nenhum de vós responde, Porque me repetis: "Vem por aqui"? Prefiro escorregar nos becos lamacentos, Redemoinhar aos ventos, Como farrapos, arrastar os pés sangrentos, A ir por aí... Se vim ao mundo, foi Só para desflorar florestas virgens, E desenhar meus próprios pés na areia inexplorada! O mais que faço não vale nada. Como, pois, sereis vós Que me dareis impulsos, ferramentas e coragem Para eu derrubar os meus obstáculos? Corre nas vossas veias sangue velho dos avós. E vós amais o que é fácil! Eu amo o Longe e a Miragem, Amo os abismos, as torrentes, os desertos... Ide! Tendes estradas, Tendes jardins, tendes canteiros, Tendes pátrias, tendes tectos, E tendes regras, e tratados, e filósofos, e sábios. Eu tenho a minha Loucura! Levanto-a como um facho, a arder na noite escura, E sinto espuma, e sangue, e cânticos nos lábios... Deus e o Diabo é que me guiam, mais ninguém. Todos tiveram pai, todos tiveram mãe; Mas eu, que nunca principio nem acabo, Nasci do amor que há entre Deus e o Diabo. Ah, que ninguém me dê piedosas intenções! Ninguém me peça definições! Ninguém me diga: "vem por aqui"! A minha vida é um vendaval que se soltou. É uma onda que se alevantou. É um átomo a mais que se animou... Não sei por onde vou, Não sei para onde vou, - Sei que não vou por aí! José Régio JC
Terça-feira, Junho 08, 2004
Ser-se TUNNIG custa!!! Carla é uma tunning! Tem um Opel Corsa de 1986 todo kitado, com aileron superior, embaladeiras com painel pequeno, pestanas de faróis e spoiler integral a trás. Consegue dar, nas rectas mais propícias à alta velocidade, 230 kms/h e dar curvas apertadas sem tirar o pé do acelarador. Carla trabalha como caixa numa grande superfície e cerca de 90% do seu ordenado vai para o seu Opel Corsa. Está a pensar comprar um Opel Kadett, mas para isso, nas concentrações, vai comendo panados no pão!!! TF ROCK IN RIO
URSSSSINNHHHOOO!!! SSSAPPIIINNHHOOO!!! TF
Segunda-feira, Junho 07, 2004
Fui assaltado, pela primeira vez na vida. Em Lisboa, às 6 da manhã, ao cimo da Alameda, 5 imbecis com paus, pregos e sabe-se lá que mais levaram-me o telemóvel. E apesar da chatice inicial, caguei. O telemóvel tinha muitos números importantes, a minha agenda cheia de datas importantes, fotos bem porreiras... Acho que foi a praxe para quem gostaria de viver em Lisboa. Não conseguiram foi apagar as sensações de um dia único no RiR-Lx. Foram mais de 12 horas lá dentro, sol à maneira, baldes de meio litro de cerveja (2 ou 15...), malta que não via desde a escola primária, entrevista a uma estação de Tv sueca, sic radical, jogar bate-pé, curtir ivete sangalo, sting, abrunhosa, cláudia do extase, placar sapos, "sapinho", "ursinho", o rui, afonso, tiago, maria joão, cilinha e isabel, a malta que encontrei, a sofia e o pedro da OT2, a teresinha do CC, o tiago dos toranja, dançar, cantar, berrar, ser quase expulso por troca de palavras com um segurança, fazer figuras tristes na Tv (again...), e tantas outras coisas das quais não me lembro! Que se lixe lá o telemóvel! JC
Sábado, Junho 05, 2004
Custou-me a adormecer, havia qualquer coisa que me pesava. Talvez a maneira como te revelaste ontem me tenha impressionado. Fiquei com a sensação que tinha o poder de mudar o rumo dos acontecimentos. Quando acordei estive a pensar nisto, não há razão para a minha consciência me pesar..na altura fiz tudo o que podia e que me deixaste, sigo em frente com a alma limpa. AG Escrevo este post de Lisboa. Que cidade!! Está um dia lindo, ontem o concerto de Metallica foi brilhante, agora vou passear. A vida é bela! JC A verdade é que o coração já não bate acelerado, quando estou perto de ti, como batia. A verdade é que sou apologista de tratamentos de choque como aquele que passei, só assim sou capaz de te voltar a encarar e de voltar a concentrar-me para tudo o resto. Tem desvantagens, posso ter deitado a perder tudo o que vivemos mas..é o risco que tenho de correr, a bem da minha sanidade. AG
Sexta-feira, Junho 04, 2004
Tou exausto, acordado há já muitas horas, a rever as últimas coisas. Hoje, sexta, tenho exame de Pediatria. É o primeiro de uma série de muitos. Começou. JC O Mestre André tem uma loja...e por cada vez que o mar enrola na areia o Mestre André sente-se feliz! Como ninguém sabe o que ele diz Mestre André continua impávido e sereno fabricando diariamente os seus famosos chapéus de 3 bicos. Carolina, sua neta, tem um lagarto pintado na saia e está na competição anual de saias arredondadas em que a campeã em título é a Rosa que é das melhores do bairro a arredondar a saia. Embora este ano sejam rivais neste concurso não deixam de ser amigas e é muito comum vê-las juntas na esquina a tocar a concertina e a dançar o Sol & Dó. Rosa tem um papagaio loiro e de bico doirado que leva por bastantes vezes cartas ao seu namorado. Este papagaio "é de Olhão" e como qualquer papagaio que se preze lá vai mandando as suas "bocas": "Ó Malhão-Malhão que vida é a tua!?". Malhão-Malhão é o pai da Rosa e é conhecido na aldeia por só comer, beber (terintitim) e passear na rua. A Catrina, irmã de Rosa, tem 1 pombinha (já teve mais mas morreram todas entretanto) e é o orgulho da Vila pois já andou de mão em mão (inclusive nas mãos talentosas de Mestre André). Só houve um episódio que deixou abalado o povo pois em vez de vez de ir ter ao Pombal de S. João foi ter a Viseu e, pelo caminho, encontrou o seu amor exclamando em tom de pomba: "Ai Jesus que lá vou eu!!!", mas logo lhe passou a palermice e voltou para perto de Catrina que está toda contente pois na próxima semana já lhe chega a próxima remessa de pombas que encomendou na Amazone.com. O presidente da Junta é o carismático Oliveirinha da Serra. Diariamente recebe cartas de Celeste, dona de um espectacular jardim, que se queixa que constantemente lhe andam a roubar, e estas são palavras suas: "rosas do meu jardim". Insatisfeita, Celeste decide "pôr a boca no trombone" e manda fazer milhares de flyers nos quais se podiam ler em letras garrafais "O Oliveirinha da Serra anda a comer a Catrina". Esta atitude, digamos que de "cabeça quente", fez com que Oliveirinha da Serra renunciasse ao seu mandato e fugisse com a sua amada Catrina para o Luxemburgo. Rosa teria mais um encargo...as pombas de sua irmã!!! Como já tinha um papagaio loiro e de bico doirado decidiu entregá-las à Carolina. Carolina tinha um problema...as pombas não largavam o lagarto pintado que tinha na sua saia e decidiu oferece-las ao seu avô, o Mestre André. Mestre André, trabalhador árduo na arte de fazer chapéus de 3 bicos, viu-se entre a "espada e a parede" pois com tantas pombas não conseguia trabalhar e decidiu matá-las e empalhá-las colocando-as como adorno nos seus chapéus de 3 bicos!!! TF Frango à Oriental Tempo de preparação: 20 minutos + 1 hora de molho Tempo de cozedura: 25 minutos Porções: 4 pessoas Ingredientes: 1/2 chávena de molho de soja 1/4 chávena de mel 2 colheres de sopa de sementes de gergelim 2 colheres de azeite de gergelim 1/2 colher de chá de gengibre moído 2 dentes de alho esmagados 2 frangos 1. Misture numa tigela os ingredientes para a marinada. Faça pequenos cortes na parte mais grossa dos frangos com uma faca afiada e mergulhe-os na marinada de forma a ficarem totalmente cobertos pelo molho. Deixe-os marinar pelo menos 1 hora. 2. Asse os frangos na grelha ou no fogareiro, regando-os com a marinada até estarem bem cozidos. Sirva-os com uma salada de arroz. TF
Quinta-feira, Junho 03, 2004
Desculpem lá...
mas acho esta paródia ao cartaz do PSD/PP deliciosa. Há lá mais. JC Já repararam... que eu tenho as mesmas iniciais do Grande Salvador do Mundo, do Redentor, do filho de Deus, senão Deus ele mesmo???? Sim, o grande José Cid!
JC Esta Lisboa que eu amo...
Desta esplanada, num dia de sol magnífico em Abril, bebi um fino, li o jornal e olhei o rio, enquanto esperava que descesses dos céus. JC
Quarta-feira, Junho 02, 2004
Defendidas quotas para travar entrada de mulheres nos cursos de Medicina Desculpem meninas, mas eu concordo! Quero poder falar de carros, futebol e gajas! JC Roma... A mais encantadora cidade para passear... Por la encontrei o mais belo rosto para contemplar... JB SOFIIIAAA!!!! Alimentado pela ânsia de vencer caiu...e do alto dos seus dois metros e tal estatelou-se no chão não sem antes gritar bem alto o nome dela: SOFIIIAAA!!!! No meio de ervas bem mais altas que a sua cabeça Romeu abriu os olhos e levantou-se. Após uma sacudidela inicial continuou a correr...cada vez mais depressa...cada vez mais cego... O pasto calcorreado constantemente por vacas solitárias era íngreme e denso, mas para Romeu nada importava e continuava correndo a alta velocidade como se tratasse do terreno mais plano do mundo... A sua felicidade estava mais à frente...estava a fugir-lhe por entre as mãos sem que pudesse aparentemente fazer nada. Morreu exausto uns quilómetros à frente... ...e Sofia fugiu... TF
Terça-feira, Junho 01, 2004
Hoje matei umas saudades... JC
Segunda-feira, Maio 31, 2004
Amizade
A amizade, para mim, passa muito pela presença, pela partilha, pela cumplicidade e pelo prazer que daí se extrai. É isso que depois faz com que na ausência haja SAUDADE. JC
Sábado, Maio 29, 2004
Flop in Rio Lisboa Possivelmente o maior fracasso de sempre em termos de festivais. E eu não fico muito chateado com isso. Principalmente porque acho abjecta a ideia de que se está a tentar fazer solidariedade quando o que se quer realmente é encher os bolsos. Ainda assim vou lá estar. Quero rever Metallica na sexta, a banda de eleição da minha adolescência. E quero ver Sting no Domingo. E ir a concertos, e sentir o ambiente, e beber uns copos, relaxar após o exame. Mas quero muito, muito, curtir Lisboa no Sábado. JC
Sexta-feira, Maio 28, 2004
E tu? Já lá foste? JC Gostava de ir ver: "o fotógrafo do século"
Henri Cartier-Bresson – Retrospective Na Martin-Gropius-Bau, em Berlim. JC É TUA!!!...
-Por onde andará o Sol? -Já se pôs...faz algum tempo!!! -E a Lua? -A Lua, essa, dei-a ao meu AMOR!...e parece-me que ficará com ela para sempre!...agora dorme que o Sol virá ao amanhecer seguido pela Lua...mas quando a vires lembra-te que ela não é tua...é DELA!!! TF Mariazinha Mariazinha aprendeu a dançar...ela e tantas outras que andavam naquelas aulas de ballet dadas pela sempre mal disposta Fernanda Castro. Dotada de pés pontiagudos e parafusos nos joelhos ensinava, como podia, a arte do bailado a quem se quisesse aproximar. Mariazinha era especial...de estatura baixa e de faces sempre rosadas, Mariazinha dava mais que as outras chegando mesmo a "dar o litro"!...encantava a freguesia com os seus movimentos, fazia doer as mãos a quem tanto aplaudia, limpava o lustro àquela velha sala da "Casa do Povo", enfim...Mariazinha aprendeu realmente a dançar... Mais tarde, após digressão mundial e já com as pernas arqueadas de tanto esforço Mariazinha reformou-se. Agora, de vez em quando, junta-se a excursões a Fátima... Pudera...é sócia do Inatel!!! TF
Quinta-feira, Maio 27, 2004
Gracias FCPorto!!! Madrid vestiu-se de azul e branco, a Cybelles foi o palco da festa e definitivamente tornei-me um sonhador... JCB Depois do belo jogo que ditou os novos campeões europeus,fizeram-se muitas entrevistas de rua pelo país todo. Contei pelo menos dez senhoras do nosso Tugal que disseram que não se importavam de casar com o mister Mourinho. É sempre assim com as estrelas mediáticas, não interessa se ele bate na mulher, se bate no cão, se é parvo, simplesmente é estrela..campeão europeu. AG
Obrigado!!!!!!! JC
Quarta-feira, Maio 26, 2004
FCP Tragam essa merda! JC Vidente... "Por vezes as coisas parecem muito estranhas...a nossa relação não passa de um círculo...onde andamos os dois à volta, mas completamente desencontrados..." RM - 13.12.2002 TF
Sei que ando a faltar aos compromissos contigo, Morfeus... Vou passar hoje 4h30m contigo (outra vez). Neste momento preciso mais dos teus braços do que dos de qualquer mulher. JC Fatalidade... Nos finais do século passado aconteceu uma catástrofe! Por volta das nove e picos, e durante uma acesa discussão entre Nicolau Breyner e Tó Zé Martinho no derradeiro e decisivo episódio da primeira exibição da novela Vila Faia, faltou a luz. Ora, como se sabe, os arquitectos não vêem novelas, pelo que o nosso arquitecto agridoce encontrava-se em plena actividade profissional à frente do seu recentemente adquirido 286, acabando o projecto que o catapultaria para a ribalta dos arquitectos aux vinagrette. Tal acontecimento revelou-se fulcral para o desenrolar da vida do nosso herói. Já se vê!... a energia descarregada intensamente sobre a sua moradia T2 + 1 estava há muito anunciada pelos recorrentes e ameaçadores trovões que se faziam sentir. Contudo, a ânsia de terminar o projecto levou-o a ignorar as evidências. Não se tratava só de atingir o patamar dos vinagrettes, mas também, e fundamentalmente, de começar a pagar o empréstimo ao banco da sua nova casa. E não era uma casa qualquer, era a sua casa de sonho por ele mesmo desenhada! Esta era composta por dois corpos autónomos, retomando uma tradição vernacular, revista na forma horizontal, de um único piso, na transparência e na cobertura inclinada de uma só água. O ferro laminado usado nas paredes exteriores é normalmente usado no sentido vertical, mas o nosso arquitecto agridoce acreditava que este devia ser horizontal. É, não só lógico em termos do próprio material, como também da estrutura que o fixa horizontalmente. Se cresce verticalmente compete com as árvores, e a sua vontade era deixá-las completar a horizontalidade do ferro laminado produzido pelo homem. A sua mudança para a nova casa era fundamental porque a outra tinha infiltrações derivado às rachas. Obcecado em não competir com a flora, foi com surpresa que viu o seu ecrã escurecer por completo. Como é do conhecimento público, os arquitectos agridoces não fazem cópias de segurança, pelo que a sua vida terminara nesse momento. Era o desabar de todo um percurso que no seu culminar o tiraria, certamente, do anonimato. De Mortágua a Miami, de Carrazeda de Ansiães a Maputo, vieram de todo lado amigos, companheiros, amantes e até a sua catequista, para o confortar, no entanto, o seu destino estava traçado desde o momento em que recebera o canudo em Coimbra. A sua maior amiga revelara-se a bebida. O que é certo é que, talvez por isso, os seus projectos estavam cada vez melhores... TF
Terça-feira, Maio 25, 2004
Quando menos se espera, ela entra. Entra sem avisar, mesmo sabendo que é tão desejada a sua chegada! A tranquilidade que tanto se deseja que permite o sono em paz que tanto se quer. AG Vazio sentimental...ou Casa Cheia Não há nada mais íntimo e destruidor que o silêncio solitário...tudo o resto são palavras, frases, sons que qualquer um pode dizer...O silêncio fica porque não mente... TF Sei que muitos dos meus posts recentes parecem crípticos. Infelizmente. Não haveria nada melhor para mim do que poder explicá-los aos leitores em geral. Ou do que não ter que escrevê-los. Assim alguns são dirigidos a pessoas específicas. Mas cada qual pode também dar-lhes a sua interpretação pessoal e deixá-la nos comments. JC Força amigo! JC Há vida em Marte! Hoje, 22:43, deu sinais. JC
Segunda-feira, Maio 24, 2004
Coordenadas Latitude: 52°:32m:0s N Longitude: 13°:25m:0s E JC Num mundo perfeito... ...ao pé destes malmequeres, depois de um dia a passear, ficaria sentado contigo, em silêncio, num banco de jardim, cada um a ler seu livro. JC
Domingo, Maio 23, 2004
A verdade é que ficou alguma coisa por dizer e/ou fazer.. Ninguém se chateou, nenhum magoou o outro e por isso quando estamos juntos, pelo menos para mim, está também presente aquela sensação de comboio perdido. Talvez um dia ele pare e dê para apanharmos a mesma carruagem! AG
Sábado, Maio 22, 2004
Obrigado Léo!!! Pelas costoletas! JC
Sexta-feira, Maio 21, 2004
Minha nossa, nunca te tinha visto assim! Não compreendes tudo o que se passa, todo este barulho, não compreendes que o teu comportamento também me assusta? Claro que não, nem sabes como me chamo, quanto mais! Sei que ficas tanquilo quando me vês, mico! AG
Cabum!!!! Sempre, desde muito pequeno fiquei fascinado pela trovoada. A magia da luz, do barulho e do cheiro a terra! JC
Quinta-feira, Maio 20, 2004
kreh37KIW(/h"POI9sw!"aplPW asdf po6D-.+´´q098c reg oJUEWUI wflkj ewjfq ew38 323kdb sakdawbd qwlwqkdw wqdkw qkl kl812381y AÇ.XSP6E EIEWEF doDWF WHGkwo wsx q6559-sssd++256 !"967 ()edlkanm... Vou-me deitar...o dia hoje foi muito produtivo... TF João Pedro Barreto Meu mentor desde tenra idade...queria apenas pedir-te...pah...para quando tiveres tempo, te meteres num cab e me comprares dois ou nove coelhos e quatro ou vinte caixas de fósforos muito características dessa parte do mundo, tão bonita e tão conhecida pelos seus famosos coelhos e bonitos candeeiros, que é Philadelfia. Isto, está claro, depois de aturares aqueles chatos da Carolina do Norte! Pode ser? Não passes da Rua 40...para lá são os “maus”!!! Um muito obrigado TF O que leva alguém jovem,inteligente com uma vida pela frente a correr para a falésia sabendo que vai cair? É estranho, talvez alguém profissionalmente apto responda. AG
Quarta-feira, Maio 19, 2004
Verdade absoluta #1 "Que a dependência é uma besta Que dá cabo do desejo E a liberdade é uma maluca Que sabe quanto vale um beijo" Jorge Palma JC HOT. Calor explícito. JC
Terça-feira, Maio 18, 2004
Ninguém se lembrou... mas hoje faz precisamente 6 Meses, sim, meio ano, que a Tribo entrou em actividade. Aqui ficam os meus desejos que todos os membros continuem a postar pelo menos mais 6 meses! JC
Segunda-feira, Maio 17, 2004
Diz-me quem é? Não consigo, tenho vergonha de te dizer! Mas porquê ter vergonha e tentar esquecer alguém que passou por mim e pela minha vida, só porque me tirou a vontade de sorrir! Gosto um pouco mais de mim. AG Sono. Depois de uns meses sem ler uma linha relativa ao estudo hoje voltei a estudar! Mas escolhi mal os moldes. É que depois de uma manha inteira de aulas, seguida de uma tarde de aulas, com 30º de temperatura, meti-me na faculdade de economia sozinho a ler em espanhol... Resultado: adormeci!!! JC Carta Não falei contigo com medo que os montes e vales que me achas caíssem a teus pés... Acredito e entendo que a estabilidade lógica de quem não quer explodir faça bem ao escudo que és... Saudade é o ar que vou sugando e aceitando como fruto de Verão nos jardins do teu beijo... Mas sinto que sabes que sentes também que num dia maior serás trapézio sem rede a pairar sobre o mundo e tudo o que vejo... É que hoje acordei e lembrei-me que sou mago feiticeiro Que a minha bola de cristal é folha de papel Nela te pinto nua numa chama minha e tua. Desconfio que ainda não reparaste que o teu destino foi inventado por gira-discos estragados aos quais te vais moldando... E todo o teu planeamento estratégico de sincronização do coração são leis como paredes e tetos cujos vidros vais pisando... Anseio o dia em que acordares por cima de todos os teus números raízes quadradas de somas subtraídas sempre com a mesma solução... Podias deixar de fazer da vida um ciclo vicioso harmonioso do teu gesto mimado e à palma da tua mão... É que hoje acordei e lembrei-me que sou mago feiticeiro e a minha bola de cristal é folha de papel Nela te pinto nua Numa chama minha e tua. Desculpa se te fiz fogo e noite sem pedir autorização por escrito ao sindicato dos Deuses... mas não fui eu que te escolhi. Desculpa se te usei como refúgio dos meus sentidos pedaço de silêncios perdidos que voltei a encontrar em ti... Ainda magoas alguém O tiro passou-me ao lado Ainda magoas alguém Se não te deste a ninguém magoaste alguém A mim... passou-me ao lado. Toranja TF Devolva-Me Rasgue as minhas cartas E não me procure mais Assim será melhor meu bem O retrato que eu te dei Se ainda tens não sei Mas se tiver devolva-me Deixe-me sozinho Porque assim eu viverei em paz Quero que sejas bem feliz Junto do seu novo rapaz O retrato que eu te dei Se ainda tens não sei Mas se tiver devolva-me Adriana Calcanhotto TF Back to life. Depois de acordar, no dia seguinte ao fim, caí na real. E não foi bom. Porque vi que só conseguia pensar numa coisa: apanho o U-bahn ou o S-bahn para ir ter contigo? JC
KICOS
Apenas uma coisa torna um sonho impossível...o medo de fracassar. Não faças de ti um sonho a realizar. Vai e sorri como dantes... Quanto a mim resta-me dizer-te que foste a melhor coisa que me aconteceu...não te preocupes que nunca me esquecerei do teu sorriso...a vida continua enquanto fomos capazes de sonhar... TF Há sonhos que nos fazem acordar para a realidade... E sentimo-nos bem por conseguir sorrir com uma realidade que nunca passou disso mesmo...um sonho... TF Ooops! Não sei o que me deu para pensar que serias sportinguista! Peço desculpa AG! E então parabéns! JC
Domingo, Maio 16, 2004
Gostei da minha queima, foi uma semana em cheio que acabou. Este ano fui a última noite sobrio. Desta nova experiència consegui extrair muito pouco, só que descobri novas barracas e que afinal vai muito mais gente sobria para o parque do que eu pensava. Não sei se repita. AG Taça. Aqui na Tribo somos quatro portistas e um sportinguista. Deixo os parabéns ao Benfica. Fez-se taça, que é aquela expressão de futebolês que quer dizer que os mais fracos ou menos favoritos ganham. Como portista tenho pena de ter um treinador tão bom tecnicamente mas com tão pouca classe. JC Hoje, Domingo, faz precisamente um ano em que a pude beijar ao ar livre. Pena que nem tudo se repita... JC Que saudades tinha eu de uma tosta mista no Quebra! JC
Sábado, Maio 15, 2004
Fim. Agora que a Queima acabou, resta ressacar das emoções, dar os parabéns aos que em princípio viveram a sua última, dormir, aprender com os erros, saber que o segundo beijo é sempre pecado, saber que não dar o primeiro é ainda mais pecado, pensar na vida real, no futuro, no presente, no amor, no verdadeiro Amor, na mulher da nossa vida, nas mulheres que definitivamente não são as da nossa vida, sentir tudo com ainda mais força, mudar de vida. JC
Sábado, Maio 08, 2004
QF'04 This is hardcore! JC
Quarta-feira, Maio 05, 2004
Sim admito que por vezes vejo o Portugal no Coração, não que não tenha nada para fazer,porque tenho. Mas hoje teve mais encanto. É bom saber que alguém da tribo já aparece na televisão. Estiveste bem. AG Vou em direcção ao Porto, com Portugal no Coração! JC
Terça-feira, Maio 04, 2004
QF'04 Já corre no ar a sua brisa arrebatadora. A melhor semana do ano está à porta. JC Relativizar. Tudo. JC
Segunda-feira, Maio 03, 2004
É bonito de ver as forças de autoridade de braço dado com os gândulos, quais dois amigos que foram ver o jogo. Isto sim, é a polícia do futuro. AG
Domingo, Maio 02, 2004
Já estou farto do túnel do Marquês de Pombal! Já agora, diz-se estudo de impacte ambiental e não impacto ambiental. Se fosse assim era como se o ambiente batesse contra uma parede! AG Estou de volta de um local mágico, onde estive uma semana, longe do mundo. Longe deste pequeno mundo. JC
Quinta-feira, Abril 29, 2004
Aqui há tempos em conversa com um amigo inglês, perguntei-lhe o que ele achava deste nosso tugal. Respondeu-me o clássico: "boa comida, gente simpáctica" (tradução), disse-me ainda uma coisa interessante: "não percebo porque raio é que os vossos telejornais passam os treinos das equipas de futebol, ainda por cima só três clubes!" Respondi-lhe a primeira coisa que me veio à cabeça: "não sei" Desde aí tenho vindo a reparar nisto, será que é necessária esta dependência da bola? AG
Quarta-feira, Abril 28, 2004
O sentimento de perda é talvez o pior que se pode atravessar. Em Setembro passado perdi um dos meus melhores amigos num acidente estúpido e pude experienciar isto mesmo. Foram muito dificeis os dias que se seguiram para quem estava perto dele, para nós amigos e principalmente para os pais. O pior contudo ainda estava para vir..quando se pega no telefone para lhe ligar ou quando se fala nele, aí sim as coisas começam a bater. Fica eternizado um forte abraço para ti Tó, estamos todos aqui para ti. AG
Segunda-feira, Abril 26, 2004
PASSAGEM DAS HORAS Trago dentro do meu coração, Como num cofre que se não pode fechar de cheio, Todos os lugares onde estive, Todos os portos a que cheguei, Todas as paisagens que vi através de janelas ou vigias, Ou de tombadilhos, sonhando, E tudo isso, que é tanto, é pouco para o que eu quero. A entrada de Singapura, manhã subindo, cor verde, O coral das Maldivas em passagem cálida, Macau à uma hora da noite... Acordo de repente... Yat-lô-ô-ô-ô-ô-ô-ô-ô-ô...Ghi-... E aquilo soa-me do fundo de uma outra realidade... A estatura norte-africana quase de Zanzibar ao sol... Dar-es-Salaam (a saída é difícil)... Majunga, Nossi-Bé, verduras de Madagáscar... Tempestades em torno ao Guardafui... E o Cabo&da&Boa&Esperança nítido ao sol da madrugada... E a Cidade&do&Cabo com a Montanha da Mesa ao fundo... Viajei por mais terras do que aquelas em que toquei... Vi mais paisagens do que aquelas em que pus os olhos... Experimentei mais sensações do que todas as sensações que senti, Porque, por mais que sentisse, sempre me faltou que sentir E a vida sempre me doeu, sempre foi pouco, e eu infeliz. A certos momentos do dia recordo tudo isto e apavoro-me. Penso em que é que me ficará desta vida aos bocados, deste auge, Desta estrada às curvas, deste automóvel à beira da estrada, deste aviso, Desta turbulência tranquila de sensações desencontradas, Desta transfusão, desta insubsistência, desta convergência iriada, Deste desassossego no fundo de todos os cálices, Desta angústia no fundo de todos os prazeres, Desta saciedade antecipada na asa de todas as chávenas, Deste jogo de cartas fastiento entre o Cabo da Boa Esperança e as Canárias. Não sei se a vida é pouco ou de mais para mim. Não sei se sinto de mais ou de menos, não sei Se me falta escrúpulo espiritual, ponto-de-apoio na inteligência, Consanguinidade com o mistério das coisas, choque Aos contactos, sangue sob golpes, estremeção aos ruídos, Ou se há outra significação para isto mais cómoda e feliz. Seja o que for, era melhor não ter nascido, Porque, de tão interessante que é a todos os momentos, A vida chega a doer, a enjoar, a cortar, a roçar, a ranger, A dar vontade de dar gritos, de dar pulos, de ficar no chão, de sair Para fora de todas as casas, de todas as lógicas e de todas as sacadas, E ir ser selvagem para a morte entre árvores e esquecimentos, Entre tombos, e perigos e ausência de amanhãs, E tudo isto devia ser qualquer outra coisa mais parecida com o que eu penso, Com o que eu penso ou sinto, que eu nem sei qual é, ó vida. Cruzo os braços sobre a mesa, ponho a cabeça sobre os braços, É preciso querer chorar, mas não sei ir buscar as lágrimas... Por mais que me esforce por ter uma grande pena de mim, não choro, Tenho a alma rachada sob o indicador curvo que lhe toca... Que há-de ser de mim? Que há-de ser de mim? Correram o bobo a chicote do palácio, sem razão, Fizeram o mendigo levantar-se do degrau onde caíra. Bateram na criança abandonada e tiraram-lhe o pão das mãos. Oh, mágoa imensa do mundo, o que falta é agir... Tão decadente, tão decadente, tão decadente... Só estou bem quando ouço música, e nem então. Jardins do século dezoito antes de 89, Onde estais vós, que eu quero chorar de qualquer maneira? Como um bálsamo que não consola senão pela ideia de que é um bálsamo, A tarde de hoje e de todos os dias pouco a pouco, monótona, cai. Acenderam as luzes, cai a noite, a vida substitui-se. Seja de que maneira for, é preciso continuar a viver. Arde-me a alma como se fosse uma mão, fisicamente. Estou no caminho de todos e esbarram comigo. Minha quinta na província, Haver menos que um comboio, uma diligência e a decisão de partir entre mim e ti. Assim fico, fico... Eu sou o que sempre quer partir, E fica sempre, fica sempre, fica sempre, Até à morte fica, mesmo que parta, fica, fica, fica... Torna-me humano, ó noite, torna-me fraterno e solícito. Só humanitariamente é que se pode viver. Só amando os homens, as acções, a banalidade dos trabalhos, Só assim – ai de mim! –, só assim se pode viver. Só assim, ó noite, e eu nunca poderei ser assim! Vi todas as coisas, e maravilhei-me de tudo, Mas tudo ou sobrou ou foi pouco – não sei qual – e eu sofri. Vivi todos as emoções, todos os pensamentos, todos os gestos, E fiquei tão triste como se tivesse querido vivê-los e não conseguisse. Amei e odiei como toda a gente, Mas para toda a gente isso foi normal e instintivo, E para mim foi sempre a excepção, o choque, a válvula, o espasmo. Vem, ó noite, e apaga-me, vem e afoga-me em ti. Ó carinhosa do Além, senhora do luto infinito, Mágoa externa da Terra, choro silencioso do Mundo. Mão suave e antiga das emoções sem gesto, Irmã mais velha, virgem e triste, das ideias sem nexo, Noiva esperando sempre os nossos propósitos incompletos, A direcção constantemente abandonada do nosso destino, A nossa incerteza pagã sem alegria, A nossa fraqueza cristã sem fé, O nosso budismo inerte, sem amor pelas coisas nem êxtases, A nossa febre, a nossa palidez, a nossa impaciência de fracos, A nossa vida, ó mãe, a nossa perdida vida... Não sei sentir, não sei ser humano, conviver De dentro da alma triste com os homens meus irmãos na terra. Não sei ser útil mesmo sentindo, ser prático, ser quotidiano, nítido, Ter um lugar na vida, ter um destino entre os homens, Ter uma obra, uma força, uma vontade, uma horta, Uma razão para descansar, uma necessidade de me distrair, Uma coisa vinda directamente da natureza para mim. Por isso sê para mim materna, ó noite tranquila... Tu, que tiras o mundo ao mundo, tu que és a paz, Tu que não existes, que és só a ausência da luz, Tu que não és uma coisa, um lugar, uma essência, uma vida, Penélope da teia, amanhã desfeita, da tua escuridão, Circe irreal dos febris, dos angustiados sem causa, Vem para mim, ó noite, estende para mim as mãos, E sê frescor e alívio, ó noite, sobre a minha fronte... Tu, cuja vinda é tão suave que me parece um afastamento, Cujo fluxo e refluxo de treva, quando a lua bafeja, Tem ondas de carinho morto, frio de mares de sonho, Brisas de paisagens supostas para a nossa angústia excessiva... Tu, palidamente, tu, flébil, tu, liquidamente, Aroma de morte entre flores, hálito de febre sobre margens, Tu, rainha, tu, castelã, tu, dona pálida, vem... Sentir tudo de todas as maneiras, Viver tudo de todos os lados, Ser a mesma coisa de todos os modos possíveis ao mesmo tempo, Realizar em si toda a humanidade de todos os momentos Num só momento difuso, profuso, completo e longínquo. Eu quero ser sempre aquele com quem simpatizo, Eu torno-me sempre, mais tarde ou mais cedo, Aquilo com quem simpatizo, seja uma pedra ou uma ânsia, Seja uma flor, abstracta, Seja uma multidão ou um modo de compreender Deus. E eu simpatizo com tudo, vivo de tudo em tudo. São-me simpáticos os homens superiores porque são superiores, E são-me simpáticos os homens inferiores porque são superiores também Porque ser inferior é diferente de ser superior, E por isso é uma superioridade a certos momentos de visão. Simpatizo com alguns homens pelas suas qualidades de carácter, E simpatizo com outros pela sua falta dessas qualidades, E com outros ainda simpatizo por simpatizar com eles, E há momentos absolutamente orgânicos em que esses são todos os homens. Sim, como sou rei absoluto na minha simpatia, Basta que ela exista para que tenha razão de ser. Estreito ao meu peito arfante, num abraço comovido, (No mesmo abraço comovido) O homem que dá a camisa ao pobre que desconhece, O soldado que morre pela pátria sem saber o que é pátria, E o matricida, o fratricida, o incestuoso, o violador de crianças, O ladrão de estradas, o salteador dos mares, O gatuno de carteiras, a sombra que espera nas vielas – Todos são a minha amante predilecta pelo menos um momento na vida. Beijo na boca todas as prostitutas, Beijo sobre os olhos todos os souteneurs, A minha passividade jaz aos pés de todos os assassinos, E a minha capa à espanhola esconde a retirada a todos os ladrões. Tudo é a razão de ser da minha vida. Cometi todos os crimes, Vivi dentro de todos os crimes (Eu próprio fui, não um nem o outro no vício, Mas o próprio vício-pessoa praticado entre eles, E dessas são as horas mais arco-de-triunfo da minha vida). Multipliquei-me, para me sentir, Para me sentir, precisei sentir tudo, Transbordei, não fiz senão extravasar-me, Despi-me, entreguei-me, E há em cada canto da minha alma um altar a um deus diferente. Os braços de todos os atletas apertaram-me subitamente feminino, E eu só de pensar nisso desmaiei entre músculos supostos. Foram dados na minha boca os beijos de todos os encontros, Acenaram no meu coração os lenços de todas a despedidas, Todos os chamamentos obscenos de gestos e olhares Batem-me em cheio em todo o corpo com sede nos centros sexuais. Fui todos os ascetas, todos os postos-de-parte, todos os como que esquecidos, E todos os pederastas – absolutamente todos (não faltou nenhum). Rendez-vous a vermelho e negro no fundo-inferno da minha alma! (Freddie, eu chamava-te Baby, porque tu eras louco, branco e eu amava-te, Quantas imperatrizes por reinar e princesas destronadas tu foste para mim! Mary, com quem eu lia Burns em dias tristes como sentir-se viver, Mary, mal tu sabes quantos casais honestos, quantas famílias felizes, Viveram em ti os meus olhos e o meu braço cingindo e a minha consciência incerta, A sua vida pacata, as suas casas suburbanas com jardim, os seus half-holidays inesperados... Mary, eu sou infeliz... Freddie, eu sou infeliz... Oh, vós todos, todos vós, casuais, demorados, Quantas vezes tereis pensado em pensar em mim sem que o fizésseis, Ah, quão pouco eu fui no que sois, quão pouco, quão pouco – Sim, e o que tenho eu sido, ó meu subjectivo universo, Ó meu sol, meu luar, minhas estrelas, meu momento, Ó parte externa de mim perdida em labirintos de Deus! Passa tudo, todas os coisas num desfile por mim dentro, E todas as cidades do mundo, rumorejam-se dentro de mim... Meu coração tribunal, meu coração mercado, meu coração sala da Bolsa, meu coração balcão de Banco, Meu coração rendez-vous de toda a humanidade. Meu coração banco de jardim público, hospedaria, estalagem, calabouço número qualquer coisa («Aqui estuvo el Manolo en vísperas de ir al patibulo»). Me coração clube, sala, plateia, capacho, guichet, portaló, Ponte, cancela, excursão, marcha, viagem, leilão, feira, arraial, Meu coração postigo, Meu coração encomenda, Meu coração carta, bagagem, satisfação, entrega, Meu coração a margem, o limite, a súmula, o índice, Eh-lá, eh-lá, eh-lá, bazar o meu coração. Todos os amantes beijaram-se na minh'alma, Todos os vadios dormiram um momento em cima de mim, Todos os desprezados encostaram-se um momento ao meu ombro, Atravessaram a rua, ao meu braço, todos os velhos e os doentes, E houve um segredo que me disseram todos os assassinos. (Aquela cujo sorriso sugere a paz que eu não tenho, Em cujo baixar-de-olhos há uma paisagem da Holanda, Com as cabeças femininas coifées&de&lin E todo o esforço quotidiano de um povo pacífico e limpo... Aquela que é o anel deixado em cima da cómoda, E a fita entalada com o fechar da gaveta, Fita cor-de-rosa, não gosto da cor mas da fita entalada, Assim como não gosto da vida, mas gosto de senti-la... Dormir como um cão corrido no caminho, ao sol, Definitivamente para todo o resta do Universo, E que os carros me passem por cima.) Fui para a cama com todos os sentimentos, Fui souteneur de todas os emoções, Pagaram-me bebidas todos os acasos das sensações, Troquei olhares com todos os motivos de agir, Estive mão em mão com todos os impulsos para partir, Febre imensa das horas! Angústia da forja das emoções! Raiva, espuma, a imensidão que não cabe no meu lenço, A cadela a uivar de noite, O tanque da quinta a passear à roda da minha insónia, O bosque como foi à tarde, quando lá passeámos, a rosa, A madeixa indiferente, o musgo, os pinheiros, Toda a raiva de não conter isto tudo, de não deter isto tudo, Ó fome abstracta das coisas, cio impotente dos momentos, Orgia intelectual de sentir a vida! Obter tudo por suficiência divina – As vésperas, os consentimentos, os avisos, As coisas belas da vida – O talento, a virtude, a impunidade. A tendência para acompanhar os outros a casa, A situação de passageiro, A conveniência em embarcar já para ter lugar, E falta sempre uma coisa, um copo, uma brisa, uma frase, E a vida dói quanto mais se faz e quanto mais se inventa. Poder rir, rir, rir despejadamente, Rir como um copo entornado, Absolutamente doido só por sentir, Absolutamente roto por me roçar contra as coisas, Ferido na boca por morder coisas, Com as unhas em sangue por me agarrar a coisas, E depois dêem-me a cela que quiserem que eu me lembrarei da vida, Sentir tudo de todas as maneiras, Ter todas as opiniões, Ser sincero contradizendo-se a cada minuto, Desagradar a si-próprio pela plena liberdade de espírito, E amar as coisas como Deus. Eu, que sou mais irmão de uma árvore que de um operário, Eu, que sinto mais a dor suposta do mar ao bater na praia Que a dor real das crianças em quem batem (Ah, como isto deve ser falso, pobres crianças em quem batem – E por que é que as minhas sensações se revezam tão depressa? – Eu, enfim, que sou um diálogo contínuo, Um falar-alto incompreensível, alta-noite na torre, Quando os sinos oscilam vagamente sem que mão lhes toque E faz pena saber que há vida que viver amanhã. Eu, enfim, literalmente eu, E eu metaforicamente também, Eu, o poeta sensacionista, enviado do Acaso Às leis irrepreensíveis da Vida, Eu, o fumador de cigarros por profissão adequada, O indivíduo que fuma ópio, que toma absinto, mas que, enfim, Prefere pensar em fumar ópio a fumá-lo E acha mais seu olhar para o absinto a beber que bebê-lo... Eu, este degenerado superior sem arquivos na alma, Sem personalidade com valor declarado, Eu, o investigador solene das coisas fúteis, Que era capaz de ir viver na Sibéria só por embirrar com isso, E que acho que não faz mal não ligar importância à pátria Porque não tenho raiz, como uma árvore, e portanto não tenho raiz... Eu, que tantas vezes me sinto tão real como uma metáfora, Como uma frase escrita por um doente no livro da rapariga que encontrou no terraço, Ou uma partida de xadrez no convés dum transatlântico, Eu, a ama que empurra os perambulators em todos os jardins públicos, Eu, o polícia que a olha, parado para trás na álea, Eu, a criança no carro, que acena à sua inconsciência lúcida com um coral com guizos. Eu, a paisagem por detrás disto tudo, a paz citadina Coada através das árvores do jardim público, Eu, o que os espera a todos em casa, Eu, o que eles encontram na rua, Eu, o que eles não sabem de si próprios, Eu, aquela coisa em que estás pensando e te marca esse sorriso, Eu, o contraditório, o fictício, a aranzel, a espuma, O cartaz posto agora, as ancas da francesa, o olhar do padre, O largo onde se encontram as suas ruas e os chauffeurs dormem contra os carros, A cicatriz do sargento mal encarado, O sebo na gola do explicador doente que volta para casa, A chávena que era por onde o pequenito que morreu bebia sempre, E tem uma falha na asa (e tudo isto cabe num coração de mãe e enche-o)... Eu, o ditado de francês da pequenita que mexe nas ligas, Eu, os pés que se tocam por baixo do bridge sob o lustre, Eu, a carta escondida, o calor do lenço, a sacada com a janela entreaberta, O portão de serviço onde a criada fala com os desejos do primo. O sacana do José que prometeu vir e não veio E a gente tinha uma partida para lhe fazer... Eu, tudo isto, e além disto o resto do mundo... Tanta coisa, as portas que se abrem, e a razão por que elas se abrem, E as coisas que já fizeram as mãos que abrem as portas... Eu, a infelicidade – nata de todas as expressões, A impossibilidade de exprimir todos os sentimentos, Sem que haja uma lápide no cemitério para o irmão de tudo isto, E o que parece não querer dizer nada sempre quer dizer qualquer coisa... Sim, eu, o engenheiro naval que sou supersticioso como uma camponesa madrinha, E uso monóculo para não parecer igual à ideia real que faço de mim, Que levo às vezes três horas a vestir-me e nem por isso acho isso natural, Mas acho-o metafísico e se me batem à porta zango-me, Não tanto por me interromperem a gravata como por ficar sabendo que há a vida... Sim, enfim, eu o destinatário das cartas lacradas, O baú das iniciais gastas, A entonação das vozes que nunca ouviremos mais – Deus guarda isso tudo no Mistério, e às vezes sentimo-lo E a vida pesa de repente e faz muito frio mais perto que o corpo. A Brígida prima da minha tia, O general em que elas falavam – general quando elas eram pequenas, E a vida era guerra civil a todas as esquinas... Vive le mélodrame où Margot a pleuré! Caem as folhas secas no chão irregularmente, Mas o facto é que sempre é Outono no Outono, E o Inverno vem depois fatalmente, E há só um caminho para a vida, que é a vida... Alvaro de Campos (Fernando Pessoa) TF Um Adeus Português Nos teus olhos altamente perigosos vigora ainda o mais rigoroso amor a luz dos ombros pura e a sombra duma angústia já purificada Não tu não podias ficar presa comigo à roda em que apodreço apodrecemos a esta pata ensangüentada que vacila quase medita e avança mugindo pelo túnel de uma velha dor Não podias ficar nesta cadeira onde passo o dia burocrático o dia-a-dia da miséria que sobe aos olhos vem às mãos aos sorrisos ao amor mal soletrado à estupidez ao desespero sem boca ao medo perfilado à alegria sonâmbula à vírgula maníaca do modo funcionário de viver Não podias ficar nesta casa comigo em trânsito mortal até ao dia sórdido canino policial até ao dia que não vem da promessa puríssima da madrugada mas da miséria de uma noite gerada por um dia igual Não podias ficar presa comigo à pequena dor que cada um de nós traz docemente pela mão a esta pequena dor à portuguesa tão mansa quase vegetal Mas tu não mereces esta cidade não mereces esta roda de náusea em que giramos até à idiotia esta pequena morte e o seu minucioso e porco ritual esta nossa razão absurda de ser Não tu és da cidade aventureira da cidade onde o amor encontra as suas ruas e o cemitério ardente da sua morte tu és da cidade onde vives por um fio de puro acaso onde morres ou vives não de asfixia mas às mãos de uma aventura de um comércio puro sem a moeda falsa do bem e do mal Nesta curva tão terna e lancinante que vai ser que já é o teu desaparecimento digo-te adeus e como um adolescente tropeço de ternura por ti Alexandre O'Neill TF Sê Feliz Só o que vive a sofrer sabe o que é castigo! Só o que vive de amor sabe o que o amor nos diz. Tu me amas, talvez... mas atende ao que digo: Afasta-te de mim, se queres ser feliz!... Alcides Freitas TF Fui? Pegue-se num objecto, qualquer objecto Aprenda-se a gostar dele Construa-se sobre ele a teia das nossas fantasias E sinta-se desapontado Quando ele se comporta como mero objecto que é Luis Rodrigues TF ... Quem nos deu olhos para ver os astros - Sem nos dar braços para os alcançar?!... Florbela Espanca TF Terror de te amar num sítio tão frágil como o mundo Mal de te amar neste lugar de imperfeição Onde tudo nos quebra e emudece Onde tudo nos mente e nos separa Sophia de Mello Breyner Andresen TF
Sexta-feira, Abril 23, 2004
PTA Afinal não fui ver. Fui mesmo ajudar! Espectáculo! Cada vez me sinto mais próximo do osso! JC O que é que custa dar o braço a torcer? A vida é tão curta, pode acabar de um momento para o outro que não vale a pena deixar para amanhã ou deixar para o outro a responsabilidade de se chegar à frente. Se há alguma coisa a ser dita, que se diga já! AG PTA Aqui vou eu, cantando e rindo, ver uma colocação de prótese total da anca! JC
Quinta-feira, Abril 22, 2004
Esquizos #1 Tu, perdido no espaço e no tempo, reencontra-te contigo. Volta. Atrás. Volta atrás. Fala contigo. VOlta at´ras atr+as atr+sssss atrássssssssss afd agd jte jtdg 7i5r l8pf tre JC
Quarta-feira, Abril 21, 2004
20/04/2004 Sr. Major: Querida, hoje não posso ir jantar a casa! Vou jantar com o Vale e Azevedo! AG
Terça-feira, Abril 20, 2004
Operação Apito Dourado. Ai major, major... De quê que tu estás à espera? Tens um pé num microondas E outro no fundo do mar... JC Meu caro Tiago! Finalmente recebo sinais de vida madrilenos! E vejo que esses sinais serviram também para abrires os olhos aqueles que, como eu, às vezes sonham menos alto... JC Refresh
Que custa sonhar um bocadinho mais alto!? TF Provavelmente a minha primeira cunha da vida, cunha a sério, já toda a gente pediu a alguém que está à frente da fila que lhe tire uma senha de café, mas estas não contam. Senti-me um pouco perdido, o meio não era o meu e tinha de saber mais do que se passava, tinha de ter informações do ground zero em tempo real. Não posso dizer que me senti bem, mas sabia que não ia ser levado a mal..afinal quem precisava é muito importante para mim. Um obrigado a ti, ex-Pipo! AG Yummi!!!! Fatia-salcicha-queijo-manteiga-fatia-molho de francesinha. JC
Quinta-feira, Abril 15, 2004
Mas quem é a outra senhora? Esta páscoa ouvi mais do que uma vez, dizerem isso era no tempo da outra senhora!! Alguém me ajuda? AG
Quarta-feira, Abril 14, 2004
Start. Tudo começou num top amarelo (ou seria verde?), nuns ombros com sardas e nuns olhos enormes. JC
Terça-feira, Abril 13, 2004
No eixo Lisboa-Chaves-Figueira da Foz-Coimbra, feito numa semana, fui feliz. JC
Quarta-feira, Abril 07, 2004
Obrigado F.C.P. por me teres dado mais esta alegria! TF Só me apetece citar o Sérgio Godinho: "Não sei se dura sempre esse teu beijo ou apenas o que resta desta noite o vento enfim parou já mal o vejo por sobre o Tejo e já tudo pode ser tudo aquilo que parece na Lisboa que amanhece" JC
Terça-feira, Abril 06, 2004
TF
Segunda-feira, Abril 05, 2004
"Tu sabes como é o tempo Faíza. Nós fugimos dele em linha recta, fugimos em frente,sempre em frente e deixamos de vê-lo porque ele deixou de correr ao nosso lado" AG Acordei com a ideia de ser segunda feira mas depressa me apercebi que era mais um Domingo e a ideia de passar a tarde no Continente a fazer as compras do mês pôs-me rapidamente mal disposto... Levantei-me, olhei em volta e vi que não podia passar mais um dia que fosse com o quarto naquele estado...tropeçando em velhos trapos que mais tarde descobri serem meias dirigi-me então à casa de banho onde me deparei com um cenário ainda mais dantesco...O chuveiro estava estragado e o ralo estava repleto de pentelhos...Que merda!!!...esqueci-me por momentos que era "dia do Senhor" e decidi-me por não tomar banho... TF Que engano pensar-se que o engano se engana a si próprio... TF Respondam-me os sábios da vida, donos da cor azul do céu...Porque sereno é o mar quando esconde tamanhos perigos e escuridão? TF
Sexta-feira, Abril 02, 2004
Como dizia o outro: O Amor é fodido. JC
Quinta-feira, Abril 01, 2004
ODE AO AMOR Há amor que se contenta com pouco... Um simples olhar, uma carícia, uma promessa de que um dia tudo vai mudar, tornar-se diferente, melhor. O amor só às vezes, o amor desencontrado, o amor acabado, o amor invertido, o amor fantasiado, o amor reencontrado, o amor abstracto, o amor utópico, o amor impossível, o amor inverossímil.... Assim se vive enganado, atribuindo aos pequenos momentos significados enormes. Existem "aqueles que vêm em tudo o que lá não está". A estrada tortuosa do amor é uma encruzilhada com muitos caminhos. Em alguns momentos confunde-se com a própria vida. Ah se eles soubessem que é tudo bioquímica, que é tudo mediação por pequenas moléculas que activam certos receptores, que vão favorecer expressão de certos genes e dar protéinas que vão informar o cérebro, que nos vai "informar" do que temos de sentir. Ah se eles soubessem, aposto que tomavam comprimidos para se apaixonar. Odeio o amor quando é só para um lado. O amor que é só nosso e que o outro não sente. Um estudo recentemente publicado numa revista de renome conta a experiência de um homem que foi viver para a Antártica para fugir do amor. Não sofreu estímulos externos, não pensou em mulheres. Queria provar que se podia viver sem amor. O estudo acabou com com a sua morte precoce, aparentemente de devido a "coração partido".... "Oh do not love too long, or you will grow to be out of fashion like an old song" GJ Tentei encontrar o teu lugar...estaria ocupado? TF
Obrigado Souto Moura Ontem fui a Braga ver a Selecção jogar contra a Itália. Pensei que Portugal iria jogar mas não foi isso que vi. O que vi e que realmente valeu a pena foi o Estádio Municipal de Braga. Enquanto que um jogo se pode traduzir em golos, número de foras de jogo, número de faltas, aquele estádio só mesmo vendo...e com muita pena minha a magia de uma noite de futebol esteve apenas presente na contemplação do mais bonito estádio do mundo... TF
Domingo, Março 28, 2004
A Felicidade é uma Ilusão Existe apenas um único erro inato, que é o de acreditarmos que vivemos para sermos felizes. Toda a satisfação, ou o que em geral se chama de felicidade, é sempre e apenas negativa na sua essência, nunca positiva. Tudo na vida demonstra que a felicidade terrena é destinada a ser reconhecida como malograda ou como uma ilusão. Arthur Schopenhauer, in "A Arte de Insultar" Aqui TF O Elogio do Vício Admiro os viciados. Num mundo em que está toda a gente à espera de uma catástrofe total e aleatória ou de uma doença súbita qualquer, o viciado tem o conforto de saber aquilo que quase de certeza estará à sua espera ao virar da esquina. Adquiriu algum controlo sobre o seu destino final e o vício faz com que a causa da sua morte não seja uma completa surpresa. De certo modo, ser um viciado é uma coisa bastante proactivista. Um bom vício retira à morte a suposição. Existe mesmo uma coisa que é planear a tua fuga. Chuck Palahniuk, in "Asfixia" Aqui TF Quem veio aqui ter através de um search no sapo por "blog de julio constantino" que se acuse. JC Já podes ir dormir. JC Peço desculpa pelo fanatismo anti-tabágico. É que tenho razões para isso. JC A hora mudou. O que faz com que entre o fuso do verão. Aquele fuso em que anoitece às nove e tal quase dez. Em que os jantares são perto da meia-noite, a calma toma conta de nós e a vida corre mais leve e feliz. JC Só mesmo um burro... A última da Phillip Morris é pôr um papelinho tipo bula dos medicamentos nos maços de tabaco. Mas com os malefícios. Para evitar os processos judiciais futuros. E são tão explícitos que só mesmo um burro continuará a fumar. JC Frase da semana: "tenho mesmo que ver o meu colesterol!" - enquanto fumava cigarros e bebia um gin... JC
Sábado, Março 27, 2004
Surgiu de uma forma perfeitamente inesperada este convite para fazer parte desta pequena grande tribo. Há muito que os leio, há muito que lhes dedico leituras diárias, poderei mesmo dizer que foram parte influente na decisão de me lançar na blogosfera. Agradeço o convite e espero estar à altura deste grande desafio..sonhar e fazer sonhar. AG
Quinta-feira, Março 25, 2004
Ainda sobre o café do ultimo post... Ontem vi-me confrontado com a partilha dos poucos bancos vagos que circundam o balcão...as figurinhas eram dois agentes da PSP. Não que seja estranho, que tenha sido a primeira vez ou que tenha algum tipo de preconceito em relação a esta profissão ou aos seus profissionais, até porque moro à frente de um posto da PSP, mas a verdade é que o Sr. Vítor questionou imediatamente os dois agentes fardados "O costume?", e passadas nem duas passas no cigarro lá estavam elas...as duas garrafas de super-bock!...”Não é preciso copo!” disse um com um sorriso na boca. Enquanto acabava de ler o jornal regional decidi-me ficar para ver até onde iriam aqueles dois agentes da autoridade. Acabei de ler o jornal, reli o jornal, concentrei-me a ler as crónicas de todos os jogos de futebol de divisões inferiores e em menos de 30 minutos o balcão já contava com o peso de 6 garrafinhas de cerveja...vazias...claro está, três para cada um. Depois de terem efectuado o pagamento houve um Sr. Agente que ainda se tentou desculpar "Tá cá um calor que mais parece Verão!...isto anda tudo ao contrário!" e fiquei ainda mais surpreendido quando ouvi o outro Sr. Agente, antes de fechar a porta, retorquir "O que vale é que nós não temos que soprar no balão!...é que três cervejas já acusavam..." TF
Terça-feira, Março 23, 2004
Casos sociológicos ou vidas comuns... Em todos os "cafés/bares/restaurantes/pastelarias" existirão sempre um punhado de "figuras" características que nos fazem constantemente perguntar "Quem são estes gajos?" ou "O que fazem na vida?", e que por estarem constantemente no mesmo sitio, na mesma cadeira, na mesma mesa, já nos habituamos a ver como "mobília da casa". Há um café aqui perto da minha casa ao qual me habituei a ir quando tenho que tomar um café mais rápido ou menos comprometido e que tem a particularidade de não ter mesas ou cadeiras, apenas um longo balcão em forma de U e os bancos alinhados ao longo desse mesmo balcão estão fixos ao chão. Neste café a conversa do dia é sempre a mesma, a bola, bem regada por um quantidade infinita de finos e acompanhada constantemente pela conversa cíclica do "Porra! Tu não entendes nada disto!". Trocam de telemóveis constantemente e discutem o preço do quilo das gambas mas acabam sempre por acompanhar a cerveja com pevides ou tremoços...foram jogadores da Académica no seu tempo áureo e agora fazem do café a sua casa, acomodaram-se a tratar o empregado por "tu" e nem sei se algum deles tem família mas não quero acreditar nisso... A verdade é que não arredam pé e um dia apeteceu-me oferecer a cada um uma folha de inscrição do Inatel...talvez desta forma conheçam outras pessoas, outros sítios, uma outra vida... TF Desculpem os Faroleiros mas gosto muito desta fotografia... TF
Segunda-feira, Março 22, 2004
Confiança s.f. Esperança firme em alguém, em alguma coisa: ter confiança no futuro. / Sentimento de segurança, de certeza, tranquilidade, sossego daquele que confia na probidade de alguém. / Dar confiança, dar importância a alguém, permitir intimidade. Confiar v.t. Ter fé, esperar, ter confiança. Esperar v.t. Ficar em algum lugar até que chegue alguém ou alguma coisa que se tem como certa ou provável; aguardar. / Contar com. / Ter esperança. / Supor, ter satisfação em acreditar. / Emboscar. / Confiar. TF
Domingo, Março 21, 2004
Fim-de-semana prolongado.
Template novo. "O pianista". Lanche na Figueira. Festival internacional de blues no TAGV. Copos e conversa. Passeios nocturnos pela cidade. Almoço com a Família. Café na esplanada do Sta. Cruz. Jemima Stehli no Centro de Artes Visuais. Greatest hits da Björk. "Agarrado a ti" - Farrelly brothers. Festa "americana" at mury's. Estupidez alcoolizada. Entrada da Primavera. Dia da Árvore. Dia internacional da poesia. Passeio no Jardim Botânico. Aquisição de livros de poesia. JC Quem é o mury??? JC
Sábado, Março 20, 2004
Num post de dia 10 de Dezembro de 2003, falava numa cara nova para o blog. Finalmente ela aqui está. Custou mas foi. Ainda não está acabado. É um processo em mutação constante. JC Boa! Um amigo, um dos responsáveis pela minha permanência em Medicina, durante a "dúvida de 99" citou-me o Prof. Abel Salazar, "um médico que só sabe de medicina, nem de medicina sabe." JC Provérbio actualizado. Março marçagão, manhã verão, tarde verão! JC Chover no molhado...
A espera não qualificada ganha um poder de destruição inimaginável... Manufactura um milagre...daqueles que só tu consegues... TF
Sexta-feira, Março 19, 2004
Não se pode manufacturar um milagre. JC Nunca ouvimos a bala que nos mata... TF
Quarta-feira, Março 17, 2004
Mano velho Há pessoas que nos fazem ser quem somos, que sempre estiveram e sempre estarão no sitio certo, na altura certa, dizendo o que queremos e acima de tudo o que não queremos ouvir; ajudando-nos nos piores momentos, felicitando-nos nas celebrações; correm connosco e puxam-nos devagarinho; são confidentes e muitas vezes nem é necessário a utilização de palavras para sermos ouvidos e para nos fazermos ouvir...ganham o direito da partilha secreta... Perder-te seria perder-me a mim... OBRIGADO AMIGO TF O AG tem completamente razão: "O fracasso é duro, muito duro!"... Mas mais duro ainda é perceber que o fracasso é obra da cegueira e da vingança... TF
Terça-feira, Março 16, 2004
Não se pode congelar ninguém... Todos os sentimentos são nossos, pertencem-nos, fazem parte de nós como se fossem marcas de ferro em brasa e deixam-nos presos a sensações radicais, de profunda emotividade e por isso difíceis de explicar. Muitas vezes a parte racional não chega sequer a ver a luz do dia pois a parte emocional faz-nos dizer disparates, fazer disparates, sentir disparates tomando conta de nós...Essa faceta do coração, difícil de gerir, é a Verdade no seu esplendor máximo pois não se pode apagar com uma borracha, não se pode tapar para que se não veja, não se pode cortar em um só golpe...há que geri-la, há que saber...mas ela está lá, impossível de se esquecer, impossível de se manter no anonimato... Por mais desculpas que se dê, por mais razões aparentemente lógicas do ponto de vista do mais puro racionalismo o coração sente sem que se possa fazer nada e tudo fica mais difícil de gerir, tudo fica mais confuso, tudo fica mais sem sentido. A cegueira fica para a prova, a teimosia fica como única arma, a leitura clara da realidade fica difusa e a vingança torna-se no buraco final... As mesmas palavras não podem ser dirigidas a deus e ao diabo, os mesmos sorrisos não podem ser partilhados a kms de distância no mesmo instante, e o conformismo de um facilitismo imediato não pode servir uma Causa Maior que se insiste em se esconder. Não se pode provar nada sem se querer, não se pode querer nada sem se mostrar, não se pode viver sem se provar que se quer... TF Eu quero Se quiseres, mas só mesmo se quiseres podes telefonar, aparecer, sorrir, brincar, desabafar, amar, festejar...mas apenas só se quiseres... TF
Segunda-feira, Março 15, 2004
A nossa vida daqui a alguns anos TF Frühlings Erwachen (1891), de Frank Wedeking
O texto apesar de ser de há já 2 séculos atrás mantem-se bem actual e não sendo uma história bela é uma boa história. A encenação, de Nuno Cardoso, está bem original, com pormenores deliciosos. A interpretação é para mim o melhor desta tríade, com destaque para Cátia Pinheiro (Wendla). Uma rapariga da minha idade faz coisas tão mais interessantes do que as que eu faço... JC 37 A viagem no 37 deixa-me sempre com a sensação de despedida e é quando vejo a cidade desaparecer lentamente, já no escurecer, que a saudade aperta e o coração fica bem pequenino...acredita...é bem carnal... TF
Domingo, Março 14, 2004
Quem vem e atravessa o rio... Lá rumei eu outra vez em direcção à Cidade Invicta, desta feita com o objectivo de assistir a uma peça, "O Despertar da Primavera" no Teatro Carlos Alberto. Parei o carro perto do Coliseu e calcorreei as ruas a pé. Aproveitei depois para conviver com algumas pessoas que já não via há algum tempo e voltei a Coimbra. O Porto é uma cidade que eu até há algum tempo (sem nenhuma razão)detestava, mas ultimamente tem-me satisfeito bastante passear por lá. É para continuar a ir. JC
Sexta-feira, Março 12, 2004
Voltei. De lá. Não de frança, mas de um sítio obscuro onde o id, ego e superego não existem, de um estado transcendental, de um outro lado. Do lado negro. E agora vejo a luz. Que é como quem diz "vou beber um copo!". JC Inquieto-me. JC
Terça-feira, Março 09, 2004
Ontem fui ao Porto. Ver um grande espectáculo, o guitarrista Al di Meola. Há já muito tempo que não via (e ouvia) nada assim. Valem a pena estas breves viagens em busca da cultura. Aquela que passa ao lado da minha cidade... JC
Domingo, Março 07, 2004
Sou o Easy Rider!!!
E tu? Que filme clássico és? Aqui! JC
Sábado, Março 06, 2004
Morrer prejudica gravemente a sua saúde e a dos que o rodeiam Se a vida fosse simples, se as decisões fossem fáceis, se fevereiro tivesse 31 dias, se os livros tivesses apenas as paginas ímpares, se não houvessem esquinas, se só houvesse parte de fora...ou mesmo apenas parte de dentro, se a moeda só tivesse uma face, se só houvessem sorrisos, se as fotografias não se pudessem rasgar ou esconder, então apenas seríamos metade do que somos e a descoberta não fazia parte dos horizontes...acima de tudo porque não haveria horizontes... TF Gué! Só mesmo vendo!!! Deliciem-se... Será o leite meio-magro mais gordo que o leite magro e mais magro que o leite meio-gordo ou será que, devido ao facto de o leite meio-gordo não chegar a ser gordo, o meio-magro não chega a ser magro sendo, portanto, ultra-magro?! Ou será ainda que meio-magro e meio-gordo não são mais do que duas maneiras diferentes de designar o mesmo tipo de leite? Estou plenamente convencido que o leite meio-magro é, efectivamente, menos gordo que o leite magro mas menos magro que o leite ultra-magro. Como tal, e de acordo com o meu raciocínio, serão de considerar os seguintes tipos de leite: Leite Ultra-Gordo; Leite Gordo; Leite Meio-Gordo; Leite Magro; Leite Meio-Magro; Leite Ultra-Magro. TF
Sexta-feira, Março 05, 2004
Everybody else is doing it, so why can't we? Já vi fazerem noutros blogs. Vou experimentar, só para ver o contador crescer! :-) XXX, sex, sexo, paris hilton, pamela anderson nude, tommy lee, porn, lili caneças, herman josé, bibi, doutroux, felícia cabrita, manuela moura guedes, oscar night, gossip, tits, bush, kerry, monica lewinsky, janet jackson. JC
Quinta-feira, Março 04, 2004
D'Os marretas "AQUELA COISA A que se chama parlamento, e onde vegetam umas formas de vida vagamente humanóides, deu hoje mais um espectáculo de falta de coluna vertebral. Parece que se consideram Homens-Livres, até mesmo democráticos. Dizem ter uma consciência. Livre. Viu-se. Animal" JC Mucoviscidose Hoje conheci uma menina. Loirinha, magrinha, de olhos claros, a Adriana (nome obviamente fictício!) tem 12 anos, gosta de ir à escola e brincar com os meninos da sua idade, embora ultimamente tenha ficado mais sentada nos recreios, ao pé das contínuas. Tem uma vivacidade fora do comum, respondeu a todas as minhas perguntas com uma rapidez e uma piada estonteantes! E o seu uso de jargão médico deixou toda a gente incrédula. Ela dizia: "...faço febres de 38º...", "...pelo cateter central...", adivinhava-se uma longa história de exposição a gente de bata. Confirmou internamentos muito frequentes e longos. A Adriana esteve, durante os 30 minutos que estive com ela, sempre a tossir, notava-se-lhe uma marcada dificuldade a respirar. Tudo isto mascarado e tornado imperceptivel ao observador comum pela sua contagiante alegria e perspicácia. Quando saiu da minha sala, rumo ao seu quarto, disse-lhe adeus através da janela. Ela riu-se e respondeu. Foi mesmo antes de me terem informado que a Adriana estava no estado terminal da sua terrível doença incurável... Malditos genes. JC
Quarta-feira, Março 03, 2004
Se... Se não houver esperanças de que o teu amor seja recebido, o que tens a fazer é não o declarar. Poderá desenvolver-se em ti, num ambiente de silêncio. Esse amor proporciona-te então uma direcção que permite aproximares-te, afastares-te, entrares, saíres, encontrares, perderes. Porque tu és aquele que tem de viver. E não há vida se nenhum deus te criou linhas de força. Se o teu amor não é recebido, se ele se transforma em súplica vã como recompensa da tua fidelidade, se não tens coração para te calares, nessa altura vai ter com um médico para ele te curar. É bom não confundir o amor com a escravatura do coração. O amor que pede é belo, mas aquele que suplica é amor de criado. Se o teu amor esbarra com o absoluto das coisas, se por exemplo tem de franquear a impenetrável parede de um mosteiro ou do exílio, agradece a Deus que ela por hipótese retribua o teu amor, embora na aparência se mostre surda e cega. Há uma lamparina acesa para ti neste mundo. Pouco me importa que tu não possas servir-te dela. Aquele que morre no deserto tem a riqueza de uma casa longínqua, embora morra. Se eu construir almas grandes e escolher a mais perfeita para a rodear de silêncio, ficarás com a impressão de que ninguém recebe nada com isso. E, no entanto, ela enobrece todo o meu império. Quem quer que passa ao longe, prosterna-se. E nascem os sinais e os milagres. Não importa que o amor que alguém nutre por ti seja um amor inútil. Desde que tu lhe correspondas, caminharás na luz. Grande é a oração à qual só responde o silêncio; basta que o deus exista. Se o teu amor é aceite e há braços que se abrem para ti, então pede a Deus que salve esse amor de apodrecer. Eu temo pelos corações cumulados. Antoine de Saint-Exupéry, in "Cidadela" aqui TF Comentários A pedido de muitas famílias já está instituído finalmente o sistema de comentários. Foi uma decisão que pode ser revista no futuro, dependendo da aceitação ou não dos outros membros d'A Tribo. A democracia é e será sempre o melhor sistema para as tomadas de decisões. JC
Terça-feira, Março 02, 2004
Relacionamentos de um destino de rede... Naturalmente todo tipo de relações contem filtros que, de alguma forma, viram vidas, coroem relações, marcam presenças e que acabam por estratifica-las. A rede de telemóvel escolhida pela "outra pessoa" é disso exemplo pois quantas relações nunca sequer chegaram a começar apenas porque ela(e) é 91 e ele(a) 96?...que barreira!, que custo ouvir a sua voz sempre a olhar para o tempo... Curioso este "pensamento de pobre"?... TF Eu não existo sem você - Vinicius de Moraes Eu sei e você sabe, já que a vida quis assim Que nada nesse mundo levará você de mim Eu sei e você sabe que a distância não existe Que todo grande amor só é bem grande se for triste Por isso, meu amor, não tenha medo de sofrer Pois todos os caminhos me encaminham prá você Assim como o oceano só é belo com o luar Assim como a canção só tem razão se se cantar Assim como uma nuvem só acontece se chover Assim como o poeta só é grande se sofrer Assim como viver sem ter amor não é viver TF
Segunda-feira, Março 01, 2004
Que sonho... Que sonho viver de risos e abraços, Que sonho querer viver sem dor, agonia e lágrimas. Que sonho sorrir só por te amar E agarrar-te para nunca mais te deixar... TF
Domingo, Fevereiro 29, 2004
Aos leitores: Tenho escrito pouco, eu sei. Tenho escrito mais cartas de amor do que posts. Não no blog do irmão, mas em privado. No próximo mês volto com mais ritmo, espero. Até lá, há coisas mais importantes para fazer. Como dizia o outro: "Sorry, I have to go see about a girl." JC
Quinta-feira, Fevereiro 26, 2004
A Namorada Portuguesa e outras 100 histórias Dan Rhodes é o homem do momento. Romancista, escritor, académico, Britânico. Possuidor de uma imaginação notável e de um humor cativante, por vezes acutilantemente negro. 100 Histórias, cada uma com 100 palavras. Todas visam o mesmo tema: a convivência com a namorada. Aqui vai uma: Poupança - Tenho de ir buscar uma dose - costumava dizer a minha namorada às três ou quatro da madrugada. Voltava umas horas depois, de bolsos consideravelmente esvaziados. Parecia bastante saudável. Os olhos ainda lhe brilhavam e as faces irradiavam. - Estás com bom ar – dizia eu. - Já sei, obrigado. Disse-lhe que também queria um vício. - Somos um casal. Devemos fazer as coisas juntos. Tanto a chateei que acabou por confessar que nunca na vida tinha consumido heroína. Não me quis dizer mais nada, mas andei a vasculhar por tudo quanto é canto e acabei por descobrir o dinheiro. Tinha-o cosido no colchão, como uma velha louca. Li o livro de rajada. E nunca deixei, nem por um momento, de pensar em ti… GJ
Quarta-feira, Fevereiro 25, 2004
Tive uma amiga em Lisboa que era muito boa a decorar coisas. Certo dia disse-lhe que gostava de ter essa capacidade, essa memória. Ela disse-me gentilmente que de bom grado ma dava. Parece que quando tinha dez anos decorou que foi no USS Missouri que foi assinado o armísticio com o Japão, na 2ºGuerra Mundial. Desde essa altura que não passava um dia em que não se lembrasse desse nome. E é desde essa altura, que a minha amiga já não me sai da cabeça. GJ A Noite do Índio Chefe Índio Seattle era o líder da tribo Suquamish, que habitava na vasta região que é hoje fronteira entre Canadá e Estados Unidos. Em 1854 discursa perante emissários de Washington, que lhe haviam apresentado proposta de compra da região habitada e recolocação numa reserva. O verdadeiro discurso, anotado por um tal de Henry Smith, conhecedor do dialecto, e publicado na altura foi adulterado e reescrito, ganhando novos acrescentos e dando finalmente lugar ao texto sobejamente conhecido, inclusivamente publicado pelas Nações Unidas em 76. Da Casa do Sul Editora surge o discurso original. É um texto de cultura, de religião e de invulgar tristeza. É um grito de desespero de um povo moribundo condenado a morrer. Homem de visão demasiado avançada para aqueles tempos (se calhar até para os de hoje), acabou por aceitar a proposta, nunca cumprida, daquele grande povo que os subjugou. Em determinada parte do seu discurso fala de Deus. " O vosso Deus ama o vosso povo e odeia o meu. Ele envolve ternamente, com os fortes e protectores braços, o Cara-Pálida e guia-o como um pai faz com o seu filho. Mas Ele abandonou os seus filhos de pele vermelha. O vosso Deus torna o vosso povo mais forte a cada dia que passa; em breve ocupareis toda a terra. Enquanto que o nosso povo está a recuar rapidamente como uma maré que nunca mais regressará." " O vosso Deus parece estar a ser parcial, já que Ele apoia apenas os seus filhos de cara pálida. Nunca O vimos; nunca ouvimos a Sua voz. Ele deu-vos leis mas nunca teve uma palavra para os seus filhos de pele vermelha que outrora, aos milhões, encheram este vasto continente como as estrelas no céu." "A vossa religião foi escrita em placas de pedra pelo dedo de ferro de um Deus encolerizado, para que não fosse esquecida. O Pele-Vermelha nunca poderia relembrar e compreender isso. A nossa religião é a tradição que vem dos nossos avós, é o sonho dos nossos anciões, transmitidos pelo Grande espírito, e é também as visões dos nossos chefes. Ela está escrita no coração do nosso povo." " A noite do Índio promete ser muito escura." GJ
Terça-feira, Fevereiro 24, 2004
Brecht Revisitado Num livro oferecido com amizade pelo autor, Paulo Quintela, ao Luís Carlos encontrei este excerto. E o que é feito do amor? - Perguntas tuas - E eu respondo: Não me posso lembrar. E no entanto, sim, sei o que queres dizer. Mas do rosto, realmente não me posso recordar. Apenas sei que outrora o beijei. GJ Mas ainda há coisas alegres no Carnaval. Ontem, entre o Vodka, o barulho, os disfarces ridículos e copiados e os cânticos abjectos, houve uma coisa boa. Alguns dizem que existe uma época para tudo na vida. Não pode haver alturas certas, e não reconhecer isso é cobardia. Virar as costas, desistir, tentar esquecer, atribuir ao álcool, são maneiras de fugir à questão. E a questão é que algumas coisas acontecem porque têm de acontecer e outras nunca acontecerão porque simplesmente o acaso nunca deixará que aconteçam. E foi assim que eu fui para casa, numa noite de excessos, a pensar no que poderia ter sido se naquela terra com mar, há quase 10 anos, o acaso me tivesse dado uma hipótese. É como o Eça dizia "Sob o manto diáfono da fantasia, a nudez crua da verdade". GJ Carnaval. Nunca achei e continuo a não achar piada. Mascarei-me em puto, e já adulto só uma ou duas vezes. Agora, carnaval, só se for no Brasil. E aquele ritz... meu deus... cheio de gente... irrespirável. Os canticos futebolisticos foram a gota de gasolina que incendiou o meu motor rumo a casa. JC
Sexta-feira, Fevereiro 20, 2004
O Sopro de Liberdade (condicionada) Vestiu um dos melhores fatos que tinha. Queria sair aprumado, escondendo a vergonha que havia passado. A mulher esperava-o à porta, e foi assim que a viu ao fundo do túnel. Quando finalmente transpôs aquela barreira invisível, aproximaram-se dele e disseram-lhe umas palavras. O seu semblante não se alterou, ou pelo menos não foi captado pelas câmaras que o esperavam. Voltou para trás com as suas malas, de volta aquele muro de pedra, aquela Bastilha para os mais ricos. O advogado, que chegou mais tard |